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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

RAPIDINHAS DO BLOG...

ALIMENTOS SOBEM MENOS, E INFLAÇÃO PELO IPC-S PERDE FORÇA
Os preços dos alimentos subiram menos na segunda semana de fevereiro, e puxaram a queda na taxa de inflação, segundo dados divulgados na terça-feira (16) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O Índice de Preços ao Consumidor – Semana, (IPC-S) ficou em 1,42% no período, 0,38 ponto percentual abaixo da taxa da semana anterior. Apesar da taxa menor em relação à semana anterior, os preços dos alimentos tiveram a segunda maior alta entre os grupos de despesas pesquisados, de 1,94% (ante 2,45% na semana anterior) – menor apenas que a alta de 2,57% registrada em educação (4,23% uma semana antes). Também ficaram menores, na passagem da primeira para a segunda semana de fevereiro, as taxas de transportes (de 2,25% para 1,91%), habitação (de 1,11% para 0,97%), vestuário (de 0,4% para 0,08%), comunicação (de 0,69% para 0,57%) e despesas diversas (de 1,6% para 1,51%). Em contrapartida, apenas a taxa do grupo saúde ficou maior na mesma comparação, passando de 0,65% para 0,66%. Entre os itens pesquisados, a maior influência de queda sobre o IPC-S veio de vestidos e saias, que ficaram em média 1,24% mais baratos. Também contribuíram as quedas nos preços de leite em pó (-1,92%), automóvel usado (-0,33%), perfume (-0,29%) e carne moída (-0,7%). Na ponta contrária, as maiores influências de alta vieram de tarifa de ônibus urbano (4,84%), empregada doméstica mensalista (2,89%), tomate (11,56%), refeições em bares e restaurantes (0,72%) e curso de ensino superior (3,25%).

FUNGOS DA AMAZÔNIA SÃO USADOS EM BIOINSETICIDA CONTRA AEDES AEGYPTI
Um bioinseticida produzido a partir de fungos encontrados em plantas e insetos da Amazônia foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). O estudo durou três anos e isolou mais de 100 linhagens fúngicas de vários substratos da Amazônia. O bioinseticida pode ser borrifado em plantas e colocado em recipientes que armazenem águas, matando as larvas e ovos do Aedes aegypti em até 24h após a aplicação. De acordo com a doutora em Ciências Biológicas, Yamile Benaion Alencar, com os isolados identificados foram realizados cerca de 50 ensaios em laboratório. Desse número, apenas três apresentaram potencial contra as larvas e ovos do mosquito. A pesquisadora explicou que os fungos utilizados para o desenvolvimento do bioinseticida não são tóxicos à saúde do homem e muitos já têm permissão do Ministério da Agricultura para serem usados no combate a insetos praga de agricultura. O bioinseticida funciona de forma simples podendo ser borrifado diretamente em água destilada na forma openspray ou também em forma de extrato, esse segundo ainda em pesquisa, podendo ser colocado em vasos ou em locais que acumulam água. O produto elimina a larva e ovos do mosquito em até 24h. “É um produto que não é tóxico, não agride o meio ambiente, é eficaz e ainda tem a vantagem de ser facilmente produzido. Será muito benéfico para população utilizá-lo”, destaca Alencar. O produto ainda não está disponível no mercado, pois ainda é necessário fazer a transferência de tecnologia para empresas interessadas em realizar a produção e comercialização. Segundo os pesquisadores, por possuir uma formulação natural e simples, o custo financeiro para produção do produto é menor. Ele apresenta baixo impacto ambiental durante sua produção por utilizar apenas compostos biodegradáveis em sua formulação. Alencar frisa que atualmente existem vários produtos controladores do Aedes aegypti - transmissor da dengue, febre chikungunya e vírus da zika -, mas o diferencial do bioinseticida desenvolvido pela equipe de pesquisa é que o produto possui origem 100% natural, além de ser extraído a partir da biodiversidade amazônica. O produto foi desenvolvido com apoio do governo do Estado por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) na Ecobios Consultoria Ambiental e Controle de Qualidade Ltda., empresa incubada no Centro de Desenvolvimento Empresarial e Tecnológico da Ufam. O estudo recebe aporte do governo do estado via Fapeam por meio do Programa de Apoio à Pesquisa em Empresas na modalidade de Subvenção Econômica (Pappe Integração).

INDÚSTRIA DE TELEFONIA PEDE AOS EUA QUE LIMITE PRIVACIDADE NA INTERNET
Um grupo de associações que representam grandes empresas de telefonia e cabo solicitou à Comissão Federal de Comunicações dos EUA (FCC, na sigla em inglês) a imposição de limite às regras de proteção à privacidade na internet. Os provedores de banda larga atualmente coletam quantidades significativas de dados de consumidores e algumas os utilizam para anúncios direcionados, atraindo críticas de ativistas do direito à privacidade. A American Cable Association, U.S. Telecom Association, Consumer Technology Association, National Cable & Telecommunications Association e outros grupos escreveram ao presidente do conselho da FCC, Tom Wheeler, solicitando que proponha limitada proteção à privacidade na banda larga, consistentes com as regras da Comissão Federal de Comércio que proíbem práticas "injustas ou enganosas". A carta foi escrita após os pedidos de uma coalisão de grupos pró-privacidade, como American Civil Liberties Union, Center for Digital Democracy e Electronic Frontier Foundation, para que a FCC produzisse proteções de privacidade radicais para os usuários de banda larga do país. A carta dessas entidades sugeria que a FCC poderia "identificar metas de privacidade ou segurança e fornecer aos provedores, incluindo os menores com recursos limitados, flexibilidade em atingir tais metas. Regras ditando métodos específicos rapidamente se tornam ultrapassadas com a tecnologia mudando constantemente e só dificultarão a inovação e prejudicarão consumidores".

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