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segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

RAPIDINHAS DO BLOG...

INFLAÇÃO OFICIAL FICA EM 10,67% EM 2015, A MAIOR DESDE 2002
O Índice de Preços ao Consumidor - Amplo (IPCA), conhecido como a inflação oficial do país, ficou em 0,96% em dezembro, fechando o ano de 2015 em 10,67%, a maior taxa desde 2002, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou na semana passada. Considerando apenas o mês de dezembro, o avanço de preços também é o mais alto em 13 anos, quando o IPCA do período chegou a 2,10%. Esse resultado indica que a inflação fechou bem acima do teto da meta de inflação do Banco Central para o ano. Pelo sistema que vigora no Brasil, a meta central para 2015 e 2016 é de 4,5%, mas, com o intervalo de tolerância existente, o IPCA pode oscilar entre 2,5% e 6,5%, sem que a meta seja formalmente descumprida. Em 2014, o índice havia avançado 6,41%.
CUSTO DE VIDA AINDA MAIS CARO
O que mais pesou no bolso do brasileiro no ano passado foi o aumento de preços dos alimentos e das bebidas. De 8,03% em 2014, a taxa subiu para 12,03%. Não foi o aumento mais forte entre todos os tipos de gastos analisados pelo IBGE, mas seu peso é o maior no cálculo do IPCA. “Especialmente no caso dos alimentos, o clima fez com que alguns produtos fossem prejudicados não só na quantidade, mas também na qualidade. A chuva nos estados do Sul prejudicaram um pouco as lavouras, e os produtores já estavam sacrificados por custos de aumento de energia, frete, combustível e majoraram seus preços”, disse a coordenadora de preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos. Gastos com habitação também subiram bastante: de 8,8% para 18,31%. Depois desse grupo vem o de transportes, que registrou forte avanço: de 3,75% em 2014 para 10,16%, no ano seguinte. De acordo com o IBGE, o maior impacto do ano na análise individual dos itens - não dos grupos - partiu da energia elétrica e dos combustíveis. A conta de luz do consumidor brasileiro ficou, em média, 51% maior que em 2014. São Paulo e Curitiba aplicaram os maiores reajustes, de 70,97% e 69,22%, respectivamente. Com o aumento do preço da gasolina autorizado pela Petrobras no início de setembro, o reajuste no valor dos combustíveis chegou a 21,43%. A gasolina, especificamente, subiu 20,10% em média - um pouco abaixo do avanço médio do custo do etanol, de 29,63%. "Em 2015, os combustíveis tiveram um papel importante no sentido de pressionar a taxa. No final do ano, a gasolina foi reajustada em 6% e durante os três últimos meses do ano esse aumento teve uma repercussão. Não só pelo reajuste em si, mas também pela pressão do etanol. O etanol teve uma alta muito forte e isso teve uma influência sobre a composição da gasolina, já que 27% da mistura é de responsabilidade do etanol”. Tiveram variações próximas e abaixo da média os grupos de despesas pessoais (9,5%), educação (9,25%) e saúde e cuidados pessoais (9,23%). Dentro desses tipos de gastos, as principais pressões partiram dos empregados domésticos, dos jogos de loteria, de serviço bancário, excursão, cabeleireiro, cigarro e manicure. As menores taxas foram vistas em artigos de residência (5,36%), de vestuário (4,46%) e de comunicação (2,11%). “No primeiro trimestre de 2015, houve uma concentração forte nas contas que as pessoas pagam e influenciam no custo de vida. Itens importantes como a energia elétrica que fechou o ano com 50%, taxa de água e esgoto, combustíveis. Ou seja, o primeiro semestre de 2015 concentrou aumentos fortes. Esses aumentos se alastraram para os demais produtos", afirmou. De acordo com a coordenadora, a alta do câmbio também determinou aumento forte em outros itens como artigos de limpeza e itens de consumo.
JANEIRO DE REAJUSTES
“Nesse primeiro mês de 2016, já são conhecidos vários itens que vão pesar no custo de vida. Um deles é o gasto com transportes que é importante no orçamento das famílias, importante para trabalhar e deslocamento. Alguns estados já se manifestaram com aumentos relativamente fortes nas passagens dos ônibus urbanos e energia elétrica também vai ter reajuste em algumas regiões. Algumas taxas como água e esgoto vão aumentar e, para quem fuma, o cigarro terá um aumento significativo. Ou seja, janeiro vai concentrar alguns reajustes expressivos e de peso no orçamento das famílias”.
RAIO-X DO IPCA
O índice é calculado pelo IBGE desde 1980 e se refere às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos de dez regiões metropolitanas, além de Goiânia, Campo Grande e Brasília. No cálculo do índice de dezembro, por exemplo, foram comparados os preços pesquisados de 28 de novembro a 29 de dezembro de 2015 (referência) com os preços vigentes de 28 de outubro a 27 de novembro de 2015.

NOVO ESTUDO SUGERE CAMINHO PARA FREAR ALZHEIMER
Um estudo britânico sugere que o bloqueio da produção de nova células do sistema imunológico no cérebro pode reduzir problemas de memória comuns em casos do mal de Alzheimer. Pequisadores da Universidade de Southampton dizem que a descoberta reforça a teoria de dá ainda mais credibilidade à teoria de que a doença é provocada por inflamação no cérebro. Um remédio usado para bloquear a produção destas células imunológicas - chamadas micróglias - no cérebro de ratos teve resultados positivos. Os especialistas afirmam que os resultados são animadores e poderão levar à criação de novos tratamentos para a doença. As maioria dos medicamentos usados atualmente para tratar demência têm como alvo as placas amilóides detectadas no cérebro de pessoas com o mal de Alzheimer. Mas esta última pesquisa sugere que, na verdade, é preciso enfrentar a inflamação no cérebro causada pelas células micróglias para conter o avanço da doença. A pesquisa foi publicada na revista especializada Brain.
PRÓXIMO PASSO
Diego Gomez-Nicola, pesquisador líder do estudo, disse que a descoberta expôs o papel ativo destas células imunológicas do cérebro no desenvolvimento do mal de Alzheimer. "O próximo passo é trabalhar com nossos parceiros na indústria (farmacêutica) para encontrar um remédio seguro e compatível que possa ser testado para ver se funciona em humanos", disse.
CARÊNCIA DE REMÉDIOS
Os ratos da pesquisa receberam o medicamento para bloquear o receptor CSF1R responsável pelo aumento das micróglias no cérebro, pela diminuição da memória e por problemas de comportamento que foram notados durante a pesquisa. O remédio também evitou a perda de pontos de comunicação entre células nervosas no cérebro, o que geralmente ocorre nas pessoas que sofrem do mal de Alzheimer. Mark Dallas, professor especializado em neorociência celular e molecular na Universidade de Reading, também na Grã-Bretanha, disse que esta é uma "descoberta animadora" que pode explicar "a razão de os medicamentos criados para combater o Alzheimer não terem sido bem-sucedidos até agora". "Esta pesquisa científica básica fornece provas convincentes, mas o desafio agora é desenvolver medicamentos para pessoas com demência, então nós aguardamos o desenvolvimento de tratamentos clínicos com muito interesse. Frequentemente este é o obstáculo para transformar as observações de laboratório em terapias viáveis", acrescentou. Doug Brown, diretor de pesquisa da organização britânica Alzheimer's Society, disse que as descobertas dos pesquisadores da Universidade de Southampton são "promissoras". "Com uma população que está envelhecendo e nenhum novo medicamento para a demência (lançado) em mais de uma década, a necessidade de encontrar tratamentos que possam desacelerar ou parar o avanço da doença é maior do que nunca", disse.

MESSENGER DO FACEBOOK SUPERA MARCA DE 800 MILHÕES DE USUÁRIOS
O aplicativo de mensagens Messenger do Facebook superou a marca dos 800 milhões de usuários, informou nesta quinta-feira a rede social. "Até o final de 2015, deixamos para trás a etapa de 800 milhões de usuários mensais do Messenger", escreveu David Marcus, supervisor das atividades de mensagem do Facebook, em texto publicado na página do grupo em que ressalta a perspectiva de "mais oportunidades" de desenvolvimento da empresa. Atualmente, o Facebook está em busca de incorporar mais serviços ao Messenger. No segundo trimestre de 2015, anunciou a incorporação de um serviço de pagamento móvel entre amigos e ferramentas destinadas a fomentar seu uso por comerciantes online. Desde o meio do ano, está testando o funcionamento de um assistente virtual batizado "M" e em dezembro informou sobre sua parceria com o serviço de reserva de automóveis com motorista Uber. "Abrimos a plataforma para cerca de 20 players do comércio eletrônico, das viagens, da aviação etc. e começamos a testar diferentes modos de interação", explicou Marcus à AFP. "As pessoas gostam muito do fato de poder ter interações com uma empresa por meio de uma caixa de diálogo" no Messenger, sem necessidade de lembrar sua senha ou recorrer a outro aplicativo para encontrar a informação que procura, afirmou. "O nível de satisfação superou todas as nossas expectativas em 2015 e 2016 será o ano em que procuraremos aumentar a escala", disse. Sobre os serviços de pagamentos através do Messenger, que estão em fase experimental nos Estados Unidos, disse que o Facebook "queria" expandi-los a nível internacional, embora admitiu que existem "complicações para abrir estes sistemas de pagamentos a nível mundial". Além do Messenger, o Facebook opera outro aplicativo de mensagens, o WhatsApp, que superou os 900 milhões de usuários no início de setembro, mas Marcus não informou se a experiência do Messenger se aplicará ao WhatsApp. "Por enquanto o WhatsApp opera de maneira bastante independente e não há verdadeiramente necessidade (...) de experiências deste tipo", observou.

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