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terça-feira, 8 de dezembro de 2015

RAPIDINHAS DO BLOG...

INFLAÇÃO DA BAIXA RENDA ACUMULA ALTA DE 11,22% EM 12 MESES, DIZ FGV
A inflação pesou ainda mais em novembro sobre os consumidores de baixa renda. O Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1), que calcula os preços desse grupo, variou 1,06%, acima do 0,70% registrado no mês anterior. De acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o indicador, com este resultado, acumula alta de 10,45%, no ano e de 11,22% nos últimos 12 meses. O teto da meta de inflação do Banco Central para o IPCA, considerada a taxa oficial do país, é de 6,5%. Em novembro, o IPC-BR, que calcula a inflação do restante dos consumidores, registrou variação de 1%, acumulando avanço de 10,39%. O que mais subiu foram os preços de alimentação, que passaram de 0,45% para 2,32%. Também ficaram ainda maiores os preços de educação, leitura e recreação (de 0,23% para 0,43%), comunicação (de 0,22% para 0,65%) e vestuário (0,31% para 0,37%). Em contrapartida, ficaram menores as variações de habitação (de 1,06% para 0,41%), transportes (de 1,44% para 0,48%), saúde e cuidados pessoais (de 0,48% para 0,40%) e despesas diversas (de 0,12% para 0,10%).
VEJA A VARIAÇÕES DE PREÇOS DE ALGUNS ITENS:
Hortaliças e legumes (de -12,36% para 22,92%)
Jornais e revistas (de 0,09% para 0,97%)
Tarifa de telefone residencial (de 0,19% para 1,18%)
Calçados (de 0,01% para 0,74%)
Gás de bujão (de 6,53% para 0,71%)
Gasolina (de 5,49% para 2,95%)
Medicamentos em geral (de 0,25% para -0,02%)
Alimentos para animais domésticos (de 0,20% para -0,93%) 

CORTAR GORDURA NÃO FAZ PERDER MAIS PESO QUE OUTRAS DIETAS, DIZ ESTUDO
Dietas com baixa ingestão de gordura não levam a uma perda de peso maior que as outras, como aquelas com baixo consumo de carboidratos. Essa é a conclusão de uma grande metanálise (estudo que integra os resultados de várias pesquisas sobre uma mesma questão) envolvendo mais de 68 mil adultos. O trabalho, feito nos Estados Unidos, foi publicado na revista científica "The Lancet Diabetes & Endocrinology". Segundo os especialistas envolvidos no estudo, nenhuma dieta baseada no consumo de proporções específicas de calorias provenientes dos três grupos de alimentos – carboidratos, proteínas e gorduras – funciona a longo prazo.
SEM EVIDÊNCIAS
O estudo foi liderado por Deirdre Tobias, da Escola de Medicina de Harvard, em Boston, nos Estados Unidos. "Não há evidências positivas a favor de dietas com baixo consumo de gordura", disse a pesquisadora. Um grama de gordura contém mais do que o dobro das calorias contidas em um grama de carboidratos ou proteínas, explicou a médica. "Então, a lógica é: reduzir a ingestão de gordura levaria naturalmente à perda de peso. Mas nossas evidências claramente indicam que isso não acontece". Tobias e seus colegas fizeram uma revisão sistemática de 53 estudos que compararam a eficácia de dietas com baixa ingestão de gordura a outras dietas – incluindo aquela em que não há restrições. O objetivo era avaliar a capacidade da dieta com pouca gordura de levar à perda de peso a longo prazo (pelo menos um ano) em participantes adultos. Os especialistas levaram em conta a intensidade das dietas, que envolviam desde simples instruções em uma folha de papel até programas intensivos para emagrecimento incluindo sessões de terapia, anotações diárias em um caderno e aulas de culinária. Concluída a análise, os pesquisadores verificaram que não houve diferença na média de perda de peso entre dietas com pouca gordura e dietas com mais gordura. Cortar a gordura, o estudo concluiu, só é mais eficaz do que simplesmente não fazer dieta alguma. Além disso, produziu menos perda de peso do que cortar carboidratos – embora a diferença seja muito pequena (pouco mais de um kg), informaram os autores. "A ciência não endossa dietas com pouca gordura como melhor estratégia para perda de peso a longo prazo", disse Tobias. "Para controlarmos a epidemia de obesidade, vamos precisar de mais pesquisas para identificar melhores abordagens". O desafio, disse a pesquisadora, é não apenas perder peso, mas mantê-lo baixo a longo prazo. "Temos de ir além das proporções de calorias vindas de gordura, carboidratos e proteína para discutir padrões saudáveis de alimentação, alimentos integrais e tamanhos das porções", disse Tobias. "Encontrar formas de melhorar a adesão a dietas a longo prazo, e de evitar o ganho de peso, em primeiro lugar, são estratégias importantes para que tenhamos um peso saudável", concluiu.
DOENÇA CRÔNICA
Márcio Mancini, endocrinologista e membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), disse à BBC Brasil não haver surpresas nas revelações do estudo norte-americano. "Dietas, isoladamente, são inefetivas para a média. Não vou dizer que não se deve tentar, mas a maioria dos pacientes vai necessitar de algo mais". Na opinião do brasileiro, esse "algo mais" é o medicamento. Segundo ele, a obesidade é um problema crônico, e demanda o uso de estratégias semelhantes às usadas no tratamento de outras doenças crônicas, como o diabetes e a hipertensão. "Hoje, as diretrizes da sociedade médica americana (para o tratamento da obesidade) são receitar o remédio já na primeira consulta", disse. "Que é o que se faz em tratamentos para hipertensão, por exemplo. Ninguém mais diz, 'reduz o sal e vamos ver como está a pressão daqui a três meses'". "É remédio na primeira consulta, trata-se de um problema crônico", reforçou. Médicos do serviço nacional de saúde do Reino Unido – o NHS –, por outro lado, sugerem que outras estratégias devem ser adotadas antes do remédio. O serviço recomenda, além de dieta e exercícios, que o paciente procure grupos de apoio na comunidade. No Brasil, há os Comedores Compulsivos Anônimos, entre outros serviços de ajuda.

APP DO FACEBOOK GANHA FUNÇÃO DE TRANSMISSÃO EM VÍDEO AO VIVO
O Facebook começou a liberar usuários para fazerem transmissões em vídeo ao vivo nesta semana. A empresa também apresentou uma nova forma de agrupar imagens. 
TRANSMISSÃO
A iniciativa ainda é um teste e está disponível para um pequeno grupo de usuários da rede social nos Estados Unidos e que acessam o site por meio de iPhones. “Ao vivo permite a você mostrar às pessoas com que você se importa o que você está vendo em tempo real – se você está visitando um novo lugar, cozinhando sua receita preferida ou apenas se quiser compartilhar alguns pensamentos”, comentaram os gerentes do Facebook Vadim Lavrusik e Thai Tran, por meio de nota. As transmissões serão acionadas por meio do aplicativo da rede social. A caixa de status – aquela do “No que você está pensando?” -- ganhará um novo botão para fazer as filmagens. Assim como ocorre atualmente com o compartilhamento de fotos, textos e links, será possível escolher quem terá acesso. Os nomes das pessoas assistindo às exibições será mostrado. Essas pessoas também poderão escrever comentários. Ao fim, o vídeo será salvo na timeline do usuário, que decidirá se quer mantê-lo ou apagá-lo. A nova função vai permitir descobrir se há transmissões ocorrendo. Durante elas, os usuários poderão decidir se seguem o perfil para serem avisados quando o próximo vídeo ao vivo for ao ar.
FOTOS E VÍDEOS
A rede social também liberou uma nova forma de reunir fotos e vídeos. Ao tocar em “fotos”, o aplicativo dará aos usuários a opção de publicar álbuns pré-definidos sobre momentos específicos, uma viagem ou uma visita a uma exposição, por exemplo. Essa compilação será feita baseada na localização e no horário em que fotos e vídeos foram registrados.

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