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sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

RAPIDINHAS DO BLOG...

PLANALTO RECEBE CORTE PELA FITCH COM PREOCUPAÇÃO POR CAUSA DA TAXA DE JURO
O Palácio do Planalto encarou com preocupação o rebaixamento da nota de crédito do Brasil pela agência de classificação de risco Fitch. Na avaliação de auxiliares da presidente Dilma Rousseff, a ameaça de impeachment e o ambiente de turbulência política influenciaram a retirada de selo de bom pagador do País, ao lado do desemprego, da inflação e das dificuldades fiscais. Para ministros do núcleo político do governo, porém, o maior problema é a trajetória dos juros nominais que atingiu meio trilhão de reais nos últimos 12 meses, valor que é o dobro do registrado um ano atrás. Apesar da apreensão, o governo procurou amenizar os reflexos da decisão da agência Fitch. Em conversas reservadas, ministros disseram não esperar um movimento brusco de retirada de capital, pois quem tinha que fazer isso já tomou essa iniciativa após o primeiro rebaixamento da nota do Brasil. Houve ainda quem lembrasse que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, entrou no governo tendo como uma de suas principais missões justamente impedir o downgrade, mas vem sofrendo derrotas consecutivas dentro do governo. O ministro chegou a dizer que, caso a meta fiscal fosse alterada, estaria "fora", mas depois, cobrado por Dilma, amenizou as declarações. Seus amigos argumentam, porém, que o titular da Fazenda não deve mesmo resistir muito tempo no cargo. Na avaliação de fontes da área econômica, os papéis das empresas brasileiras serão bastante afetados pela perda do grau de investimento pela segunda agência de classificação de risco. Além do custo de captação ficar mais caro para as empresas, há uma pressão de venda dos papéis corporativos e da dívida soberana do País. Cálculos que circulam no mercado financeiro e que chegaram ao governo, preparado por bancos de investimentos, indicam que poderá haver uma saída de mais de US$ 10 bilhões entre títulos soberanos emitidos pelo governo brasileiro e corporativos. A retirada do grau de investimento pelas agências Standard & Poor's e pela Fitch obriga fundos institucionais e grandes investidores a vender os papéis do Brasil. Eles têm regras específicas de aplicação que exigem que o país detentor do investimento tenha o chamado selo de bom pagador de, no mínimo, duas agências. Além da venda passiva dos papéis determinada pelas regras de aplicação, é esperado também que os investidores se desfaçam dos ativos no Brasil por perda de confiança. Uma fonte da equipe econômica admitiu que os Investimentos Diretos no País (IDP) também correm risco de sofrer substancial queda nos próximos anos.

ESTUDO DESVENDA ORIGEM DOS CÃES DOMÉSTICOS
Um novo estudo genético publicado na revista científica Cell Research desvendou a história da migração dos cães domésticos pelo mundo. De acordo com a pesquisa, os cães tiveram origem no sudeste da Ásia, há 33 mil anos. A partir daí, começaram a se espalhar pelo planeta. Sob a liderança de Ya-Ping Zhang, da Academia Chinesa de Ciências, os cientistas sequenciaram os genomas de 58 membros da família dos canídeos, incluindo 12 espécies de lobos, 27 cães primitivos da Ásia e da África e uma coleção de 19 raças de cães de todo o mundo. Com base nas análises dos genomas, os cientistas descobriram que os cães do sudeste da Ásia têm um grau mais alto de diversidade genética que todos os outros animais estudados - e têm o parentesco mais próximo com os lobos. Uma das conclusões da análise genética é que, há cerca de 33 mil anos, em alguma parte do sudeste asiático, os cães se diferenciaram geneticamente dos lobos. Há cerca de 19 mil anos, a última glaciação estava no fim e o recuo das geleiras permitiu que a nova espécie - o cão doméstico - começasse a se espalhar por outras áreas do mundo. O estudo mostra que há cerca de 15 mil anos um subconjunto dos cães originários do sudeste asiático começou a migrar em direção ao Oriente Médio e à África. Os autores acreditam que nessa fase os cães migraram sozinhos, sem participação humana. Os cães chegaram à Europa há cerca de 10 mil anos, segundo o estudo. Mas dessa vez, segundo os autores do estudo, é provável que a migração tenha ocorrido graças a movimentos de populações humanas, que teriam levado os cães com elas. Também há cerca de 10 mil anos, segundo o estudo, uma parte dos cães que havia se estabelecido no Oriente Médio migrou para a China. Ali, esses grupos encontraram cães que haviam migrado diretamente do sudeste da Ásia para a China. Os dois grupos se misturaram. Em data incerta, o novo grupo de cães domésticos que se originou na China, de acordo com o estudo, teria migrado para o Alasca. Os cães começaram então a se espalhar pelas Américas. Segundo os autores, é provável que a domesticação dos cães tenham sido um longo processo que teve início com um grupo de lobos que se tornou vagamente associado aos humanos - possivelmente as duas espécies tiveram benefícios mútuos na hora de caçar. A partir daí, longos processos de cruzamento e uma seleção das características mais favoráveis gradualmente favoreceram a ligação entre cães e humanos - um processo conhecido como "autodomesticação". "Enquanto os cães estabeleciam laços cada vez mais fortes com os humanos - uma tendência possivelmente reforçada pela origem da agricultura no Oriente Médio e na China -, emergia uma forte seleção de genes envolvidos no metabolismo e na morfologia dos animais", diz o artigo. "Nosso estudo, pela primeira vez, começa a revelar uma ampla e complexa paisagem sobre a qual uma cascata de pressão seletiva ocorreu durante a domesticação dos cães. O cão doméstico representa uma das mais belas obras genéticas esculpidas pela natureza e pelo homem", afirmam os autores. No estudo, foram analisados os genomas de oito raças europeias de cães, além de raças da Ásia central (Galgo afegão), do norte da África (Sloughi), da América (Chihuahua), do Tibete (Mastiff tibetano) e do Ártico e da Sibéria (Samoieda, Husky siberiano, Laika, Cão da Groenlândia e Malamute do Alasca).

QUATRO DICAS CERTEIRAS PARA MELHORAR A CONEXÃO WI-FI
Não há nada mais frustrante para quem acessa internet via Wi-Fi do que conexões instáveis ou muito lentas. Muitas vezes, a responsabilidade por estas falhas é da operadora, que nem sempre entrega o serviço estabelecido em contrato. A causa dos problemas, porém, pode estar mais próxima do que se imagina, no roteador mal configurado ou posicionado de forma inadequada. Um jeito de identificar a fonte do problema é conectar o computador ou notebook direto no cabo de rede e usar programas que medem a velocidade da internet, disponíveis em vários sites. Se a velocidade da rede cabeada e no Wi-Fi estiverem muito diferentes, há grandes chances de o problema estar em casa. Para ajudar a solucioná-lo, a reportagem conversou com especialistas para descobrir dicas de como melhorar a qualidade da conexão do Wi-Fi doméstico:
1. COLOQUE O ROTEADOR NO CENTRO DA CASA
A rede Wi-Fi usa ondas de rádio comuns para transmitir dados da internet. Essas ondas são irradiadas em todas as direções pelo roteador, então qualquer obstáculo no meio do caminho – uma parede ou um móvel, por exemplo – pode reduzir drasticamente a potência do sinal. Por isso, não é uma boa ideia esconder o aparelho dentro de um armário, só porque ele não combina com a decoração da sala. Segundo o professor de redes de computadores da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Lourival Aparecido de Gois, apesar de os roteadores alcançarem em média uma cobertura de 90 metros, em condições ideais como no centro de um campo de futebol, dentro de casa esse alcance cai para menos de 30 metros. Como não é possível eliminar tantas barreiras físicas, o ideal é posicionar o equipamento o mais central possível em relação aos usuários. Outra recomendação é colocá-lo no alto para evitar que ele fique no nível dos móveis. Isso também ajuda a distribuir melhor o sinal de Wi-Fi, porque as ondas de rádio descem com mais facilidade do que sobem.
2. ESCOLHA O CANAL MENOS CONGESTIONADO
Em prédios com muitos apartamentos é possível que haja interferência entre as redes dos vizinhos. Isso porque a maioria dos equipamentos de Wi-Fi trabalham em canais de frequência na faixa de 2,4 GHz. Mas os roteadores contam com seis a doze canais para transmitir a conexão de internet, então basta selecionar um equipamento que funcione em outra frequência. “O roteador procura o canal com menos conexões, porém a rede de 2,4 GHz está tão congestionada que mesmo o canal mais livre está sujeito a interferências”, diz o gerente de produto da TP-Link, Fábio Appel. Uma alternativa são os roteadores com tecnologia de 5 GHz que permitem que até 20 redes dividam o mesmo ambiente. Caso a residência tenha mais de um roteador, o ideal é que eles operem em canais diferentes. Além disso, fique de olho em outros aparelhos que podem interferir na qualidade do sinal de Wi-Fi. Telefones sem fio e fornos de micro-ondas, que utilizam faixas de frequência próximas a 2,4 GHz, devem ser mantidos longe do roteador.
3. PROTEJA A REDE DE DISPOSITIVOS INTRUSOS
A velocidade da internet também depende da quantidade de aparelhos conectados. Pode ser que a causa da perda de desempenho de conexão esteja relacionada a outras pessoas que estão se aproveitando da sua rede Wi-Fi, sem autorização. Para impedir, é importante manter o roteador sempre atualizado e reforçar as configurações de segurança. Além de evitar senhas fracas, em geral fáceis de memorizar, é possível ter mais segurança restringindo o acesso a dispositivos confiáveis e ativando recursos de criptografia e de ocultação do nome da rede. “Não há necessidade de todo mundo no prédio saber que a pessoa tem uma conexão Wi-Fi em casa”, diz Gois. Essas opções estão disponíveis no software de configuração dos aparelhos, que possibilita, inclusive, que o usuário veja quais dispositivos estão conectados. Ao identificar um dispositivo intruso, o primeiro passo é trocar a senha do Wi-Fi imediatamente.
4. CONSIDERE INSTALAR OUTRO APARELHO
Se mesmo depois de seguir as sugestões acima não for possível acessar a internet nos cômodos mais distantes do roteador, uma opção é substituir o roteador por um mais potente ou comprar outro aparelho. Outra opção mais acessível é usar um repetidor de sinal. “O repetidor de sinal é uma solução mais simples para levar o sinal para outros cômodos”, diz Appel. Uma vez posicionado em um lugar onde o sinal de Wi-Fi não seja muito fraco, o dispositivo vai se conectar à rede e retransmitir o sinal mais adiante. Há também novos dispositivos no mercado que utilizam a tecnologia Powerline. Conectados ao roteador por meio de um cabo de rede, eles transmitem a conexão de internet por meio da rede elétrica e um dispositivo ligado na tomada do cômodo distante irradia o sinal Wi-Fi. 

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