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quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

RAPIDINHAS DO BLOG...

ANEEL PROPÕE MUDANÇAS EM BANDEIRAS TARIFÁRIAS NA CONTA DE LUZ
As bandeiras tarifárias, que elevam o custo da energia para o consumidor quando há usinas de geração muito caras em funcionamento, passarão por revisão, com mudanças nas regras e valores da cobrança extra a partir de fevereiro de 2016, segundo proposta da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) colocada em audiência pública na terça-feira (15). A proposta, que deverá ser discutida até 17 de janeiro, ocorre em momento em que o governo busca reduzir custos com tarifas para o consumidor, à medida que o cenário climático aponta para uma melhora nos níveis dos reservatórios do Sul, Sudeste após um período de seca.  

A sugestão da agência é de que a bandeira passe de verde (tarifa normal) para amarela – quando passa a haver cobrança extra – se houver térmicas em operação com custo acima de R$ 211 por megawatt-hora, contra R$ 200 atualmente. Já o custo de térmicas que leva ao acionamento da bandeira vermelha, com adicional maior, passaria para R$ 422 por megawatt-hora, ante R$ 388 hoje. Além disso, seria criado um novo patamar de bandeira vermelha, acionado apenas quando houvesse usinas consideradas muito caras ligadas – a Aneel não especificou um valor. Atualmente, a bandeira vermelha representa um acréscimo de R$ 45 por megawatt-hora consumido (ou R$ 4,50 a cada 100 quilowatts-hora), enquanto a amarela significa um custo extra de R$ 25 por megawatt-hora. Na bandeira verde, é praticada a tarifa comum. Segundo a Aneel, o custo extra acionado por cada bandeira será revisto na audiência pública, bem como as faixas de acionamento de cada uma delas, que serão reavaliadas a partir das sugestões apresentadas. Além disso, a partir de 2016 a arrecadação das bandeiras tarifárias também poderá ser utilizada para compensar financeiramente hidrelétricas que tenham perdas devido à falta de água nos reservatórios. As empresas que aderirem a acordo proposto pelo governo federal para compensar perdas de receita das hidrelétricas com a seca em 2015 poderão receber recursos das bandeiras tarifárias para cobrir total ou parcialmente eventuais novas perdas a partir do próximo ano. Atualmente, o sistema opera com bandeira vermelha, ainda que as térmicas mais caras, com Custo Variável Unitário (CVU) médio de mais de R$ 600 por megawatt hora, tenham sido desligadas em agosto. O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, afirmou que o governo quer terminar 2016 com usinas com custo acima de R$ 400  por MWh desligadas.

TEMPERATURA DO AR NO ÁRTICO ATINGE SEU MAIOR NÍVEL DESDE 1900
A temperatura do ar no Ártico atingiu um recorde este ano, enquanto que o derretimento das calotas polares tem destruído o habitat das morsas e obrigado alguns peixes a migrar mais para o norte, de acordo com um relatório divulgado na terça-feira (15).  A temperatura do ar Ártico foi de 1,3ºC  acima do nível médio e atingiu o seu "mais alto nível desde que os registros começaram em 1900", informa o Arctic Report Card 2015, publicado pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA). O gelo também atingiu sua área máxima anual em 25 de fevereiro, duas semanas mais cedo do que o habitual, formando "a extensão a mais baixa desde que os registros começaram em 1979". "O Ártico está se aquecendo duas vezes mais rápido que outras partes do mundo, e isso tem consequências para a segurança global, clima, comércio e trocas", explicou o cientista-chefe da NOAA, Rick Spinrad, em comunicado. A temperatura média do ar em um ano, a partir de inquéritos tomadas entre outubro de 2014 e setembro de 2015, teve um aumento de 3°C desde o início do século 20.

FBI VOLTA A ATACAR CRIPTOGRAFIA E QUER 'MUDANÇA DE MODELO DE NEGÓCIOS'
Em uma audiência pública no senado norte-americano na semana passada, o diretor do FBI James Comey afirmou que a adoção de criptografia por parte das empresas de tecnologia é uma questão de "modelo de negócios" e que as empresas devem mudar esse modelo para poder cumprir ordens da Justiça. Ele chegou a fazer um apelo para que os consumidores dessem um recado aos fabricantes, pedindo que a tecnologia fosse removida. A criptografia, que consiste em embaralhar dados, funciona em celulares e mensagens para proteger informações de interceptação e para impedir criminosos que roubarem o telefone de ver o que está armazenado. Nem mesmo a fabricante do sistema do celular (como Google ou Apple) pode intervir: as tecnologias que vêm sendo adotadas são realmente inquebráveis sem muitas (milhares) de horas de cálculo em um supercomputador. Até a quebra ocorrer, os dados já não são mais relevantes. Para o FBI, a tecnologia colabora com terroristas, já que não é possível abrir os dados de um telefone apreendido e nem usar grampos para interceptar a comunicação. Comey, no entanto, admitiu que parte do problema não tem solução: usuários mais sofisticados continuarão podendo usar aplicativos com funções criptográficas. É como se Comey advogasse contra a "inclusão criptográfica". Quem sabe usar, que use - até porque nada pode ser feito a respeito -, mas quem não sabe usar deve ficar mais inseguro. O problema é que tecnologias de criptografia são extremamente simples. Elas são abertas e suas fórmulas são conhecidas; pode-se até usá-las de graça. Uma das tecnologias de criptografia mais poderosas existentes, a "one-time pad", pode ser facilmente programada e transformada em aplicativo. Desde que os terroristas possam uma única vez compartilhar uma chave grande - digamos um pen drive cheio -, a comunicação é praticamente inquebrável. A criptografia é um dos maiores embates políticos dentro da área de segurança. O assunto, porém, é por natureza técnico. A facilidade de se obter e usar programas para embaralhar dados precisa entrar na equação. No fundo, é apenas matemática. E também não se pode imaginar que apenas criminosos têm interesse em esconder informações. Executivos precisam proteger dados de suas empresas. Hospitais e médicos precisam resguardar o histórico dos seus pacientes. Bancos precisam ter criptografia em seus dados para manter o sigilo dos correntistas. Colocar uma "chave mestra" em soluções criptográficas na mão dos fabricantes significa que todas essas proteções também ficariam em risco caso o fabricante sofresse um ataque. Temos cada vez mais dados em nossas mãos - nos celulares, nas mensagens que trocamos. É como se todos nós estivéssemos constantemente carregando nosso diário pessoal no bolso. Qualquer um, portanto, merece poder usar criptografia. Ao mesmo tempo, mesmo que ela seja completamente proibida para uso não autorizado, a criptografia é tão dinâmica que não há meio fácil de detectá-la. Proibir comunicações protegidas exigiria que toda nossa infraestrutura seja repensada e isso nem de longe está em discussão no legislativo americano - pelo menos não por enquanto. E isso supõe que as autoridades vão estar mesmo observando as comunicações certas entre milhares de mensagens e ligações feitas todos os dias. Pouco importa se uma mensagem foi transmitida sem proteção se a comunicação não está sendo vigiada. Já há evidências, por exemplo, de que os ataques em Paris foram planejados sem o uso de criptografia, segundo o site "The Intercept". O CEO da Apple Tim Cook já se posicionou contrário a qualquer medida que enfraqueça a criptografia. O Google, o Yahoo e o Facebook também estão com uma postura pró-criptografia. Junto delas estão especialistas de segurança que entendem a fragilidade de se criar uma "chave mestra" em qualquer sistema de criptografia. Se a proibição prática da criptografia para consumidores for levada ao Congresso norte-americano, é possível que as empresas - cuja credibilidade já ficou balançada após as revelações de Edward Snowden - se posicionem contra a medida. Em termos simples, a aposta das autoridades - pelo menos as que estão de boa-fé - é de que o problema da criptografia é sua acessibilidade. Mas se o problema não é a acessibilidade da criptografia, ou seja, se os criminosos que podem se beneficiar com a criptografia já sabem como usá-la, acabar com a "inclusão criptográfica" não vai deixar ninguém mais seguro. Na verdade, o resultado será o oposto. 

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