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segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

RAPIDINHAS DO BLOG...

PARA SOBREVIVER, PEQUENOS NEGÓCIOS ABREM MÃO DO LUCRO
“Se eu conseguisse R$ 1 de cada pessoa que passa por aqui, estaria feito”, pensava Fábio Leal, encostado na porta de sua loja de sapatos femininos no Terminal Rodoviário Barra Funda, em São Paulo. Pelo local, passam 580 mil pessoas diariamente, segundo a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Com R$ 1 de cada transeunte, o comerciante ganharia em um único dia o equivalente a quase cinco meses de trabalho. Não foi preciso tanto. Com o aluguel atrasado, funcionários e fornecedores para pagar, a resposta de Fábio à queda no faturamento veio em uma faixa colocada na porta da loja em novembro: “Crise. Qualquer par R$ 19,90”. A invenção chama a atenção de quem passa. Muitos param e tiram fotos. A estratégia de baixar e unificar os preços criou um diferencial ante a concorrência. O comerciante também melhorou a relação com os fornecedores, já que reduziu ao mínimo as margens de lucro e passou a ganhar em volume. Fábio vende hoje de 150 a 200 pares por dia, o suficiente para pagar as contas e manter o negócio vivo. Para quem começou o ano com cinco lojas, teve de fechar quatro e ainda demitir dois dos seis funcionários da Barra Funda, sobreviver em 2016 parece o único objetivo possível. “Quero faturar bem no Natal para sobreviver em janeiro e fevereiro. Depois a gente vê. Quem resistir à crise vai se dar bem depois", diz Fábio, ainda confiante. Em 2015, o nível geral de confiança dos pequenos empresários sobre os rumos da economia desceu um degrau. Pela primeira vez, o Índice de Confiança dos Pequenos Negócios ficou abaixo da linha dos 100 pontos. O indicador, divulgado pelo Sebrae, mostra que a inflação forte e o juro alto, assim como o desaquecimento do mercado de trabalho, estão influenciando o humor - e o bolso - dos empreendedores. As micro e pequenas empresas paulistas, por exemplo, registraram redução de 19,2% no faturamento real (já descontada a inflação) em 12 meses até setembro, revelou levantamento do Sebrae-SP. A queda foi a maior já observada em um mês de setembro ao longo de 17 anos - desde que a pesquisa começou. No desespero para levantar caixa, muitos empresários optam pela queima de estoque. No entanto, é importante avaliar os efeitos dessas medidas imediatas no longo prazo. O alerta é de Paulo Funchal, sócio da consultoria Grant Thornton. “O problema está em vender e conseguir pagar as contas, mas não ter mais caixa para renovar o estoque”, afirma. Criatividade e disciplina, portanto, são caminhos de resistência. O aumento geral dos preços desorganiza os hábitos dos consumidores e aí mora o perigo. “Há o risco de o comerciante ou prestador de serviço perder seu cliente para sempre. O consumidor pode se acostumar a ficar sem aquele item ou descobrir um concorrente melhor”, diz Ana Paula Paulino da Costa, professora de finanças da Business School São Paulo. “É preciso pensar com a cabeça do consumidor”, complementa. Dentre os especialistas algumas estratégias são unanimidade: planejamento e gestão mais eficientes, maior controle de estoque (por exemplo, foco nos produtos que vendem mais) e as promoções. Dona de um salão de beleza na zona sul de São Paulo, Cristiane Lima também salvou seu 2015 oferecendo descontos. Desde que abriu o salão, há três anos, a estratégia adotada foi a de manter os preços baixos para atrair um número maior de clientes. Mesmo com a conta de luz mais cara neste ano - a fatura dobrou -, a divulgação boca a boca atraiu novos clientes, que migraram de outros cabeleireiros mais caros. O uso intensivo das redes sociais e de sites de compra coletiva também fizeram a procura aumentar. “A escova progressiva custa, em média, R$ 300 em outros salões, mas nós fazemos por R$ 79. Este mês está R$ 99,90, por causa do movimento maior”, diz Cristiane. O salão atende cerca de 90 pessoas por dia. A empresária afirma que a aposta em promoções é ainda mais forte nos meses em que geralmente a clientela é menor: “O segredo está no preço e na quantidade. Conseguimos fazer desconto atendendo mais pessoas e negociando com fornecedores, pois também compramos os produtos em grandes remessas”. As estratégias dos pequenos empresários para lidar com a inflação são variadas e geralmente pautadas pelo instinto do dono do negócio, a partir da convivência com o cliente. O diferencial para salvar o caixa pode estar no produto, no atendimento ou mesmo na localização. “Dependendo do local, os pequenos ganham no quesito conveniência, por atenderem necessidades de última hora”, avalia o economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) Marcel Solimeo. Como empresas menores têm operações mais enxutas, demitir acaba sendo a última opção. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram essa tendência. Apesar de os pequenos negócios responderem por mais da metade das vagas com carteira assinada no País, eles foram responsáveis por menos de um terço das demissões. Enquanto as maiores fecharam 118,8 mil postos formais somente em outubro, as pequenas perderam 49,7 mil empregados. “É muito mais difícil para a pequena empresa qualificar mão de obra. Por esse motivo, elas tendem a represar as demissões e mexer em outros itens para gerar caixa”, explica Marcelo Moreira, coordenador de pesquisas do Sebrae-SP. Sem contar que o gasto da pequena empresa com uma dispensa também é proporcionalmente maior. “Esses negócios sangram mais com uma demissão”, diz.

HOMENS COM SOBREPESO PODEM PASSAR RISCO DE OBESIDADE AOS FILHOS
O sobrepeso afeta a informação hereditária do esperma, o que pode explicar porque filhos de pais obesos são mais predispostos obesidade. A conclusão é de um estudo publicado na revista Cell Metabolism.  O estudo, realizado por um grupo de cientistas sob a coordenação de Romain Barrès, da Universidade de Copenhague (Dinamarca), revelou que o esperma de homens obesos possui marcadores epigenéticos específicos em regiões do genoma associadas ao controle do apetite. Essas alterações não ocorrem no esperma de homens com peso normal. Epigenética é a informação contida em parcelas do genoma que não fazem parte da sequência do DNA, mas que tem papel na regulação dos genes e é passível de ser herdada. Os cientistas analisaram e compararam as informações epigenéticas obtidas no esperma de 13 homens dentro do peso e 10 homens obesos. Na segunda fase do estudo, eles acompanharam seis homens submetidos a cirurgias de redução de peso para descobrir se o procedimento afetaria as características do esperma. Uma média de 5 mil modificações estruturais no DNA de células do esperma foram observados antes da cirurgia, logo depois dela e um ano mais tarde. Segundo os autores, ainda será preciso realizar mais estudos sobre o significado dessas diferenças e sobre seus efeitos nos filhos. Mas o trabalho traz a primeira prova de que o esperma conduz informações sobre a saúde masculina. "Nossa pesquisa poderia levar a uma mudança de comportamento, em especial no comportamento do pai antes da gravidez. O senso comum diz que quando uma mulher está grávida ela deve tomar cuidados - como não beber álcool e ficar longe de poluentes, por exemplo -, mas o nosso estudo mostra que essas recomendações deveriam ser seguidas por homens também", declarou Barrès. Para conceber o estudo, Barrès se inspirou em um trabalho de 2005, realizado com moradores de uma pequena vila na Suécia, que havia passado por um período de fome. A pesquisa mostrava como a disponibilidade de alimentos para essas pessoas se correlacionava com o desenvolvimento de doenças cardíacas e metabólicas em seus netos. Segundo o estudo, o estresse nutricional dos avós provavelmente passou para as gerações seguintes por meio de marcadores epigenéticos, que têm a capacidade de controlar como os genes são expressos. O mesmo já havia sido demonstrado em roedores em insetos. No novo estudo, a equipe de Barrès comparou marcadores epigenéticos específicos na ejaculação de homens com peso normal e com obesidade. Segundo os autores, o estudo teve foco em homens porque é bem mais fácil obter esperma que óvulos. Nenhuma diferença foi notada nas proteínas que envolvem o DNA, mas houve variações em outras partes do genoma. A próxima questão seria descobrir se essas diferenças eram produto da obesidade ou do estilo de vida. Isso levou os cientistas a investigar como a cirurgia bariátrica afeta a epigenética do esperma. A conclusão foi que o peso é mesmo o fator determinante nas alterações. Os cientistas especulam que provavelmente há razões evolutivas que expliquem porque o sobrepeso dos pais pode ser passado aos filhos. A hipótese de Barrès é que, em tempos de abundância, trata-se de uma maneira instintiva de incentivar os filhos a comerem mais.  "Foi apenas recentemente que a obesidade deixou de ser uma vantagem. Há poucas décadas, a capacidade de armazenar energia era uma vantagem para resistir a infecções e períodos de fome", explicou Barrès.

TRADUÇÃO EM TEMPO REAL DO SKYPE AGORA FUNCIONA EM PORTUGUÊS
A Microsoft lançou o recurso de tradução em tempo real do Skype no Brasil. O Skype Translator agora consegue traduzir conversas entre uma pessoa que fala português e interlocutores que falam outros seis idiomas, entre eles inglês, espanhol e mandarim. O novo recurso, que está disponível na nova versão do aplicativo do Skype para PC e tablets, funciona como um “intérprete” para traduzir conversas entre pessoas que falam idiomas diferentes. Quando o recurso está ativado, a pessoa que fala português diz uma frase e os dados são enviados para um sistema da Microsoft baseado em computação em nuvem. O sistema faz a tradução e a envia de volta para o aplicativo pela internet. O Skype reproduz a frase no idioma escolhido com uma voz semelhante à adotada por aplicativos de assistente pessoal, como Siri (Apple) e Cortana (Microsoft). Após ouvir a tradução, o interlocutor responde em seu idioma e o processo recomeça. No vídeo abaixo, divulgado pela Microsoft em 2014, é possível ver o recurso em funcionamento:
A tradução acontece em uma fração de segundo, algo que é só é possível graças à tecnologia por trás do Skype Translator. Ela é fruto de mais de 20 anos de pesquisas da Microsoft Research — divisão de pesquisa e desenvolvimento da companhia — na área de inteligência artificial. Em entrevista o cientista-chefe do Microsoft Research, o brasileiro Rico Malvar, conta que o maior desafio foi tornar o sistema capaz de lidar com a conversação. “Traduzir texto é diferente de traduzir a linguagem falada”, explica. Enquanto os sistemas de tradução de texto, como o Google Translator, buscam a palavra correspondente num banco de dados, os algoritmos do Skype Translator precisam converter a voz em texto, analisar o discurso e fazer a tradução. Segundo Malvar, o processo é semelhante a forma como o cérebro humano traduz informações: em vez de buscar o significado de cada palavra, o software mapeia o significado de expressões no banco de dados. Depois, o conteúdo é sintetizado para que o sistema consiga “dizer” a tradução para a pessoa que está do outro lado da chamada. Outra diferença fundamental é a capacidade de aprendizado do sistema. O Skype Translator é baseado em algoritmos criados com base em inteligência artificial que se aperfeiçoam sozinhos com o passar do tempo. Assim como uma pessoa que está aprendendo um novo idioma, ele passa a traduzir mais rápido e com menos erros quanto mais “ouve” pessoas conversando. “O Skype Translator é como um intérprete jovem. Conforme ele conversa mais naquele idioma, melhor ele fica. A diferença é que ele não se cansa”, compara Malvar. Antes de entrar no ar em português, a Microsoft “treinou” o sistema a partir de modelos de dados criados a partir de conversas gravadas por profissionais contratados de diversas partes do País. Com isso, o Skype Translator já entende os diversos sotaques brasileiros e já pode compreender “palavrões”, que são eliminados na versão final da tradução. Em testes realizados pela reportagem, o sistema apresentou poucos erros. “Ele ainda funciona melhor para o inglês, porque temos modelos melhores, já que estamos usando a ferramenta há mais tempo”, explica Malvar. A Microsoft não revela o número de usuários do Skype Translator, mas o potencial de uso é grande, já que o Skype reúne mais de 300 milhões de usuários em todo o mundo. No futuro, a empresa pretende expandir a tradução em tempo real para todos os idiomas. “O Skype Translator vai acabar com a barreira da língua entre as pessoas. O recurso vai mudar a forma como as pessoas se relacionam com suas famílias, amigos e com colegas de trabalho”, diz Malvar.
COMO USAR
Após atualizar o aplicativo do Skype para PC ou para tablet para a nova versão, os usuários precisam ativar o recurso antes de fazer qualquer chamada, seja por meio de voz ou vídeo. Para isso, basta clicar sobre o ícone do recurso em formato de globo que fica localizado no canto superior direito do aplicativo e selecionar o idioma para cada participante da chamada.

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