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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

RAPIDINHAS DO BLOG...

GOVERNO FEDERAL LANÇA SISTEMA PARA ABERTURA DE EMPRESA EM ATÉ 5 DIAS
O governo federal lançou, nesta quarta-feira (9), um sistema online para agilizar a abertura de empresas no país. A intenção é que esse processo ocorra num prazo de até cinco dias. O portal integra informações de União, Estados e municípios. Assim, o empresário faz uma entrada única de dados, que são compartilhados entre os órgãos envolvidos. Carlos Leony, secretário especial da Micro e Pequena Empresa, argumentou que a iniciativa deve beneficiar empresas cuja atividade é de baixo risco e que, por isso, não exige fiscalização preventiva. "Um simples procedimento declaratório é suficiente para o licenciamento", disse em evento no Palácio do Planalto. O projeto-piloto do sistema está em curso no Distrito Federal, mas a intenção é que ele seja empregado pelos demais Estados a partir de 2016. Caso os sócios da empresa tenham certificação digital, todo o procedimento - como formalização na Junta Comercial e pagamento de taxas - poderá ser feito pela internet. "Nos incomoda a estatística do Banco Mundial que coloca o Brasil numa posição muito desfavorável no rol das nações em termos de burocracia para o empreendedor, disse Guilherme Afif Domingos, ex-ministro da Micro e Pequena empresa e presidente do Sebrae. De acordo com a entidade, a abertura de uma empresa no Brasil leva, em média, 83 dias. "Todo o processo inicial de abertura de empresa passa a ser praticamente imediato", disse o ministro Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo).
CADASTRO ÚNICO
O ministro afirmou que a iniciativa é um "ponto de partida" para agilizar outros processos. Ele citou como exemplo a intenção do governo em criar um cadastro único para pessoa física, diante da necessidade de o cidadão recorrer a diferentes serviços em diferentes ministérios e órgãos. "O cidadão é só um na Receita Federal, no Ministério da Previdência, na Saúde, na Polícia Federal, para tirar seu passaporte. O objetivo do governo é, num prazo que ainda não está equacionado, evoluir para um registro unificado, inclusive debatendo com o TSE [Tribunal Superior Eleitoral] no sentido de aproveitar o cadastro de biometria para fazer um processo de integração", explicou. 

'PLAYBOY' DO BRASIL SERÁ RELANÇADA POR NOVA EDITORA EM MARÇO DE 2016
A Playboy Enterprises, que publica a "Playboy" americana e detém os direitos sobre a marca, anunciou nesta semana que assinou um novo contrato de licenciamento para "relançar" a revista no Brasil, nas versões impressa e digital. O contrato é com a PBB (de Playboy Brazil) Entertainment, empresa recém-formada por três sócios brasileiros: o fotógrafo de moda André Sanseverino, que fez trabalhos para a "Playboy" —como a capa com Ana Paula Maciel, em abril de 2014—, Edson Oliveira e o empresário Marcos de Abreu, dono da empresa de recursos humanos Employer. Sanseverino, que será o vice-presidente e publisher da PBB, diz que a publicação mensal será retomada em março de 2016. "A nova 'Playboy' vai manter a nudez", diz o fotógrafo, questionado sobre a decisão da edição americana de suspender os ensaios de mulheres nuas. "Até pela sensualidade latina, a nudez tem tudo a ver com a gente". "A 'Playboy' tem uma longa história no Brasil, e nós estamos animados com o fato de a PBB Entertainment nos ajudar a dar sequência a essa tradição," declarou Mike Violano, vice-presidente sênior da Playboy Enterprises, segundo a nota distribuída por sua assessoria. "Esperamos estabelecer uma parceria de muito sucesso com a nova editora, já que o nosso público continua a crescer tanto no impresso quanto no digital". A Editora Abril anunciou em 19 de novembro que a última edição publicada por ela seria em dezembro deste ano —estampada na capa, a "paparazzo misteriosa" (Foto).

ROBÔS QUE FAZEM SEXO FICAM MAIS REAIS E ATÉ JÁ RESPONDEM A CARÍCIAS
Joe toca Anita, diz algumas palavras-chave lidas de um cartão e pergunta: "O que acontece agora?". Ela é um robô com feições humanas e responde: "O que você quiser". Eles fazem sexo. A cena é da série "Humans", do canal AMC, que teve a primeira temporada exibida neste ano e imagina como as relações se complicarão quando robôs se tornarem produtos acessíveis. "Humans" não está assim tão longe da realidade –ao menos na questão sexual, o que levanta polêmicas sobre o uso máquinas "inteligentes" para o prazer. A companhia americana True Companion afirma ser a primeira do mundo a fornecer robôs sexuais. O modelo feminino Roxxxy é vendido desde 2010 (também há uma versão masculina). O aparelho movimenta a cabeça e fala com o usuário ("Estou tão excitada", diz ela quando lhe tocam os seios, de acordo com um vídeo de demonstração). Também pode ter aparência customizada (o cliente escolhe suas características) e cinco opções de personalidade pré-programadas (da mais comportada à ousada). Os orifícios têm sensores e motores para permitir uma experiência mais realista. O preço: US$ 7.000. "Robôs nunca estão aborrecidos e nunca trairão ou trarão doenças aos parceiros. O que nossos clientes querem é amor incondicional", diz o fundador da companhia, Douglas Hines, que não revela quantos robôs, feitos sob demanda, já vendeu. A empresa Real Doll, também dos EUA, trabalha em uma nova versão de suas bonecas realistas, que já tiveram 8.000 unidades vendidas, inclusive para o Brasil –eles também vendem uma versão masculina. O objetivo é permitir que os aparelhos, feitos em tamanho real de humanos, também respondam com expressões faciais às carícias dos donos. "Tivemos consumidores que se casaram com suas bonecas, afirmando que elas salvaram suas vidas após a morte de um parceiro ou o fim do relacionamento", disse a empresa em nota.
'ROBOFILIA'
Nem todo mundo vê essas "relações" com bons olhos. Em setembro, Kathleen Richardson, pesquisadora de ética em robótica da Universidade De Montfort (Reino Unido), lançou a campanha "Não Faça Sexo com Robôs". Para ela, o tema está intimamente ligado à transformação de pessoas em objetos –as máquinas, segundo ela, reforçam os estereótipos e transformam as próprias pessoas em objetos. "É perigoso organizar a sociedade em volta da despersonalização de alguns, porque seus corpos atendem aos desejos de outros usando mais poder e recursos", diz. "Aqueles que promovem o sexo com robôs estão dizendo às pessoas que seria igual a ter um relacionamento com uma pessoa. É um absurdo: um robô só imita o comportamento humano". O consultor em tecnologia britânico Ian Pearson, que alardeia ter um índice de acerto de 85% em suas previsões para o futuro, diz que é inevitável que, em algum tempo, transar com robôs seja tão comum quanto com humanos, popularizando a "robofilia". "Pessoas certamente irão se apaixonar pelas máquinas e pela inteligência artificial –que pode, inclusive, retribuir", afirma o pesquisador, autor de um estudo divulgado neste ano sobre o assunto (leia mais abaixo). Para ele, o diferencial das máquinas será a customização e a interatividade, por meio da inteligência artificial. Todo esse desenvolvimento terá impacto na sociedade, levantando questões éticas. "De qualquer modo, não acho que as pessoas vão parar de ter famílias por causa dos robôs. O que pode acontecer é que uma pequena parcela da população, que não tem habilidades sociais, se vicie nessa prática", afirma Pearson. 

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