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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

RAPIDINHAS DO BLOG...

MERCADO PREVÊ MAIS INFLAÇÃO E QUEDA MAIOR DO PIB EM 2015
A previsão dos economistas do mercado financeiro é que a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) feche 2015 em 10,38% e o Produto Interno Bruto (PIB) registre queda de 3,19%. Se confirmado, será o pior resultado em 25 anos, ou seja, desde 1990 – quando houve retração de 4,35%. Os valores estão acima das estimativas divulgadas na semana anterior pelo boletim Focus, do Banco Central. No último boletim, o mercado previa que o IPCA chegaria a 10,33% no final deste ano e que o PIB recuaria 3,15%. Para 2016, a expectativa se manteve para a inflação oficial, em 6,64%, mas para o PIB, a previsão de queda aumentou, de 2,01% para 2,04%.
IPCA
Essa foi a décima primeira alta seguida no indicador de inflação. O BC informou, no fim de setembro, que estima um IPCA de 9,5% para este ano. Segundo economistas, a alta do dólar e, principalmente, dos preços administrados (como telefonia, água, energia, combustíveis e tarifas de ônibus, entre outros) pressiona os preços em 2015. Pelo sistema que vigora no Brasil, a meta central para 2015 e 2016 é de 4,5%, mas, com o intervalo de tolerância existente, o IPCA pode oscilar entre 2,5% e 6,5%, sem que a meta seja formalmente descumprida. Recentemente, o BC admitiu que não conseguirá trazer o IPCA para a meta central de 4,5% no próximo ano. Segundo a autoridade monetária, isso será possível somente em 2017.
PIB
Se a previsão se concretizar, será a primeira vez que o país registrará dois anos seguidos de contração na economia – a série histórica oficial, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tem início em 1948. O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira. No mês passado, a "prévia" do PIB do BC indicou uma contração de 3,38% até setembro. No fim de agosto, o IBGE informou que a economia brasileira registrou retração de 1,9% no segundo trimestre de 2015 em relação aos três meses anteriores, e o país entrou na chamada "recessão técnica", que ocorre quando a economia registra dois trimestres seguidos de queda. De janeiro a março deste ano, o PIB teve baixa de 0,7% (dado revisado).
TAXA DE JUROS
Após o Banco Central ter mantido os juros estáveis em 14,25% em novembro, o maior patamar em nove anos, o mercado manteve a estimativa de que não devem ocorrer novos aumentos de juros em 2015. Para o fim de 2016, a estimativa subiu de 13,75% para 14,13% ao ano – o que ainda pressupõe redução da taxa Selic ao longo do ano que vem, embora em menor intensidade. A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para tentar conter pressões inflacionárias. Pelo sistema de metas de inflação brasileiro, a instituição tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados. As taxas mais altas tendem a reduzir o consumo e o crédito, o que pode contribuir para o controle dos preços.
CÂMBIO, BALANÇA E INVESTIMENTOS
Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2015 ficou mantida em R$ 3,95 por dólar. Para o término de 2016, a previsão dos analistas para a taxa de câmbio ficou estável em R$ 4,20. A projeção para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2015 subiu de US$ 14,95 bilhões de resultado positivo para R$ 15 bilhões. Para 2016, a previsão de superávit recuou de US$ 31,78 bilhões para US$ 31,68 bilhões. Para este ano, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil permaneceu em US$ 62,8 bilhões. Para 2016, a estimativa dos analistas para o aporte caiu de US$ 59 bilhões para US$ 58 bilhões. 

CIENTISTAS MAPEIAM PELA 1ª VEZ OS PADRÕES DE FLUIDOS EMITIDOS PELOS ESPIRROS
Cientistas americanos mapearam pela primeira vez os padrões criados pelos fluidos emitidos quando espirramos. Com imagens em câmera lenta, eles descobriram com precisão como o fluxo de saliva e catarro se espalha. Segundo os pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, o fluxo é expelido em camadas, rajadas, bolsas e cordões que parecem feitos de contas. É importante entender este processo pois ele determina o tamanho final das gotículas, fator importante na forma com que o espirro espalha germes. O objetivo final da pesquisa é criar modelos e ajudar a controlar esta contaminação. O trabalho foi liderado por Lydia Bourouiba, do MIT. Ela disse à BBC que vários estudos já tinham explorado as nuvens criadas por espirros, mas os resultados eram variáveis pois o primeiro estágio do processo nunca foi bem compreendido. "A parte que ainda é uma grande incógnita é: como estas gotas são formadas na verdade e qual é o tamanho da distribuição delas? O que eu queria fazer era ir contra a maré e olhar para a boca, para o que está saindo", disse a cientista. Quando a pesquisadora e equipe analisaram os vídeos, descobriram muito mais do que gotículas, de vários tamanhos e em vários estágios. "Você vê gotículas, mas você também vê que os processos de separação continuam acontecendo do lado de fora da via respiratória".  "O mais surpreendente é que você vê um processo que vai de camadas como placas, a rajadas, cordões e então estes cordões se desestabilizam (e se transformam) em gotículas", disse. Esta cascata de formas foi observada no fluxo de líquidos em algumas situações industriais, segundo Bourouiba, mas no contexto de um espirro, a descoberta foi surpreendente. "Não estava claro de jeito nenhum que veríamos isto em um fluido fisiológico e em um processo fisiológico como um espirro", afirmou. Com este conhecimento em mãos os cientistas estão mais preparados para criar um modelo da formação de gotículas de vários tamanhos e para determinar como é aquilo que Bourouiba chamou de "pegada de contaminação". Para melhorar ainda mais o cálculo, a cientista e a equipe agora vão usar uma série de nove câmeras que captam imagens em alta velocidade para capturar os detalhes de um espirro em 3D. "Para a análise 2D temos apenas duas câmeras, uma visão de lado e outra do alto. Então, quando fizemos aquelas análises percebemos que havia uma dinâmica muito rica, tridimensional, que realmente tínhamos que registrar". As descobertas da equipe do MIT foram apresentadas em uma conferência da Sociedade Americana de Física, Divisão de Dinâmica de Fluidos, em Boston, nos Estados Unidos. Nesta conferência Bourouiba deu pistas de como devem ser os próximos passos da pesquisa. "O trabalho que discutimos hoje... mostra as ferramentas que estamos desenvolvendo para capturar de forma tridimensional os espirros em toda sua glória", afirmou Bourouiba.

COM IMPRESSORA 3D EM CASA E R$ 10, BRASILIENSE FAZ PRÓTESES PARA CRIANÇAS
Diretor de uma imobiliária online, um cientista da computação de Brasília decidiu sair da zona de conforto e integrar um projeto social para ajudar crianças amputadas por meio da confecção de próteses com impressora 3D. Aparelhos que custariam R$ 3 mil em lojas saem a R$ 10. O material usado é o plástico ABS – o mesmo de capacetes de escaladores –, e o tempo de produção é de 22 horas. Ele não tem intenção de comercializar as peças, que ainda estão em fase de testes.  Marcos Roberto Oliveira conta que instalou a impressora 3D no escritório que tem em casa para desenvolver peças para veículos elétricos, como skates e bicicletas, em um projeto que desenvolve com o primo. Pesquisando na internet mais utilidades para o equipamento, se emocionou ao achar o vídeo de uma criança que havia ganhado uma prótese. "Essa criança não tinha dinheiro para pagar por uma e por isso buscou ajuda e encontrou o projeto e-Nable [um trocadilho digital com a palavra inglesa que significa habilitar]. O projeto e-Nable é uma iniciativa global que conecta pessoas com necessidades especiais, principalmente pessoas sem os membros superiores, com pessoas que possuam uma impressora 3D e estejam a fim de ajudar com a impressão e doação de uma prótese", explica. "Assim que soube da existência desse projeto, me cadastrei como voluntário e comecei a impressão da minha primeira prótese. As próteses que estou produzindo são próteses que substituem os movimentos básicos da mão". Segundo o cientista da computação, a durabilidade é proporcional aos cuidados de conservação. Cada equipamento é composto por plástico, elásticos, fios de nylon e velcro – o que facilita que o dono faça manutenções, se necessário. Além disso, Oliveira afirma que, no caso de "descarte", a prótese pode ser repassada para uma pessoa com tamanho semelhante. O homem trabalha ainda no desenvolvimento de uma prótese robótica, que conecta sensores presos ao corpo com os movimentos dos dedos robóticos da prótese de mão. "Depois que eu fiz a primeira, me empolguei para continuar fazendo mais e me aprofundar mais nesse tipo de problema. E o que me deixa mais feliz é conseguir juntar minha paixão por tecnologia e inovação com a possibilidade de ampliar a qualidade de vida de uma pessoa que não tem condição de pagar por isso". O equipamento tem 50 centímetros de largura, 50 centímetros de comprimento e 40 centímetros de altura. As estruturas produzidas funcionam como o movimento de uma alavanca acionando um sistema de fios, que fecha a mão com firmeza suficiente para segurar objetos pesados. As crianças beneficiadas conseguem carregar, por exemplo, copos e bolas. "O ato de conseguir segurar as coisas é algo a que damos pouco valor no dia a dia. Mas a possibilidade de você conseguir levar sua comida até sua boca sem a ajuda de outra pessoa, é só uma das atividades que a prótese ajudar a realizar. Quando comecei a me envolver nesse mundo, comecei a reparar mais como as duas mãos são importantíssimas. Ficamos completamente limitados se tentamos realizar algumas tarefas corriqueiras utilizando apenas uma mão", explica. Para divulgar a iniciativa, Oliveira criou um site para conectar brasileiros que ajudam e querem ser ajudados por meio do e-Nable. Interessados devem preencher um formulário no site. "Além disso, com o projeto Protesys, queremos fomentar a distribuição de próteses e a montagem de laboratórios de impressoras 3D em centros de reabilitação, para incluir os próprios pacientes no processo de construção de suas próteses e, quem sabe, esse paciente montar uma impressora em casa e também evoluir o desenvolvimento de novas próteses", conta.
QUARTA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
Cinco estudantes de engenharia da Universidade de Brasília conseguiram aliar baixo custo e responsabilidade ambiental em um projeto parecido. Eles combinaram tipos diferentes de plástico para produzir, por R$ 250, uma prótese robótica. Para um dos pesquisadores do grupo em que surgiu o projeto da mão biônica, o professor Roque Magno de Oliveira, a confecção do equipamento por meio da impressora 3D é um indício de que a sociedade vivencia a quarta revolução industrial, com máquinas que se “autofazem”. “A Nasa tem utilizado essa tecnologia para produzir equipamentos no espaço em vez de levá-los prontos na viagem”, disse em entrevista à UnB Agência. “[Com a popularização da técnica] O próprio dentista poderá fazer a prótese, se tiver uma impressora 3D no consultório.”

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