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segunda-feira, 30 de novembro de 2015

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PAES DE BARROS SUGERE DIMINUIR GASTO CORTANDO SALÁRIO DO SETOR PÚBLICO
O governo federal pode poupar a parcela mais pobre dos brasileiros dos cortes de gastos necessários devido à crise econômica por meio da redução nominal de salários do funcionalismo público. A tese foi defendida pelo ex-subsecretário de Ações Estratégicas da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República Ricardo Paes de Barros. "O governo pode equilibrar o orçamento sem aumentar a pobreza no Brasil", afirmou, durante palestra sobre redução da desigualdade social e políticas públicas promovida pelo Instituto Lula, na capital paulista. De acordo com o especialista no tema, a desigualdade salarial no setor privado já caiu, mas é preciso avançar no combate à desigualdade de salários no setor público brasileiro. "É possível reduzir nominalmente os salários do funcionalismo público sem tocar nos 50% mais pobres da população", afirmou. Segundo ele, a metade mais pobre dos brasileiros concentra apenas 17% da renda nacional. "Ou seja, é possível cortar gastos em 83% da renda protegendo 100 milhões de pessoas", defendeu. Nesse sentido, o governo teria condições de proteger os mais pobres e fazer os mais ricos pagarem pelos ajustes necessários neste momento de crise econômica. Em sua palestra, o professor do Insper fez um panorama das mudanças sociais entre 2001 e 2014 e classificou os avanços do período como "fantásticos". "O progresso social foi alcançado com uma queda gigante na desigualdade, ano após ano", destacou. De acordo com Paes de Barros, entre 1976 e 2000, a desigualdade social permaneceu praticamente estável no Brasil, mas entre 2001 e 2015, houve quedas em todos os anos. Para ilustrar a melhoria nas condições de vida dos brasileiros, o especialista relatou que, em 2000, metade dos municípios do País, a grande maioria nas regiões Norte e Nordeste, tinha um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) similar ao da África Central. "Em 10 anos, só há menos de 1% dos municípios naquelas condições. É um avanço absolutamente fantástico. Um progresso para ninguém botar defeito", comentou. Paes de Barros destacou que nos últimos 14 anos, a renda per capta dos 10% mais pobres da população brasileira cresceu 7,5% ao ano. Este ritmo de avanço é quase quatro vezes maior que o acréscimo da renda dos 10% mais ricos entre 2001 a 2014. Segundo o especialista, a renda per capta da metade mais pobre do Brasil cresceu mais de 5% ao ano neste período. "Quando um jornal fala que Brasil não cresce, os 50% mais pobres se perguntam: 'de que país eles estão falando? Eu vejo a renda crescer há 15 anos'", afirmou Paes de Barros. Segundo ele, entre 2002 e 2014, a taxa de desocupação foi reduzida em 8,8 pontos porcentuais, enquanto a remuneração real dos trabalhadores cresceu mais de 41%. "O avanço no combate à desigualdade se deu com a diminuição da taxa de desemprego e o aumento da remuneração do trabalho no Brasil", afirmou. Apenas para os 10% mais pobres, a maior parte do progresso social, 70%, se deu via transferência de renda. "Mas para a metade mais pobre dos brasileiros, foi o trabalho que fez com que eles saíssem da pobreza", afirmou. De acordo com Paes de Barros, a eficiência das políticas públicas dos últimos anos e mudanças no perfil da população brasileira levam à necessidade de reformulação dessas ações. "A política social quando é ineficaz pode ser a mesma sempre. Mas para se conseguir mais 15 anos com o mesmo ritmo de progresso que tivemos, precisamos adaptar nossa política social", disse. Segundo ele, o Brasil terá o maior contingente de jovens integrando a força de trabalho entre os anos de 2000 e 2020. A diferença entre a quantidade de pessoas trabalhando e o número de dependentes, disse, será de 65 milhões. "Isso nunca aconteceu e não vai voltar a acontecer", afirmou o professor do Insper, alertando para a necessidade de o País se preparar para o envelhecimento da população, que processo que aumentará consideravelmente em apenas 20 anos. Um problema apontado pelo especialista é que é necessário aumentar a qualidade do ensino dos alunos brasileiros de modo a elevar o nível da produtividade no País, o que não vem acontecendo. 

HOSPITAL DE RIO PRETO É CREDENCIADO A FAZER TRANSPLANTES DE PULMÃO
Depois de três anos de investimentos para a capacitação de profissionais, tecnologia e infraestrutura hospitalares modernas, o Hospital de Base (HB) de São José do Rio Preto (SP) foi autorizado a fazer transplantes de pulmão. Com isso, se torna a oitava instituição do Brasil - e a primeira do interior do país - credenciada para realizar este complexo procedimento. De acordo com o diretor-executivo da Fundação Faculdade Regional de Medicina (Funfarme), da qual faz parte o HB, Horácio José Ramalho, o hospital está pronto para fazer o transplante e receber cadastro de pacientes potenciais a receber o órgão. “Foram três anos de investimentos para capacitar nossos profissionais e dispomos de tecnologia e infraestrutura hospitalares modernas para fazer este transplante tão complexo”, diz o diretor. O HB teve o credenciamento publicado pelo Ministério da Saúde, no Diário Oficial da União (DOU), menos de dois meses depois de receber os técnicos do Governo Federal e da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo para avaliar a infraestrutura e a equipe multidisciplinar do Serviço de Transplantes e do hospital. Referência nacional na área, o hospital rio-pretense já faz transplantes de córneas, rins, fígado, coração, pâncreas e medula. Desde 1990, o Centro Transplantador de Órgãos e Tecidos do HB já fez mais de 4,2 mil procedimentos, segundo a assessoria de imprensa do hospital.  “Temos uma equipe completa e capacitada, inclusive com médicos que passaram períodos no Hospital da Universidade de Toronto, no Canadá, um centro de referência mundial em transplante de pulmão. O hospital nos deu todas as condições para oferecermos o melhor serviço possível às pessoas que tanto precisam do órgão. Queremos começar os procedimentos o quanto antes”, diz o cirurgião torácico Henrique Nietmann, coordenador do Serviço de Transplantes do HB, que reúne uma equipe de 20 profissionais, entre cirurgiões, clínicos, médicos intensivistas, anestesistas, nutricionistas, fisioterapeutas, psicólogos, assistentes sociais, além do suporte de todas as áreas da instituição. Segundo o pneumologista Rafael Musolino, coordenador clínico do Serviço de Transplantes, atualmente a equipe atende 20 pacientes com doenças como enfisema pulmonar, fibrose pulmonar e fibrose cística. Além do Hospital de Base de Rio Preto, são credenciados no Ministério da Saúde outros dois centros em São Paulo, dois em Porto Alegre, um em Fortaleza, um em Salvador e um em Belo Horizonte. O Serviço de Transplantes do HB de Rio Preto já está à disposição para atender médicos que avaliem ter pacientes com indicação para transplante ou mesmo os pacientes pelo telefone (17) 3201-5000, ramais 1394, 1281 e 1555 ou pelo e-mail: secretaria_tx@hospitaldebase.com.br.

A TECNOLOGIA QUE PROMETE INTERNET 100 VEZES MAIS RÁPIDA DO QUE COM WI-FI
 A popular tecnologia de transmissão de dados sem fio Wi-Fi está prestes a se tornar ultrapassada. Pelo menos é o que indicam os primeiros testes de uma nova tecnologia, chamada de LiFi, que consegue transmitir 1GB de dados por segundo. Isto representa uma velocidade 100 vezes maior que o atual Wi-Fi. E pode ficar ainda mais rápido: a empresa de tecnologia Estonia Velmenni, que realiza estes experimentos, diz que testes realizados em laboratórios na Universidade de Oxford alcançaram 22GB por segundo. A tecnologia LiFi, abreviação para "Light Fidelity" (Fidelidade da Luz, em tradução literal) usa ondas de luz para a transmissão, empregando diodos emissores de luz (LED). "Criamos uma solução de iluminação inteligente para uma área industrial na qual a comunicação de dados se realiza através da luz. Também estamos fazendo um projeto piloto, criando uma rede de LiFi para acessar a internet no escritório", disse Deepak Solanki, diretor-geral da Velmenni.
COMO FUNCIONA?
Em 2011, o criador desta tecnologia, o cientista Harald Haas, da Universidade de Edimburgo, demonstrou que com apenas um LED é possível transmitir mais dados do que com uma antena de telefonia. O LiFi permite que uma lâmpada tenha duas funcionalidades: iluminar e garantir a conectividade com o roteador. A tecnologia foi apresentada em 2012, na feira Consumer Eletronics Show, evento internacional com tecnologias para consumo, em Las Vegas. Em uma demonstração, dois smartphones a uma distância de 10 m trocaram dados entre si através da variação da intensidade da luz de suas telas. Demonstrou-se, também, que o LiFi é mais seguro que o Wi-Fi e não interfere com outros sistemas, mas que poderia ser usado sem problemas em um avião, por exemplo. Mas há um inconveniente: a luz não consegue atravessar paredes.
É O FIM DO WI-FI?
Mas, apesar de suas vantagens, o novo sistema não deverá substituir o Wi-Fi por completo num futuro próximo. Pelo contrário. Ambas as tecnologias poderão ser usadas em conjunto para criar redes mais seguras e rápidas. E pesquisadores trabalham na adaptação dos atuais dispositivos, para que sejam compatíveis com Lifi. A PureLifi, empresa criada por Haas e sua equipe, oferece um aplicativo para um acesso sem fio seguro. A empresa francesa de tecnologia Oledcomm está instalando o seu próprio sistema de LiFi em hospitais. Ao mesmo tempo, empresas como Samsung, LG e outras fabricantes de dispositivos eletrônicos estão interessadas em criar smartphones com sensores de luz LiFi. 

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