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sexta-feira, 27 de novembro de 2015

RAPIDINHAS DO BLOG...

COM SELIC A 14,25%, FUNDOS MANTÊM VANTAGEM SOBRE A POUPANÇA
Com a decisão do Banco Central de manter, na quarta-feira (25), a taxa básica de juros (Selic) em 14,25% ao ano, os fundos de renda fixa ganham da poupança na maioria dos cenários desenhados, considerando prazos de resgate e valores de taxas de administração distintos. A estimativa é da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade). Mesmo com o rendimento da poupança em 0,68% ao mês, segundo cálculo da associação, a caderneta perde para os fundos de renda fixa que têm taxa de administração até 2% ao ano em quaisquer prazos.
A caderneta ganha dos fundos que têm taxa de administração de 2,5% ao ano se o resgate for feito em até um ano e perde quando o prazo é superior a esse período. Quando a taxa sobe para 3% ao ano, a caderneta ganha quando o resgate ocorre em até dois anos e empata se o prazo for superior.
ALTERNATIVAS
Outras aplicações também ganham força no cenário de Selic a 14,25% ao ano. Os cálculos são de Samy Dana, professor da FGV (Fundação Getulio Vargas). A inflação para este ano está prevista em 10,33% e isso deve ser levado em consideração antes de definir em qual produto aplicar. Mesmo com remuneração de 80% do CDI (Certificado de Depósito Interfinanceiro, taxa de juros nos empréstimos entre bancos), o CDB leva vantagem sobre a caderneta de poupança. Enquanto o rendimento da poupança fica em 7,44% ao ano, o CDB aplicado pelo mesmo período renderia 8,04%. Se o período for elevado para mais de dois anos, o rendimento anualizado desse CDB subiria para 8,82%, já que a alíquota do Imposto de Renda sobre os juros obedece a uma tabela regressiva que começa em 22,5% e vai caindo gradativamente até alcançar 15%.
No caso da LCI/LCA (Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio, respectivamente), a taxa de retorno fica ainda mais atrativa por causa da isenção de IR para pessoas físicas. De acordo com Samy Dana, se o investidor conseguir uma taxa de 70% do CDI, a remuneração será de 9,02%. Se a taxa for de 90% do CDI, o retorno sobe para 11,74%. O Tesouro Selic (título público pós-fixado que segue o juro básico), com custo de 0,3% de custódia e zero de corretagem, tem retorno em até seis meses de 10,81% e de 11,86% acima de 24 meses. 

EXAME DE ROTINA CONTRA CÂNCER DE PRÓSTATA GERA 'GUERRA' ENTRE MÉDICOS
Uma polêmica sobre câncer de próstata tem dividido sociedades médicas no país.De um lado, a Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade passou a contraindicar o rastreamento de rotina, por toque retal e dosagem de PSA (antígeno prostático específico) no sangue. Do outro, a Sociedade Brasileira de Urologia, que defende o diagnóstico precoce e recomenda que todo homem com mais de 50 anos –ou 45, no caso de negros e pacientes com histórico familiar– façam anualmente os exames. Os dois lados apresentam estudos comprovando suas teses. Os médicos da família citam um estudo americano que conclui que o rastreamento precoce não diminui a mortalidade dos homens. Os urologistas respondem citando dois estudos europeus que concluíram o contrário, apontando até 40% de redução na chance de morrer de câncer de próstata entre quem faz os exames preventivos. "O estudo americano tem falhas metodológicas grosseiras", diz o urologista e professor da USP Miguel Srougi. Ele aponta problemas na construção do grupo controle. Ou seja, o estudo não conseguiu reunir um conjunto robusto e estável de homens que ficassem sem fazer exames e que não tivessem feito o PSA recentemente. Além disso, os pacientes foram avaliados por apenas sete anos, na média. No estudo europeu, esse valor foi de 11 anos. Seu colega Rodrigo Olmos, professor do departamento de clínica médica da USP, discorda. Para ele, não se trata apenas do estudo americano. Evidências contra o rastreamento de rotina estão se acumulando na última década, afirma, e a grande maioria dos tumores encontrados pelo rastreamento não se comporta agressivamente. "São cânceres que nunca teriam causado problemas ao paciente caso não tivessem sido detectados pelo rastreamento. Tratar esse tipo de câncer é o chamado sobrediagnóstico. Isso significa levar homens saudáveis a complicações como incontinência urinária e impotência sexual".Para Srougi, dizer que o cirurgião vai operar pacientes saudáveis é "generalizar o comportamento de uma minoria de médicos sem escrúpulos", que querem tirar qualquer tumor porque ganham mais assim. "Mas é perfeitamente possível e muito comum que pacientes com tumores brandos sejam só acompanhados. De cada 20 doentes no meu consultório, seis ficam apenas em vigilância, voltando de quatro em quatro meses."
EPIDEMIOLOGIA
Gustavo Gusso, diretor-científico da sociedade de medicina da família, afirma que os urologistas são formados para tratar a próstata doente, mas não têm treinamento em epidemiologia. "Isso faz com que acabem distorcendo os resultados dos estudos usando números que impressionam, mas são truques estatísticos". Ele ressalta a importância de "ter uma vida saudável, prestar atenção ao corpo e conversar com seu generalista para avaliar os seus riscos". Para colocar mais lenha na fogueira, em 2010, o próprio descobridor do PSA, Richard Ablin, escreveu um artigo para o jornal "The New York Times": "Eu nunca imaginei que minha descoberta quatro décadas atrás iria resultar em um desastre dessas proporções que visa o lucro". O próprio Inca (Instituto Nacional de Câncer) adotou postura semelhante à dos médicos de família, "por existirem evidências científicas de que o rastreamento do câncer de próstata produz mais dano do que benefício". Os urologistas rebatem dizendo que os médicos de família ignoram as particularidades do tumor na próstata. Uma delas é que os sintomas da doença demoram a aparecer, de modo que esperá-los significa ter de lidar com o tumor já em estágio avançado, quando talvez seja tarde demais, afirma o urologista Carlos Sacomani, do AC Camargo Cancer Center. A outra é que o câncer de próstata é especialmente sofrido –o paciente morre devagar, perdendo qualidade de vida ao longo dos anos. "Eles não sabem o tamanho do sofrimento do paciente que tem um câncer avançado, sem cura", diz Srougi. "Correm o risco de ser processados. Imagine você descobrir aos 60 anos que tem um câncer já incurável porque botaram na sua cabeça que não precisava fazer exame."

EMPRESA JAPONESA CRIA SAPATOS COM GPS PARA LOCALIZAR IDOSOS PERDIDOS
Uma empresa japonesa criou sapatos com GPS especialmente planejados para ajudar a localizar idosos com demência, que podem se perder e não conseguir voltar para casa. Os sapatos chamados "GPS Dokodemo Shoes" possuem um localizador instalado no interior do pé esquerdo e permitem mostrar a posição do usuário em dispositivos como smartphones e computadores com um número de identificação e senha; "Temos experiência na busca de doentes com demência perdidos, e sabemos que este perfil de pessoas não utiliza telefones celulares e nem relógios, e sim sapatos. Por isso decidimos criar sapatos com sistema de localização GPS", explicou um porta-voz da Wish Hills, criadora do calçado. O localizador é associado a um dispositivo para o qual envia notificações quando o idoso se afasta mais de 50, 100 ou 500 metros de casa, dependendo do número programado, explicou a empresa. O sistema também mostra a posição do usuário em um mapa para que seja mais fácil iniciar a procura, entre outras funções. A empresa, que diz visar "salvar vidas" com esses sapatos, afirma que o produto está tendo bom resultado, com boas vendas "principalmente entre mulheres na faixa dos 50 anos que têm pai com demência". Os sapatos custam 35 mil ienes (R$ 1.000) e estão disponíveis apenas no Japão, país em que praticamente 25% da população supera os 65 anos. "O mercado doméstico é muito importante para nós, no entanto, no futuro nos interessaria abrir em outros mercados nos quais a população envelhecerá rapidamente nos próximos anos", disse a companhia. A demência é uma síndrome que implica a deterioração da memória, do intelecto, do comportamento e da capacidade para realizar atividades da vida cotidiana. Cerca de 47,5 milhões de pessoas sofrem de demência no mundo, e a cada ano são registrados 7,7 milhões de novos casos, segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde)  

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