Seja bem vindo ao "Blog do Borjão"

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

RAPIDINHAS DO BLOG...

ENTENDA COMO A TAXA SELIC AFETA A VIDA DO CONSUMIDOR
A taxa Selic é a média de juros que o governo brasileiro paga por empréstimos tomados dos bancos. Quando a Selic aumenta, os bancos preferem emprestar ao governo, porque paga bem. Já quando a Selic cai, os bancos são "empurrados" para emprestar dinheiro ao consumidor e conseguir um lucro maior. Assim, quanto maior a Selic, mais "caro" fica o crédito que os bancos oferecem aos consumidores, já que há menos dinheiro disponível. O governo usa essa taxa como instrumento para controlar a inflação. Se a Selic é alta, há menos dinheiro circulando e menos procura por produtos e serviços à venda. Se a demanda é menor, os preços caem. A Selic também ajuda a controlar a entrada de investimentos estrangeiros. Quem investe em títulos brasileiros ganha com os juros altos, o que faz entrar mais dinheiro no país. Quanto mais dólares entram no país, menor a cotação dessa moeda por aqui. Os juros altos diminuem o consumo, o que prejudica as vendas e as empresas. Se as empresas não crescem, há mais desemprego, e a economia encolhe. Além disso, o investimento estrangeiro que entra no país por causa dos juros altos é especulativo. Esse dinheiro pode sair daqui a qualquer momento; é diferente do capital que entra para construir uma fábrica ou melhorar uma empresa. É a Selic que dá a medida das outras taxas de juros usadas no país: do cheque especial, do crediário, dos cartões de crédito, da poupança. É a partir dela que os bancos calculam quanto cobrarão de juros para conceder um empréstimo. Quanto menor a Selic, mais "barato" fica para o consumidor fazer um empréstimo ou comprar a prazo. Mas essa relação não é direta. Quando o Banco Central reduz a Selic, essa queda demora a chegar ao consumidor. Isso acontece porque os bancos também cobram, em forma de juros, impostos (IOF), inadimplência, seus custos e seu lucro. Essa diferença entre o que o banco paga ao tomar um empréstimo e o que ele cobra ao conceder um empréstimo é o chamado "spread bancário". Como a Selic também influencia os juros que os bancos pagam quando emprestam dinheiro de alguém, o consumidor também pode ganhar com isso. Em geral, quanto maior a Selic, maior o rendimento das aplicações de renda fixa, como poupança e CDBs.

EMPRESA AMERICANA CONSEGUE LANÇAR FOGUETE E FAZÊ-LO POUSAR NOVAMENTE
A empresa espacial privada Blue Origin, fundada por Jeff Bezos, presidente da Amazon, anunciou na terça-feira (24) que conseguiu pousar um foguete na posição vertical de modo que possa ser usado novamente, um marco na aeronáutica comercial. (VEJA VÍDEO DO POUSO)
Poder reutilizar foguetes, em vez de descartá-los, é um grande passo para tornar o voo espacial menos caro. A realização produziu "o mais raro dos animais: um foguete usado", brincou Bezos em um comunicado. Outra empresa privada, a SpaceX, tentou pousar seu foguete na posição vertical sobre uma barcaça no oceano, mas até agora não conseguiu. Ele já gravou pousos suaves de foguetes que voam a menos de 2 km de altura, uma altitude muito menor do que o que o novo teste alcançou. A Blue Origin disse que o voo não tripulado ocorreu segunda-feira (23) em Van Horn, no Texas. A empresa discreta, com base em Kent, no estado de Washington, não convidou repórteres para participar. Seu primeiro voo de teste aconteceu em abril. Seu veículo New Shepard consiste de um foguete e uma cápsula que é projetada para levar pessoas para o espaço para voos suborbitais. No voo de segunda-feira, foguete voou a cerca de 100 km de altura e lançou a cápsula, que voltou de paraquedas para o chão. Após a separação, o foguete começou a cair de volta para a Terra. Ele abrandou a sua descida ao disparar seu motor, a partir de cerca de 1.500 metros acima do solo, e tinha apenas 7 km/h de velocidade quando tocou o solo no local de lançamento, ainda de pé, disse a empresa.

RUSSOS ROUBARAM R$ 3 BILHÕES COM CRIMES NA INTERNET EM 3 ANOS, DIZ EMPRESA
Um estudo da fabricante de antivírus russa Kaspersky Lab aponta que golpistas russos desviaram pelo menos US$ 790 milhões (cerca de R$ 3 bilhões) com crimes de internet realizados no mundo todo. A cifra considera operações criminosas que foram desbaratadas pela polícia e investigações que contaram com a participação da Kaspersky. Os criminosos atuam no mundo todo. Segundo a empresa, autoridades prenderam mais de 160 criminosos fluentes em russo no período de 2012 a 2015 em diversos países, inclusive nos Estados Unidos e outros países membros do antigo bloco da União Soviética. O país mais atacado pelos criminosos foram os Estados Unidos. Cerca de US$ 509 milhões teriam sido roubados de norte-americanos, segundo o estudo. Os valores, porém, podem ser muito maiores, já que a Kaspersky Lab só considerou os desvios que autoridades conseguiram identificar em suas investigações. Furtos que não foram identificados ou de criminosos que permanecem soltos não fazem parte da cifra. A Kaspersky Lab estima que golpistas russos atuaram com até mil colaboradores nos últimos três anos e a maior parte das fraudes envolve o roubo de dados bancários. Criminosos russos também ganham dinheiro com golpes de extorsão (com vírus de resgate, por exemplo) e disseminando pragas que enviam torpedos SMS para números "premium" (parte do valor da tarifa é recebida pelo criminoso). No relatório, a companhia ainda explicou que o submundo do crime russo é bastante organizado, com criminosos que disponibilizam "serviços" que podem ser contratados por outros golpistas. No entanto, há apenas um pequeno grupo de cerca de 20 criminosos profissionais que formam o núcleo das gangues criminosas.
GOLPE DO CANCELAMENTO
Outra empresa russa, a Group-IB, divulgou que criminosos conseguiram realizar no país um "golpe do cancelamento" em que eles enganaram sistemas bancários para registrar um saque feito em um caixa eletrônico como cancelado. Com isso, eles realizaram o saque repetidamente até esvaziar o caixa eletrônico. O problema aconteceu porque os bancos não verificavam se o cancelamento de uma operação era registrado pelo mesmo terminal onde a operação foi realizada. Os golpistas conseguiram manipular um terminal de vendas nos Estados Unidos para enviar pedidos de cancelamento ao banco russo usando a mesma identificação da operação do saque. Com isso, o saque era cancelado e o dinheiro voltava para o saldo dos golpistas, que podiam realizar o saque novamente. De acordo com a Group-IB, a técnica foi usada para furtar cerca de US$ 4 milhões (R$ 13,7 milhões) de cinco bancos. A brecha já foi fechada pelas instituições financeiras vítimas do golpe.

Nenhum comentário: