Seja bem vindo ao "Blog do Borjão"

terça-feira, 24 de novembro de 2015

RAPIDINHAS DO BLOG...

PFIZER, QUE FABRICA VIAGRA, COMPRA ALLERGAN EM ACORDO DE US$ 160 BI
Allergan, por sua vez, é fabricante do Botox. Esse foi o maior acordo na história do setor de cuidados com a saúde. A Pfizer, fabricante do Viagra e do Lipitor, fechou acordo para comprar a fabricante do Botox, Allergan, em transação avaliada em cerca de US$ 160 bilhões. O complexo acordo, o maior na história do setor de cuidados com a saúde, permitirá que a Pfizer transfira sua sede legal para a Irlanda em uma chamada "inversão" que reduzirá seu nível de pagamento de tributos. O negócio também reinicia o debate na indústria farmacêutica sobre o papel de pesquisa e desenvolvimento, uma vez que presidente-executivo da Allergan, Brent Saunders, prolífico negociador de acordos e cético sobre a descoberta interna de medicamentos, entraria na companhia combinada em posição de influenciar sua estratégia. O presidente-executivo da Pfizer, Ian Read, de 62 anos, será o presidente-executivo da empresa combinada, com o presidente-executivo da Allergan, Brent Saunders, de 45 anos, servindo em um papel bastante sênior e focado em operações e na integração, acrescentaram as fontes.

DESASTRES METEOROLÓGICOS CAUSARAM 606 MIL MORTES EM 20 ANOS, DIZ ONU
Relatório global de defesa civil pede acordo forte para frear mudança do clima. Tempestades foram eventos mais mortais no período, estima levantamento. Os desastres meteorológicos naturais aumentaram em frequência ao longo dos 20 últimos anos e foram responsáveis por 606 mil mortes, afirma um novo relatório do Escritório da ONU para a Redução dos Riscos de Desastres, o UNISDR. Como a frequência e intensidade desse tipo de evento tende a aumentar com a mudança climática, o órgão destacou a importância de a COP21, a cúpula do clima de Paris, alcançar um acordo para corte de gases do efeito estufa. Desde 1995, "as catástrofes meteorológicas levaram 606 mil vidas, uma média de 30 mil ao ano, com 4,1 bilhões de pessoas feridas, que perderam suas casas ou ficaram em necessidade de ajuda urgente", afirma o documento. O clima foi responsável por 90% dos grandes desastres naturais no período. Foram registradas 6.457 inundações, tempestades, ondas de calor, secas e outros eventos meteorológicos. As tempestades foram o tipo mais mortal de evento climático no período, provocando 242 mil das 606 mil mortes, 89% delas em países em desenvolvimento. As inundações mataram 157 mil, sobretudo na Ásia. Na África, as secas foram um problema particularmente grave, apesar de mal dimensionado em razão da falta de dados, diz o relatório. Em países ricos, o maior impacto foi o das ondas de calor, que mataram 148 mil pessoas nos últimos 20 anos.
PERDAS FINANCEIRAS
Os desastres climáticos deixaram perdas financeiras avaliadas em US$ 1,9 trilhões de dólares, um número conservador, diz o UNISDR, porque só em 35% dos desastres foram feitos levantamentos precisos de perdas materiais. "No longo prazo, um acordo na COP21 em Paris para redução dos gases de efeito estufa serão uma contribuição significativa para reduzir o risco e as perdas com desastres que são parcialmente alimentados por um planeta em aquecimento e pelo aumento do nível do mar", afirmou a diretora do UNISDR, Margareta Wahlstrom, em comunicado à imprensa. "Por ora, há a necessidade de reduzir os níveis de risco existentes e evitar criar novos riscos garantindo que investimentos públicos e privados se informem dos riscos", disse. "Não podemos aumentar agora a exposição de pessoas e bens econômicos a desastres naturais em planícies alagadas, áreas costeiras vulneráveis e outros lugares inadequados para ocupação humana."


SENSOR DETECTA CÂNCER DE MAMA SEIS MESES ANTES DE NÓDULO APARECER
No Brasil surge um novo caso da doença a cada nove minutos. Uma pesquisa inédita da Unicamp desenvolveu um equipamento que pode detectar a formação do câncer de mama seis meses antes de algum nódulo aparecer. O dispositivo, que tem o tamanho de uma moeda, possui 64 sensores. Segundo os pesquisadores, quando ele recebe sangue, transforma reação química em corrente elétrica e a partir de gráficos, ele mostra a concentração de uma proteína que se multiplica quando a doença aparece: a HER2. "Meses antes de desenvolver o câncer de mama, essa proteína começa a ser liberada no sangue. Baseada nessa proposta, a gente tentou criar um dispositivo que fosse capaz de detectar essa proteína em concentrações bem baixas", afirma a pesquisadora Cecília de Carvalho e Silva.
GRAFITE DE LÁPIS
Normalmente, um microchip é feito de silício, mas para desenvolver a tecnologia, os pesquisadores da Unicamp utilizaram um outro material, o grafeno, que é basicamente grafite de lápis. O método permite detectar a formação do câncer de mama seis meses antes da formação do nódulo e também poderia ajudar no tratamento, monitorando o nível da proteína durante a realização da quimioterapia. "Para saber qual estágio do câncer essa mulher se encontra", afirma a pesquisadora.
NANOTECNOLOGIA
Foram quatro anos de pesquisa do departamento de química da Unicamp em parceria com a equipe de engenharia elétrica para que o microchip pudesse ter contato com um líquido sem provocar o curto-circuito dos componentes. A nanotecnologia empregada é de fácil adaptação a outros equipamentos, como um smartphone, por exemplo. Segundo o pesquisador Lauro Tatsuo Kubota, a tecnologia pode ser utilizada fora dos laboratórios. "Pode ser no próprio consultório médico ou em casa", explica. O equipamento pode se tornar uma prevenção ao tipo de câncer que mais mata mulheres no mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. São mais de 8 milhões de mortes todo ano. No Brasil surge um caso a cada 9 minutos e metade dos diagnósticos acontece em estágio avançado, onde o tratamento é mais difícil. "O ideal é que nos façamos o diagnóstico da doença antes dela ser palpável, antes dela ser percebida pela paciente", afirma Cássio Cardoso Filho, vice-diretor clínico do Caism, Hospital da Mulher da Unicamp. No entanto, antes de ser feito teste em sangue humano, o dispositivo tem que ser aprovado pelo Conselho de Ética da Unicamp e não existe previsão de data para isso acontecer. 

Nenhum comentário: