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quarta-feira, 18 de novembro de 2015

RAPIDINHAS DO BLOG...

VOLUME DO SETOR DE SERVIÇOS RECUA 4,8% EM SETEMBRO
O volume do setor de serviços do país registrou queda de 4,8% em relação ao mesmo mês de 2014. Foi a maior queda da série iniciada em 2012, segundo informou na terça-feira (17) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No ano, de janeiro a setembro, o indicador acumula queda de 2,8% e, em 12 meses, de 1,8%. O volume de serviços é a receita de serviços descontada a inflação. Todos os segmentos do setor mostraram resultados negativos. O volume dos serviços prestados às famílias caiu 6,7%; o de serviços de informação e comunicação, 0,7%; serviços profissionais, administrativos e complementares, tiveram redução de 8,1%, transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio recuaram 6,4% e outros serviços, 9,9%. "A redução do poder aquisitivo da população ocupada em relação a setembro de 2014 combinada com a variação de preços do item 'alimentação fora do domicílio' acima da média global do IPCA de setembro, contribuíram para que o volume dos serviços prestados às famílias recuasse 6,7%", diz o IBGE, em nota. Por ordem de importância no cálculo geral do índice, o que mais influenciou a taxa de setembro foi o setor de transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio. O transporte terrestre, por exemplo, sofreu uma redução de 11,5%, já o aquaviário cresceu 25,4% e o transporte aéreo, 4,5%. No terceiro trimestre, o setor de serviços recuou 4,2% em relação ao terceiro trimestre de 2014. Todos os segmentos registraram resultados negativos: serviços prestados às famílias (-5,6%); serviços de informação e comunicação (-0,2%); serviços profissionais, administrativos e complementares (-5,7%); transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio (-6,4%) e outros serviços (-10,5%). Já as atividades turísticas recuaram 3%. Em setembro, frente ao mesmo mês de 2014, tievram taxas positivas Rondônia (6,5%), Mato Grosso (5,7%), Roraima (4,7%) e Mato Grosso do Sul (3,3%). Na outra ponta, estão Amapá (-13,4%), Amazonas (-13,3%) e Maranhão (-12,9%).

CIENTISTAS DA UNESP DESENVOLVEM MATERIAL QUE PODE SUBSTITUIR O VIDRO
Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Araraquara desenvolveram um material que pode substituir o vidro em produtos como televisores e celulares. Sustentável e flexível, a película é feita a partir de uma bactéria alimentada com glicose e, segundo os cientistas, é mais barata do que as opções de mercado. As telas tradicionais são feitas a partir da sílica encontrada na areia. Os especialistas queriam desenvolver telas provenientes de materiais orgânicos. Depois de 11 anos de estudo, chegaram a uma alternativa. Eles constataram que uma bactéria encontrada no vinagre produz celulose e testaram formas de alimentá-la. "A gente pode trabalhar com resíduos agroindustriais como, por exemplo, melaço. A gente tem trabalhado com goma de caju, que é um resíduo nacional, e todo resíduo que tenha fonte de carbono em abundância eu posso tentar fornecer para a bactéria produzir celulose depois", contou o pesquisador Hernane Barud. Devidamente alimentadas, as bactérias ficam incubadas para que possam se reproduzir. Depois, são lavadas e eliminadas, deixando para trás celulose pura.
TRANSPARÊNCIA E FLEXIBILIDADE
A celulose é prensada e o material resultante é muito resistente, mas não é transparente, um problema solucionado pelos pesquisadores com a ajuda do óleo de mamona. "O óleo de mamona é um precursor para a gente produzir o poliuretano. Então a gente utilizou e teve sucesso no substrato final, que é transparente como o vidro", explicou Barud. Além de não prejudicar a natureza, o novo material tem outra vantagem. Ao contrário do vidro, ele é bastante flexível, uma característica valorizada em novos produtos tecnológicos. "Há uma grande corrida tecnológica ultimamente no desenvolvimento de smartphones com telas flexíveis e TVs flexíveis. Hoje há algumas à venda, só que utilizando polímeros industriais caros", disse o pesquisador Robson Rosa da Silva. "No nosso caso, nós estamos utilizando um polímero natural, que é a celulose, e também é derivado do óleo de mamona, e o Brasil é bastante rico nesses polímeros", completou. O biomaterial já foi patenteado e a pesquisa ganhou reconhecimento em uma revista britânica, mas, de acordo com os cientistas, ainda não há uma previsão para a chegada do produto ao mercado.

ANDROID TEM BRECHA GRAVE QUE PERMITE INVADIR CELULAR COM ACESSO A LINK
Um pesquisador de segurança da empresa chinesa Qihoo 360 revelou uma nova brecha de segurança no navegador Chrome para Android que permite a uma página web instalar aplicativos no celular sem a autorização do usuário. A vulnerabilidade foi demonstrada durante a competição MobilePwn2Own que ocorreu na conferência de segurança PacSec em Tóquio, no Japão. Guang Gong, o pesquisador de segurança, explorou uma brecha no componente do navegador responsável pelo processamento de Javascript, chamado de “V8”. Uma página web que explora a falha pode instalar aplicativos no aparelho sem o consentimento do utilizador, o que torna a brecha grave. Para se tornar uma vítima, basta ao usuário acessar um link contendo uma página construída para explorar a brecha. Por ser um componente do navegador padrão do Android, acredita-se que qualquer modelo de celular esteja vulnerável. A falha foi demonstrada em um aparelho da linha Nexus. Os detalhes da vulnerabilidade não foram revelados para que o Google tenha tempo de corrigí-la e disponibilizar uma atualização corretiva. Não há registro de que a falha tenha sido usada para ataques reais -- a Pwn2Own só aceita falhas inéditas. A Pwn2Own é uma competição de segurança que ocorre desde 2007. Os competidores podem ganhar prêmios demonstrando vulnerabilidades em sistemas operacionais e programas populares. As regras variam de edição para edição, mas normalmente uma das categorias envolve a abertura de um link web. Para ganhar o prêmio, o competidor precisa tirar proveito de alguma brecha inédita no navegador web e no sistema para realizar atividades não autorizadas no dispositivo. Edições recentes da Pwn2Own chegaram a distribuir centenas de milhares de dólares em prêmios. Mas a edição do evento na PacSec 2015 que ocorreu na semana passada é a primeira sem o patrocínio da ZDI. A companhia, que hoje pertence à HP, alegou complicações por conta das novas regras norte-americas relativas ao comércio de armas cibernéticas. As regras dificultariam os pagamentos em dinheiro aos pesquisadores, segundo a empresa. Por conta da falta de patrocínio, o único prêmio garantido a Guang Gong foi uma viagem para o Canadá para participar da conferência de segurança CanSecWest, em março de 2016. Mas o pesquisador ainda pode ganhar alguma recompensa do Google, que recompensa vulnerabilidades encontradas em vários de seus produtos, inclusive o Android. 

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