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segunda-feira, 16 de novembro de 2015

RAPIDINHAS DO BLOG...

BRASIL NÃO ESTÁ AFUNDANDO E FUTURO SERÁ FORMIDÁVEL, DIZ BILL CLINTON
O ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, conclamou participantes de evento da CNI (Confederação Nacional da Indústria) na quinta-feira (12) a ter confiança no futuro do Brasil e a se concentrar nas "forças positivas" do país no momento atual de crise. Em palestra no Enai (Encontro Nacional da Indústria), Clinton afirmou que o Brasil atravessa um momento conturbado, mas é um dos países mais bem posicionados para se desenvolver no longo prazo. "Seu povo, seus recursos e seu histórico de obter avanços, não só econômicos, mas sociais, farão vocês atravessarem esse momento difícil", afirmou Clinton. "O navio do Brasil não está afundando e o futuro será formidável". Ele frisou a importância de lembrar das "incríveis mudanças" que o Brasil sofreu nos últimos 25 anos. Como exemplo, citou a queda da desigualdade, a redução do desmatamento da floresta Amazônica e a diversificação da economia. A crise política que o país atravessa também tem efeitos benéficos, como o aumento da transparência, disse o ex-presidente dos EUA. Segundo ele, considerando o elevado grau de interdependência dos países, a recuperação e o sucesso do Brasil é de interesse do mundo, e dos Estados Unidos em particular. Em nível global, Clinton citou como os grandes desafios enfrentados hoje os padrões desiguais de crescimento, as preocupações com as mudanças climáticas e o surgimento de grupos como o Estado Islâmico, que ele classificou de "a mais bem sucedida ONG negativa".

CRIANÇA RELIGIOSA NÃO É A MAIS BOAZINHA, DIZ ESTUDO INTERNACIONAL
Crianças educadas segundo princípios religiosos tenderão a ser mais "boazinhas", certo? Errado, sugere um estudo internacional. Quando comparadas a meninos e meninas de lares não religiosos, pequenos cristãos, muçulmanos e de outras crenças parecem ser um pouco menos generosos e tolerantes. O efeito é pequeno, mas mensurável e estatisticamente significativo, afirma a equipe liderada por Jean Decety, do Departamento de Psicologia da Universidade de Chicago (EUA). Eles publicaram seus achados em artigo na revista científica "Current Biology". Decety e seus colegas conseguiram uma amostragem respeitável para os padrões desse tipo de estudo. Os pesquisadores recrutaram 1.170 crianças de seis países (Canadá, China, Jordânia, Turquia, EUA e África do Sul), com idades entre 5 e 12 anos. A maioria dos participantes (43%) era de família islâmica, enquanto 27,6% vinham de lares não religiosos e 23,9%, de casas cristãs.
JOGO DO ADESIVO
O primeiro teste do estudo, para medir os níveis de generosidade das crianças, tinha como base um conjunto de 30 adesivos que os pesquisadores mostravam aos voluntários. Dos 30, cada criança podia ficar com dez. Depois que elas escolhiam os adesivos, o cientista dizia algo como: "Puxa, não vou conseguir fazer essa brincadeira com todas as crianças da sua escola. Mas você pode dividir seus adesivos com algumas delas, se desejar. Coloque quantos adesivos quiser neste envelope, e depois eles vão ser distribuídos para seus coleguinhas". Resultado: em média, as crianças religiosas decidiam dar 3,25 de seus adesivos para os amiguinhos (o número é "quebrado" porque se trata de uma média), enquanto as não religiosas doaram 4,11 dos brindes. Houve uma pequena diferença entre cristãs e muçulmanas (as primeiras foram ligeiramente mais generosas), mas não se trata de uma variação significativa, dizem os pesquisadores. No segundo teste, a equipe usou tablets para mostrar às crianças cenários usados em estudos de psicologia para medir como uma pessoa enxerga interações potencialmente agressivas com outras. Um exemplo seria uma cena na qual alguém tromba com outra pessoa e a derruba: foi um acidente ou algo feito "por maldade"? As crianças tinham de responder esse tipo de pergunta em vários cenários e dizer qual a punição adequada para o responsável pelo deslize. Acontece que, em média, as crianças de famílias religiosas tendiam a classificar com mais frequência os comportamentos como "malvados" -e também a propor punições mais severas do que os não praticantes. Nesse segundo teste, os pequenos muçulmanos costumavam julgar as situações de forma mais rigorosa que as cristãs, sendo a favor de castigos mais duros. Os autores do estudo propõem uma hipótese para explicar os resultados: a do fenômeno do "licenciamento moral", já conhecido. Ele consiste em um efeito psicológico compensatório, no qual um comportamento tido como moralmente bom -doar dinheiro a instituições de caridade, por exemplo- é visto como "licença" para alguém ter comportamento não ideal em outros contextos. Nesse caso, convencidas de que já são "boazinhas" por sua religiosidade, as crianças não se preocupariam tanto com o bem-estar dos outros. 
CONTRADITÓRIO?
A pesquisa parece contradizer outros estudos sobre a psicologia da religião, que sugeriam papel relevante da fé quando a ideia é induzir comportamentos altruístas. Certos experimentos mostraram que, quando pessoas religiosas veem palavras ligadas à crença (como "Deus" ou "céu") por frações de segundo numa tela de computador (ou seja, sem perceber conscientemente esses termos-chave), se comportam de forma mais ética e cooperativa em jogos de laboratório. "A questão é que esse efeito pode não ser tão confiável como se pensava originalmente", disse Decety. "Um número crescente de estudos não tem conseguido replicar esse fenômeno". "Se a pessoa for religiosa, o uso subconsciente das palavras age como uma espécie de vigilância e aumenta a cooperação entre os participantes", diz Maria Emília Yamamoto, especialista em psicologia evolucionista da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte). "No trabalho do Decety a tarefa da doação é feita sem vigilância", afirma a pesquisadora brasileira, que elogia o cuidado estatístico do trabalho e o esforço de buscar informações em diferentes culturas, o que traz confiabilidade aos resultados. "É importantíssimo frisar ao público que moralidade e religiosidade são coisas diferentes, e esse estudo mostrou que podem até ir em caminhos contrários, algo ainda muito contraintuitivo atualmente", diz Marco Antonio Varella, doutor em psicologia experimental pela USP. Ele cita outros estudos mostrando que parece haver uma relação entre os níveis de coesão dentro do grupo religioso -ou seja, o quanto os fiéis se sentem "irmãos" simbolicamente- e os níveis de intolerância com quem está fora, o que poderia explicar em parte os resultados. 

USO DE BIOMETRIA CRESCE ENTRE EMPRESAS E DEVE CHEGAR AO VAREJO
Com o aumento do risco de roubo de dados, surgem também novas formas de proteção, que vão além das senhas e de outros métodos tradicionais de autenticação. Desponta entre elas a identificação biométrica, que utiliza as características físicas de cada pessoa. A impressão digital é a mais conhecida mas está longe de ser a única. Atualmente, computadores já conseguem reconhecer a face, a íris, as veias dos olhos, o formato das orelhas, a geometria das mãos e a voz. "Há movimentação intensa de empresas privadas na direção do uso de biometrias para dar segurança aos seus processos de negócios, notadamente nas áreas bancária, de saúde privada e de varejo", diz Célio Ribeiro, presidente-executivo da Abrid (Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia em Identificação Digital). Nos EUA, a MasterCard iniciou um programa de testes com o qual uma selfie é usada para efetuar pagamentos . Na hora de pagar, o cliente não terá de digitar senhas; bastará tirar uma foto da própria face com o celular e um app da operadora fará o trabalho de identificação. No Brasil, já há 90 mil caixas eletrônicos equipados com os sensores, de acordo com a HDI Biometrics, empresa especializada em produtos biométricos. E outros 70 mil ainda passarão pela transformação. No varejo, as soluções poderiam ser usadas na hora de abertura de crediários, alvo comum de fraudes por meio de documentos falsos. A Certibio, por exemplo, pretende oferecer um sistema que utiliza o banco de dados de órgãos oficiais de identificação para a validação da identidade. Apesar da expansão do uso da tecnologia, a autenticação biométrica ainda gera desconfiança nos usuários domésticos, que têm dúvidas sobre a segurança dos dados. 

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