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domingo, 31 de agosto de 2014

DICA DO BORJÃO

A “Dica do Borjão” de hoje, 31 de agosto de 2014, disponibiliza a sensacional música “GRANADA (Agustín Lara)” com o jovem trio pop operático italiano  “IO VOLO (Piero Barone, Ignazio Boschetto e Gianluca Ginoble). Um excelente domingo para todos vocês e até a próxima “Dica do Borjão”.


GRANADA
(Agustín Lara)

Granada, tierra soñada por mí
Mi cantar se vuelve gitano cuando es para tí
Mi cantar hecho de fantasía
Mi cantar flor de melancolía
Que yo te vengo a dar
Granada
Tierra ensangrentada
En tardes de toros.
Mujer que conserva el embrujo
De los ojos moros
Te sueño rebelde y gitana
Cubierta de flores
Y beso tu boca de grana
Jugosa manzana
Que me habla de amores

Granada manola
Cantada en coplas preciosas
No tengo otra cosa que darte
Que un ramo de rosas
De rosas de suave fragancia
Que le dieran marco a la virgen morena

Granada
Tu tierra está llena
De lindas mujeres
De sangre y de sol

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

CITAÇÃO DO DIA

“Se todos colaborarmos, sem buscar recompensas, tudo ficará melhor com o passar do tempo e a ajuda de uns fará a vida de outros muito melhor ou, pelo menos, menos pior. Concentre-se em fazer a sua parte e procure fazê-la muito bem feita.”  (Rivalcir Liberato)

CHARGE DO DIA


RAPIDINHAS DO BLOG...

PUXADO POR PREÇOS DE ALIMENTOS, IGP-M TEM DEFLAÇÃO MENOR EM AGOSTO
O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) registrou deflação pelo quarto mês consecutivo em agosto, de 0,27%, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quinta-feira. A taxa, no entanto, é menor que a calculada em julho, quando houve recuo de 0,61%, o que representa uma aceleração do indicador. No ano, o índice tem alta de 1,56% e, em 12 meses, acumula aumento de 4,89%. O IGP-M é usado como referência para a correção de valores de contratos, como os de energia elétrica e de aluguel de imóveis. A expectativa em pesquisa da Reuters era de queda de 0,34%, de acordo com a mediana de 20 projeções, que foram de recuo de 0,26% a 0,48 %. A aceleração foi puxada pela queda menos intensa dos preços no atacado, calculados pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que registraram deflação de 0,45%, após recuo de 1,11% no mês anterior. Contribuiu para esse resultado a taxa dos alimentos in natura, que ficou negativa em 3,73%, frente à queda de 7,71% de julho. O IPA corresponde a 60% do IGP-M. Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) seguiu no caminho inverso. O indicador, que tem peso de 30% sobre o IGP-M, registrou alta de 0,02% em julho, uma desaceleração em relação aos 0,15% do mês passado. O recuo foi influenciado pela queda na taxa de água e esgoto residencial, cuja taxa passou de -0,66% para -0,91%. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) também desacelerou, de 0,8% para 0,19%. O grupo de materiais, equipamentos e serviços, cuja taxa variou de 0,45%, em julho, para 0,15%, em agosto, contribuiu para o resultado. O INCC representa 10% do IGP-M.

CIENTISTAS ALTERAM EMOÇÕES ASSOCIADAS A MEMÓRIAS NEGATIVAS PARA POSITIVAS E VICE-VERSA
Somos frutos de nossas experiências, e muitas de nossas lembranças estão diretamente associadas a emoções. Uma tarde agradável na praia com amigos, um delicioso almoço em família, um excitante primeiro encontro com um interesse amoroso ligam lugares, eventos e pessoas de uma maneira positiva em nossos cérebros. Sabe-se, porém, que esta chamada valência de nossas memórias pode mudar com o tempo e novos acontecimentos. Testemunhar um afogamento pode fazer com que nunca mais queiramos voltar àquela mesma praia, enquanto um divórcio litigioso acrescentaria um sabor amargo à comida daquele restaurante onde a relação começou. Esta maleabilidade da memória há tempos é usada por psicoterapeutas no tratamento de condições como depressão, fobias ou estresse pós-traumático, mas os mecanismos cerebrais por trás destas mudanças de associações ainda permanecem em grande parte desconhecidos.Nos últimos anos, porém, os cientistas têm utilizado um novo método para pesquisar cada vez mais a fundo como funciona nossa memória e como seria possível manipulá-la. Conhecido como optogenética, este ramo da neurociência usa camundongos geneticamente alterados de forma que seus neurônios possam ser ativados e controlados por estímulos luminosos. Com isso, eles já demonstraram ser capazes de implantar falsas memórias nos animais e, agora, o mesmo grupo responsável por este experimento deu mais um passo, alterando associações entre lugares e emoções de negativas para positivas e vice-versa. Embora ainda muito longe de terem qualquer aplicação prática em seres humanos, estas experiências estão confirmando antigas teorias e hipóteses sobre o funcionamento do cérebro e da memória, assim como revelando caminhos para futuros remédios e tratamentos que ajam sobre os mecanismos que estão sendo descobertos. — Há evidências vindas da psicoterapia de que as memórias positivas podem suprimir as lembranças de experiências negativas — diz Susumu Tonegawa, líder da pesquisa no Centro de Genética em Circuitos Neurais do Instituto de Tecnologia de Massachusetts e principal autor de artigo sobre o novo experimento, publicado na edição desta semana da revista “Nature”. — Mostramos que a valência emocional das memórias pode ser mudada a nível celular e, no futuro, alguém poderá ser capaz de desenvolver métodos que ajudem as pessoas a lembrar as memórias positivas com mais força que as negativas. Psiquiatra da clínica Espaço Clif, Gustavo Bravo lembra que as mudanças de valência emocional de memórias e experiências são uma técnica clássica de terapia cognitiva, na qual se procura identificar que ideias ou sentimentos estão por trás de disfunções do paciente e transformar as reações desproporcionais de medo ou ansiedade a estes estímulos determinados. O método é muito comum, por exemplo, no tratamento de fobias, em que exercícios como a exposição continuada, frequente e gradual do paciente ao estímulo que gera as reações negativas acaba por mudar sua resposta emocional. Segundo ele, apesar de não se saber se um dia será possível fazer isso por meio da manipulação direta dos neurônios associados à memória, o princípio seria similar. — O que se aplica ao estímulo externo também pode ser aplicado à representação interna — diz. — Conceitualmente, é o mesmo tipo de intervenção que pode chegar aos mesmos resultados. No experimento conduzido por Tonegawa e sua equipe, os camundongos, todos machos, foram geneticamente alterados para que neurônios em duas regiões de seus cérebros, o hipocampo e a amídala, pudessem ser marcados e ativados através das ferramentas da optogenética. Parte deles foi então condicionada a ter uma memória negativa de um ambiente por meio de choques elétricos, enquanto a outra parte foi treinada a ter uma lembrança positiva com a interação com fêmeas. Depois de alguns dias, os pesquisadores reativaram artificialmente a memória dos camundongos com estímulos luminosos nos neurônios marcados durante o condicionamento. Esta etapa comprovou que o treinamento foi bem-sucedido, já que, mesmo distantes de onde ele ocorreu, os animais que tinham a lembrança negativa “congelaram” de medo, enquanto os que tinham a memória positiva apresentaram maior atividade exploratória. Já na terceira fase do experimento, os cientistas buscaram saber se poderiam sobrescrever a memória negativa associada ao ambiente original de condicionamento. Eles então subdividiram os camundongos em dois subgrupos e os colocaram em um novo espaço no qual poderiam interagir com fêmeas, ativando os neurônios do hipocampo que registraram a experiência traumática em um dos subgrupos e os da amídala no outro. Por fim, os animais foram postos de volta no ambiente traumático inicial, no qual apenas os que tiveram os neurônios do hipocampo ativados na etapa anterior do experimento tiveram uma reação emocional positiva, enquanto os que foram submetidos à estimulação da amídala continuaram a demonstrar reações de medo. Experiência no sentido inverso com os camundongos cuja memória inicial era positiva e foi transformada em negativa teve resultados similares. Segundo os pesquisadores, esta diferença entre os subgrupos sugere que as associações emocionais das lembranças são codificadas em algum ponto dos circuitos neurais que ligam o hipocampo à amídala, já que a primeira destas regiões do cérebro está associada à memória espacial e física, enquanto a segunda tem conexão com outros mecanismos ligados a reações de “fuja ou lute”, nas quais a pronta interpretação de uma situação é fundamental. “O mais intrigante neste estudo é que as representações da memória associadas a um local são dissecadas em seus componentes de rede e, no lugar de expor novamente os animais à situação de treino para obter uma mudança, a luz é usada para reativar seletivamente a representação do componente do ‘onde’ de uma memória e então alterar sua associação de ‘o quê’”, destacam Tomonori Takeuchi e Richard Morris, da Universidade de Edimburgo, em comentário que acompanha o artigo sobre o experimento na “Nature”.— Já se sabia que o hipocampo era responsável pela memória espacial, enquanto outras regiões do cérebro, como a amídala, codificam os estados emocionais – acrescenta o neurocientista Jorge Moll Neto, diretor do Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino. — Assim, é natural que os pesquisadores deste estudo tenham se focado em circuitos cuja arquitetura cerebral já é bastante conhecida para testar este tipo de manipulação e intervenção. Outra opção à mudança da valência emocional de memórias de negativa para positiva em futuras terapias é simplesmente apagar ou ao menos abafar as lembranças traumáticas. Há três meses, pesquisadores da Universidade Comunitária de Virgínia, nos EUA, mostraram que o fingolimod, substância atualmente usada no tratamento de esclerose múltipla, eliminou a memória de eventos negativos em camundongos. Já ontem, cientistas do Hospital McLean, em Boston, publicaram artigo no periódico científico “PLoS One” em que relatam que a exposição ao gás xenônio, muito usado como anestésico na Europa, pouco antes de entrar em um ambiente onde foram submetidos a experiências traumáticas neutralizou as reações de medo de camundongos. Segundo os pesquisadores, o gás atua sobre receptores neuronais envolvidos no aprendizado e memória, de modo que quando os animais foram reintroduzidos no ambiente a conexão emocional negativa da lembrança foi bloqueada.

APP DE NAMORO BRASILEIRO FLERT QUER CRIAR RELAÇÕES DURADOURAS
Ferramentas digitais com utilidades diversas, os smartphones também se tornaram aliados eficientes para as relações humanas. Não à toa, os aplicativos de namoro têm crescido em número e popularidade nas lojas digitais. Mais recente representante do segmento, o brasileiro Flert possui a proposta de apresentar aos seus usuários potenciais paqueras a partir da lista de amigos de amigos, na esperança de que, dessa forma, possa ajudar a consolidar relações mais duradouras. Disponível por enquanto apenas para iPhone, o Flert se conecta ao Facebook do usuário e dele recebe sugestões de amigos de amigos com interesses e características que possam lhes ser interessantes. Ao visualizar o perfil da pessoa sugerida, o usuário pode indicar no app se gostaria de conhecê-la melhor. Se o interesse for mútuo, o bate-papo entre os dois se torna possível. “A ideia por trás do Flert foi criar uma forma simples, porém inteligente para unir pessoas que têm muito mais em comum do que apenas sua localização e atratividade física e, com isso, aumentar ainda mais as chances de proporcionar encontros que terminam em relacionamentos com química para dar certo” afirmou Irit Epelbaum, criadora do serviço, em um comunicado sobre o seu lançamento. De acordo com Epelbaum, apesar de ter sido lançado há menos de três meses, o app teria uma “taxa de acerto” três vezes maior que o popular app de namoro Tinder, apesar de possuir uma base de usuários menor. 

ARTE NO BLOG

A ARTE DE GUSTAVE COURBET 
Gustave Courbet (Ornans, 10 de junho de 1819 — La Tour-de-Peilz, 31 de dezembro de 1877) foi um pintor francês. Foi acima de tudo um pintor da vida camponesa de sua região. Ergueu a bandeira do realismo contra a pintura literária ou de imaginação.

RECEITA DO BLOG

CHANFANA DE CORDEIRO DO CLAUDIUS GRILL 

INGREDIENTES PARA 04 PORÇÕES
1 paleta de cordeiro de cerca de 2 kg cortada com o osso
folhas de hortelã
6 cebolas picadas
4 grãos de alho
5 cravos da índia
1 pedaço de canela em pau
2 folhas de louro
1 maço de salsinha
sal
pimenta do reino
vinho tinto seco o suficiente
1 panela de ferro ou de barro com tampa

MODO DE FAZER
Faça um chá com as folhas de hortelã e escalde os pedaços de carne deixando por alguns minutos dentro da infusão.
Retire do chá e reserve. Forre o fundo da panela com parte da cebola picada e do alho.
Coloque a carne por cima, temperada com sal e pimenta.
Acrescente os cravos, a canela e os ramos de salsinha.
Adicione o restante da cebola com o alho.
Cubra a carne com o vinho tinto.
Tampe a panela e leve ao forno médio por 3 a 4 horas.
Durante o cozimento, abra a panela algumas vezes e, à medida que o vinho for secando, acrescente mais, cozinhando até a carne amolecer.
Se for carne de carneiro, o tempo de cozimento é maior e pode variar de 6 a 8 horas.
Sirva com Batatas ao Murro.



NOTA DO BLOG: A chanfana é um prato de origem popular tradicional de Portugal. É um prato à base de carne de cabra velha, que pode levar também carne de porco, cozido dentro de caçoilas (recipientes) de barro preto em fornos a lenha.

CIRCULA NA INTERNET

PROVIDÊNCIA PARA EVITAR ROUBO EM SUA RESIDÊNCIA

IMAGEM DO DIA

Um belo dia de céu azulado e de um sol brilhante e morninho na minha amada e bela Mossoró - RN - Brasil, clicada pela digital do amigo e conterrâneo Genário Freire.

PIADA DO BLOG

AS BRINCADEIRAS SEXUAIS DO ALFREDÃO
O grande filósofo Alfredão muito preocupado com a sua virilidade foi se consultar com um renomado médico urologista indicado pelo seu amigo Borjão. E no consultório do médico surgiu o seguinte diálogo:
- Sr. Alfredão o seu amigo Borjão me falou que você está tendo problemas relativo a sua disfunção sexual com sua esposa, diga o que está acontecendo.
O Alfredão prontamente respondeu:
- Doutor o negócio é o seguinte, para me manter ativo sexualmente eu inventava umas brincadeiras com a minha esposa e tudo dava certo.
O médico perguntou:
- Que brincadeiras eram essas?
E o Alfredão naquela sua velha pose já conhecida respondeu:
- Bem Doutor a gente brincava de submarino na banheira e agora a brincadeira não tem mais graça.
E o médico curioso disse:
- Qual foi o motivo da brincadeira não dá mais certo?
E o Alfredão com aquele olhar bem triste respondeu:
- É que o “periscópio” enguiçou!

TEXTO DO BLOG

O BLÁ-BLÁ-BLÁ DA MUDANÇA
por Gaudêncio Torquato*

A palhaçada chama a atenção pela estética escatológica. Tiririca, de peruca e vestido de branco, parodiando o cantor Roberto Carlos na propaganda do grupo que lidera o processamento de carnes no mundo, espeta “bifões”, entremeando risadas incontroláveis (e sem nenhum nexo) com estrambótica versão da música O Portão, interpretada pelo Rei: “eu votei, de novo vou votar, Brasília é o seu lugar”.
Em 2010, o deputado açambarcou 1,3 milhão de votos embalado por um jingle em que prometia: “vote Tiririca, pior do que tá não fica”. O profeta acertou na mosca.
O quadro político pouco mudou, reformas tão clamadas e prometidas ficaram ao léu e Brasília continuará a ser lugar aprazível para o ex-palhaço, que continua a brincar de circo.
Imutável também é a feição da campanha eleitoral. O desfile de caras e bocas, que se viu na TV neste início de programação eleitoral, comprova que a mudança política é uma quimera, a confirmar a ironia do axioma francês “plus ça change, plus c'est la même chose” (quanto mais as coisas mudam, mais elas permanecem a mesma coisa).
Da promessa à ação, muita embromação. Esta é a imagem da prática política no país.
Quem se lembra da primeira palavra pronunciada pelo presidente Lula em 1º de janeiro de 2003, quando tomou posse?
“Mudança: esta é a palavra-chave, esta foi a grande mensagem da sociedade brasileira nas eleições de outubro. A esperança, finalmente, venceu o medo e a sociedade brasileira decidiu que estava na hora de trilhar novos caminhos”.
Que slogans cobrem as promessas dos três principais candidatos na campanha deste ano?
Dilma prega “Mais Mudança, Mais Futuro”; Aécio Neves resgatou o slogan “Muda, Brasil”, usado pelo avô Tancredo há 30 anos, saudando ainda os eleitores com um “Bem-vindo à Mudança”; já o PSB trabalhará com o slogan de Eduardo Campos, bastante repetido nesses últimos dias, ‘Coragem para Mudar o Brasil”.
Qual a razão para colocar a mudança no altar mais alto das promessas? Por ser este o sentimento nacional. As pesquisas detectam que 67% das pessoas reivindicam que o próximo presidente adote ações diferentes da atual administração.
O clima das ruas, fervente desde as manifestações de junho do ano passado, aponta na direção de uma reviravolta nos padrões da gestão, implicando melhoria dos serviços públicos, com destaque para mobilidade urbana, saúde, educação e segurança.
Nas entrelinhas, enxergam-se um veto à mesmice, a condenação das práticas eleitorais (as mesmas que se apresentam na campanha em curso), a inapetência da representação política em promover a planilha de reformas, um basta aos escândalos que flagram atores políticos nos mais diversos palcos da corrupção.
Por que tais avanços não se dão? A resposta tem que ver com falta de vontade para mudar, receio dos participantes de que mudar as regras do jogo pode significar prejuízo para seus patrimônios eleitorais, além da desarmonia entre os Poderes.
Quando um não quer, a coisa não vai.
Há duas formas de fazer mudança: as que se operam de maneira rápida, completa, chegando a romper valores e alterar a ordem das instituições políticas; e as que se desenvolvem de maneira limitada, em tempo moderado, e com razoável consenso.
Seria inviável promover um programa mudancista à base do “pé na porta”, adotando a estratégia blitzkrieg.
O modus faciendi possível seria a abordagem paulatina, pontual, ramificada, fabiana.
Esta é a modalidade para o nosso meio, mesmo que ela possa agradar a uns e desagradar a outros, conforme explica o cientista social Albert Hirschman: “uma reforma é uma mudança em que o poder de grupos até então privilegiados é reduzido e a posição econômica e o status social de desprivilegiados são consequentemente melhorados”.
Ora, os habitantes do andar de cima temem perder privilégios, sobrando para os do andar de baixo a expectativa pelo dia em que suas mesas serão mais fartas.
Há condições de se promover algum avanço no próximo governo e na nova legislatura que se abrirá em 2015? 
Sem dúvida, caso haja razoável dose de consenso entre os entes. Como é sabido, nos últimos tempos tem se acirrado o conflito de interesses entre o Executivo e o Legislativo.
O pressuposto para se alcançar progresso em qualquer frente reformista- política, econômica, tributária / fiscal, previdenciária, trabalhista – é o da concordância por parte daqueles dois Poderes.
Apesar de esporádicas inclinações para votar contrariamente aos interesses do Palácio do Planalto, principalmente em anos eleitorais, os parlamentares tendem a seguir a orientação do governante, que se ampara em um presidencialismo de índole imperial.
O primeiro ano do Executivo e também o primeiro da legislatura, pela força que seus mandatários juntam no processo eleitoral, são os mais indicados para realizar o intento.
Dentro dessa moldura, como se apresentam os perfis dos principais candidatos?
A presidente Dilma, pelo que se sabe e tendo em vista a crise que já faz estragos na economia, terá como foco os campos da inflação e do emprego, sinalizando, assim, mudança de comandantes e gestores nesses bastiões. 
Fará os ajustes necessários para preencher os buracos na teia social, enquanto imporá controles mais rígidos para acompanhar os cronogramas de um defasado programa de aceleração do crescimento, uma das pernas capengas do governo.
Do tucano Aécio, ao atacar que o cerne dos problemas nacionais é o próprio governo, deixa ver mexida profunda na gestão, a partir do enxugamento da máquina, além da adoção de uma política econômica mais liberal.
De Marina, o que se pode esperar, caso ganhe, é tensão, na esteira de uma visão que exclui a possibilidade de governar com a velha política. (Curiosidade: um dos comandantes da campanha do PSB em Pernambuco é o ex-presidente da Câmara, Inocêncio Oliveira, que mais parece contraponto à mudança).
Teria ela lastro parlamentar? Pouco provável.
E o que se pode esperar do Congresso? Ora, se puser na agenda e votar a reforma política, o feito já seria de bom tamanho.

(*) Gaudêncio Torquato, jornalista, professor titular da USP, consultor político e de comunicação Twitter @gaudtorquato

INDICADORES DO BLOG

BOVESPA
BOLSAS DO MUNDO
ÍNDICE
VARIAÇÃO (%)
VARIAÇÃO (PTS)
TOTAL (PTS)
Dow Jones - Estados Unidos
-0,22%
-37,82
17.084,19
S&P 500 - Estados Unidos
-0,12%
-2,47
1.997,65
NASDAQ COMPOSITE
-0,26%
-11,93
4.557,69
DAX Frankfurt - Alemanha
-1,12%
-107,15
9.462,56
CAC 40 - França
-0,66%
-29,22
4.366,04
Euro Stoxx 50 - Europa
-0,94%
-30,01
3.164,44
Merval - Argentina
+0,21%
+21,05
9.833,02
Nikkei 225 - Japão
-0,48%
-74,96
15.459,86
SSE Composite - China
-0,62%
-13,65
2.195,82
Hang Seng - China
-0,71%
-177,75
24.741,00
28/08/2014 17h33 | Thomson Reuters

MOEDAS
MOEDA
COMPRA (R$)
VENDA (R$)
VAR (%)
Dólar Comercial
2,2398
2,2403
-0,24%
Euro
2,9518
2,9530
-0,40%
Libra
3,7141
3,7164
-0,26%
Peso Argentino
0,2665
0,2667
-0,22%
28/08/2014 17h34 | Thomson Reuters
   
INFLAÇÃO
ÍNDICE
VALOR (%)
IBGE IPCA Month
0,01%
INPC IBGE (mês)
54,00%
BR IPC-Fipe Infl
FIPE
IPC-DI FGV (mês)
0,24%
IGP-DI FGV (mês)
1,10%
IGP-M FGV (mês)
0,77%
IPA-DI FGV (ano)
-4,08%
ICV Dieese (mês)
0,93%
28/08/2014 17h33 | Thomson Reuters   

JUROS E POUPANÇA
ÍNDICE
VARIAÇÃO (%)
Selic (ano)
11,00%
CDI (ano)
10,89%
TJLP - Taxa de juros de longo prazo (trimestre)
5,00%
TR - Taxa referencial (mês)
0,1115%
Poupança (mês)
0,612%
28/08/2014 17h34 | Thomson Reuters
  
COMMODITIES
ÍNDICE
VARIAÇÃO (%)
VARIAÇÃO (PTS)
COTAÇÃO (US$)
Prata
-
+0,10
19,52
Platina
-
+10,69
1.421,19
Petróleo WTI
+1,07%
+1,01
95,25
Ouro
-
+6,91
1.289,36
Petróleo Brent
-0,18%
-0,19
102,53
Paládio
-
+4,00
893,00

28/08/2014 17h33 | Thomson Reuters

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

ESPECIAL DO BLOG


UMA JUSTA HOMENAGEM A NOSSA SAUDOSA MANA "ANGELA BORGES"
O Governador do Estado do Ceará, Cid Ferreira Gomes, convida para a solenidade de Inauguração da Escola Estadual de Educação Profissional Maria Ângela da Silveira Borges, a realizar-se às 16h do dia 01 de setembro de 2014, na Av. César Cals, 1254, em Fortaleza - Ce.

CITAÇÃO DO DIA

“O caminho que eu escolhi é o do amor. Não importam as dores, as angústias, nem as decepções que eu vou ter que encarar. Escolhi ser verdadeira. No meu caminho, o abraço é apertado, o aperto de mão é sincero, por isso não estranhe a minha maneira de sorrir, de te desejar o bem. É só assim que eu enxergo a vida, e é só assim que eu acredito que valha a pena viver.” (Clarice Lispector)

CHARGE DO DIA


RAPIDINHAS DO BLOG...

DIRETOR-GERAL DA ONS PREVÊ MENOR DESPACHO TÉRMICO EM 2015
O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, disse nesta semana que haverá um menor despacho térmico em 2015, tendo em vista que institutos aeroespaciais e de meteorologia anteveem um período chuvoso, que começa em novembro, dentro da normalidade. Segundo ele, a sinalização foi feita pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC). "O clima sempre gera dúvida, mas colocaram que há uma possibilidade razoável de as chuvas ocorrerem dentro da normalidade", disse Chipp a jornalistas após participar do evento Brazil Wind Power. Uma nova reunião com os institutos deve ocorrer no dia 2 de setembro. Desde o ano passado, por conta da estiagem, os níveis dos reservatórios de hidrelétricas caíram e as usinas termelétricas tiveram que ser acionadas para garantir o abastecimento, o que encareceu o preço da energia e pressionou o caixa das distribuidoras. "Nossa previsão é ter operação no curto prazo elevada e diminuir ao longo de 2015 caso se confirme esse período úmido normal", completou Chipp. Ao fim do período seco, o nível dos reservatórios do Sudeste deve atingir 20 por cento, e os do Nordeste, 18 por cento. No próximo ano, o sistema elétrico brasileiro também poderá contar com uma maior oferta de energia eólica, segundo disse a presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), durante evento no Rio. O parque instalado de energia eólica deve chegar ao fim do ano com 7,2 gigawatts de capacidade instalada, sendo que 6 gigawatts devem estar interligados e gerando energia, disse a presidente da Abeeolica, Elbia Melo. Atualmente, a capacidade instalada está em 5 gigawatts, ante 2 gigawatts em 2012. "Pelo que vendemos nos leilões, já dá para projetar que em 2018 vamos chegar com 14,2 gigawatts instalados", disse a executiva. Esse montante representará cerca de 8 por cento da matriz elétrica brasileira, contra atuais 5 por cento. Segundo Elbia, a estimativa do setor é alcançar 12 por cento da matriz elétrica brasileira em 2020.

OCEANOS PODEM ESTAR AJUDANDO A CONTER O AQUECIMENTO GLOBAL
Os oceanos cobrem cerca de três quartos da superfície da Terra e pode estar neles a explicação para o mistério do porquê a temperatura média da atmosfera do planeta ter se estabilizado nos anos 2000 após os fortes aumentos registrados no fim do século XX, o chamado “hiato” do aquecimento global, apesar de a Humanidade ter continuado a lançar grandes quantidades de gases causadores do efeito estufa no ar. Em estudo publicado na edição desta semana da revista “Science”, pesquisadores da Universidade de Washington, nos EUA, e da Universidade dos Oceanos da China afirmam que uma corrente cíclica no Atlântico estaria carregando o calor da atmosfera para o fundo do mar, ajudando a manter a temperatura média do ar estável. - Toda semana há uma nova explicação para este hiato – diz Ka-Kit Tung, professor da Universidade de Washington e coautor do estudo, apontando teorias que vão desde variações na concentração de vapor d'água na atmosfera ao efeito bloqueador da radiação solar pelas cinzas lançadas por vulcões e os próprios ciclos de atividade do Sol. - Muitos destes estudos anteriores se focaram nos sintomas observados na superfície da Terra, onde vemos muitos fenômenos diferentes e relacionados. Já nós observamos os oceanos na tentativa de encontrar uma causa subjacente para isso tudo. Segundo os pesquisadores, medições da temperatura da água no Atlântico a profundidades de até 2 mil metros e registros históricos mostram um aumento na captura de calor pelo oceano a partir de 1999, quando a temperatura média da atmosfera começou a se estabilizar. O agente deste processo seria uma extensa corrente submarina que carrega água mais salgada, e mais densa, dos trópicos para o Atlântico Norte, onde ela afunda, levando consigo o calor e aumentando a velocidade do fluxo, em um processo que costuma se inverter em ciclos de 30 anos. - Existem ciclos recorrentes impulsionados pela salinidade que podem capturar calor nas profundezas dos oceanos Atlântico e do Sul – destaca Tung. - Quando hpa água mais pesada sobre água mais leve, ela afunda rapidamente, levando o calor com ela. Assim, depois de 30 anos de rápido aquecimento durante a fase quente, agora estamos na fase fria. Desta forma, os pesquisadores acreditam que a tendência de estabilização das temperaturas médias da atmosfera deve continuar nos próximos anos até a corrente marítima mudar novamente como parte de seu ciclo natural, quando então a Terra deverá enfrentar novo período de forte aquecimento como o visto nos últimos anos do século XX. Mas o progressivo derretimento do Oceano Ártico pode perturbar este ciclo e abreviar o início da fase quente. - Não estamos falando de uma situação normal, pois há muitas outras coisas acontecendo devido às mudanças climáticas – ressalta Tung.

VIBER CRIA FUNÇÃO DE CONVERSAS ABERTAS AO PÚBLICO DE OLHO EM SEGUNDA TELA
O Viber apresentou na terça-feira, 26, uma nova versão de seu aplicativo de mensagens, previsto para o começo de setembro. A principal novidade da atualização são os grupos abertos, ferramenta que deixará que salas de conversas públicas possam ser visualizadas por qualquer pessoa. A função está disponível para dois grupos de usuários diferentes: os membros, que participam da conversa, e os seguidores, que, como à moda do Twitter, leem o que os membros dizem. Os seguidores também podem interagir na conversa, mas apenas entre si, em uma caixa de comentários à parte. A intenção da empresa é utilizar o Grupos Abertos como um substituto de redes sociais na “segunda tela”, fazendo parcerias com canais de televisão, empresas de mídia e companhias, incentivando as conversas entre celebridades (que ocorrem bastante no Instagram e no Twitter). “Nas redes sociais, por mais que as marcas busquem interatividade, a relação com o usuário ainda é muito institucional. A gente quer trazer o conteúdo dessas páginas respeitando a dinâmica de diálogo mais humano dos apps de mensagem”, declarou Luiz Felipe Barros, diretor da empresa no País. Por enquanto, já há parcerias fechadas com 40 empresas para o lançamento da ferramenta, incluindo a rádio MixFM e os canais Esporte Interativo e History Channel. 

RIVISTA DO MINO

SAÚDE NO BLOG

EJACULAÇÃO PRECOCE - ESTE PROBLEMA TEM SOLUÇÃO

"A Ejaculação Precoce, definida como a incapacidade de controlar ou adiar suficientemente a ejaculação, para que os parceiros achem prazer nas relações sexuais, é um problema que aflige grande parte dos homens, principalmente os adolescentes no inicio da atividade sexual. Quanto mais cedo for procurada ajuda mais fácil o tratamento".

HISTÓRICO
Em outras épocas, autores discutiram os conceitos psicossexuais predominantes, começando com o ponto de vista de Abraham (1917/1949) de que a EP (Ejaculação Precoce) era uma reprodução da enurese infantil. Mas, Shapiro, em 1943, constatou que, de 1.130 casos de EP, apenas 8% tinham história de enurese. Outros acreditavam que a EP estivesse relacionada com a histeria, em pessoas de orientação predominantemente homossexual e que experimentavam culpa pela masturbação. A teoria psicanalítica considera a prematuridade um sintoma neurótico e, como tal, suscetível apenas de tratamento psicanalítico. A teoria freudiana da causalidade propõe que o ejaculador prematuro esconde sentimentos sadistas intensos, mas inconscientes, em relação às mulheres.

EJACULAÇÃO PRECOCE
Atualmente, sabemos que tal como o mecanismo do orgasmo na mulher, a ereção e a ejaculação em um homem ocorrem quando um estímulo genital adequado ativa as vias nervosas da medula espinhal inferior. A sensibilidade dessas vias é, por sua vez, aumentada ou diminuída por mensagens que descem a medula espinhal, oriundas do centro sexual do hipotálamo, na base do cérebro. A ejaculação precoce é um tipo de infortúnio que parece desenvolver-se muito cedo na vida sexual do homem. Muitos, quando adolescentes, ficam condicionados a um rápido gozo na masturbação, por ser esta uma atividade secreta, escondida, perseguida pela culpa e pelo medo da descoberta. Este impulso na direção do desempenho rápido geralmente é transferido para a primeira experiência com o sexo oposto; acrescente-se aí o fato muito comum de visitarem prostitutas, cujo principal interesse não é a realização sexual do parceiro, e sim um breve intercurso. Ou, o que é mais freqüente nos dias de hoje, a primeira relação sexual de um rapaz pode acontecer no banco de trás de um automóvel, de um jeito apressado, não planejado, ou num sofá, na casa da garota, com o medo premente de que os pais dela possam voltar a qualquer momento. Em todas essas situações acha-se presente não somente a excitação sexual, mas também uma boa dose de desempenho rápido. Esses são alguns pontos primários que seguem a EP. Situações que podem gerar posteriormente a EP são apresentadas quando o homem alimenta sentimentos hostis de desconfiança ou de insegurança, de despeito frente à "luta pelo poder" etc., em relação a sua esposa, ou coito num relacionamento clandestino, onde predominam sentimentos de culpa. Outra situação semelhante é quando se usa do "coito interrompido" para evitar a gravidez. Além de não ter valor como preservativo, há aumento do nível de ansiedade. Ações provocantes da parceira, a percepção de que ela deseja fazer sexo (caça x caçador), a "ditadura do orgasmo", a mulher deixando de ser "objeto" e passando a ser "sujeito", as circunstâncias de inibição (defeitos físicos, mito do pênis pequeno etc.), que são eventos regulares e previsíveis e algumas vezes normais, tornam-se subitamente caóticos e imprevisíveis quando a atividade hipotalâmica é lançada num estado de desorganização por excesso de ansiedade. As mensagens do centro cerebral tornam-se irregulares e aleatórias, e podem deflagrar uma ejaculação precipitada. Podemos pois afirmar que, quando a ejaculação precoce aparece desde os primeiros encontros sexuais, esta deriva de experiências condicionantes adversas na infância, resíduos de culpas adquiridas durante a masturbação na adolescência e/ou das primeiras vivências sexuais, onde predominaram: uma grande expectativa, elevada excitação sexual, alta ansiedade e pouca habilidade, gerando alguns "desastres", em resposta ejaculatória, pois nesse caso a incontinência pode ser indicativa de doença séria e/ou tratável. Embora tais casos sejam extremamente raros, essa condição pode ser causada por enfermidade local da uretra posterior ou, como ocorre com a perda súbita do controle urinário, a incontinência ejaculatória secundária pode ser sintomática de patologia ao longo do trajeto do nervo, que serve aos mecanismos do reflexo que controlam o orgasmo (medula espinhal, nervos periféricos ou centros nervosos superiores). Isto pode ocorrer na esclerose múltipla ou em outros distúrbios neurológicos degenerativos. Entretanto, causas orgânicas são muito raras, principalmente em homens jovens e/ou aparentemente sadios.

TRATAMENTOS
Devido à dificuldade em definir e identificar a causa da ejaculação precoce, temos também uma dificuldade em propor o tratamento mais adequado e que solucione o problema a curto prazo. De qualquer forma, o tratamento deve visar um aumento do período de latência ejaculatória, independentemente da causa parecer ser biológica ou psicológica. Apesar da angústia e sofrimento do paciente com o problema, é necessária a contínua obtenção de dados e informações. Entre estes se destacam o perfil médico e o sexual. A pesquisa de informações sobre o paciente possui não somente caráter diagnóstico, como também visa elucidar as causas psicológicas e biológicas da EP, que compõe sua etiopatogenia. O diagnóstico mais comum enquadra distúrbios de fundo psicológico, como traumas, tensão e estresse, e de caráter biológico, como cirurgias pélvicas ou urológicas e medicações em uso. Uma investigação clínica completa deve conter dados sobre: a história clínica do paciente (como mencionado acima); sua função ejaculatória (tempo de latência, controle), sua atividade sexual (freqüência, avaliação detalhada de sua parceira, interação sexual, etc.), perfil psicológico (contexto sócio-cultural, histórico da disfunção, relação com situações específicas, etc.). A partir de um quadro detalhado, que contenha os dados acima expostos, o médico poderá optar por um tratamento mais individualizado, que atenda melhor o paciente dentro do contexto próprio de sua doença. As opções de tratamento são muitas. Incluem as inúmeras formas de psicoterapia e várias opções farmacológicas. Todos possuem indicações específicas, e somente um profissional capacitado está habilitado a indicar a melhor terapia para cada paciente.

TRATAMENTO FARMACOLÓGICO
Na década de 60 notou-se que os antidepressivos possuíam como efeitos colaterais o retardo ou a inibição completa da ejaculação e do orgasmo. Atualmente há uma variedade de antidepressivos no mercado que possuem menos efeitos colaterais e melhores resultados. Um medicamento representante dos antidepressivos, indicado para tratamento da EP, é a clomipramina. Este medicamento alcançou aumentos médios no tempo de latência de 2 a 7 minutos. Entretanto, os estudos com clomipramina relatam que 10 a 30% dos pacientes não respondem bem à droga. Pacientes com EP complicada por insuficiência erétil (dificuldade de ereção) não alcançam os mesmos resultados. A fluoxetina e a paroxetina também apresentam efeitos da inibição ejaculatória. Estas drogas apresentam menos efeitos colaterais, parecem interferir muito pouco com o desejo sexual e com a ereção, no entanto não são tão eficazes quanto a clomipramina. Conclui-se que a clomipramina parece ser a opção mais eficaz para inibir a resposta ejaculatória, mas pode não ser bem tolerada por muitos pacientes, e deve ser bem avaliada sua indicação.

TRATAMENTO PSICOLÓGICO
As causas psicológicas aventadas para a explicação da EP são várias. Entre elas está a hostilidade reprimida à mulher, o medo de perda importante da autoconfiança durante o ato sexual, bloqueios quanto a percepção da própria sexualidade e problemas na disputa pelo poder pelo casal, entre outras. Existem teorias que enfocam a ansiedade, geral ou específica ao ato sexual. Tal ansiedade foi criada, e até mesmo condicionada, pelo impacto das experiências anteriores, excepcionalmente rápidas devido a circunstâncias adversas. Poucas pesquisas clínicas disponíveis apóiam uma ou mais das suposições citadas acima. Intervenções Comportamentais - As intervenções comportamentais e cognitivas demonstram maior eficácia. O método comportamental "stop-squeeze" (pára-comprime) é um exemplo. Esse método sugere que o homem avise a sua parceira quando sentir a vontade de ejacular aproximando-se. Neste ponto interrompe-se o ato sexual e a mulher aplica pressão manual na glande do pênis, até ocorrer redução da vontade. O método de "pára-comprime" pode ser treinado, inicialmente, com a masturbação. Outro método, o "start-stop " (começa-pára), para o tratamento da Ejaculação Precoce, utiliza uma pausa, ao invés de um aperto no início da fase ejaculatória. Acredita-se também que a posição durante a relação sexual, com a mulher por cima ou a posição lateral, permitem um maior controle da ejaculação. A terapia ambulatorial semanal resulta em um alto índice de sucesso (80-90%), em homens com Ejaculação Precoce. Os terapeutas sexuais apresentaram, com o passar do tempo, suas próprias variações desses métodos ou mesmo a criação de novos métodos. Para o sucesso, apesar da variedade de métodos, o homem deve estar atento quanto as suas sensações sexuais para saber exatamente quando interromper o movimento. O casal deve ter habilidade para abordar amplamente a expressão sexual e criatividade durante o ato. A participação da parceira é de grande importância na solução do problema. Varias outras abordagens podem ser utilizadas no tratamento da ejaculação precoce, entre elas estão Tratamento em grupo e o tratamento psicoterápico individual. O Tratamento em grupo é um tipo de tratamento para a Ejaculação Precoce cujos dados são ainda contraditórios. Alguns se beneficiam ao saberem que seus problemas sexuais não são exclusivos, ao saberem como outros casais também lidam com esses problemas. Por outro lado, a maioria dos homens considera a Ejaculação Precoce um problema altamente particular e não se sentem à vontade em discutir o assunto na presença de outros casais, tornando esta forma de tratamento inviável. O Tratamento psicoterápico individual não é tão bem sucedido quanto o trabalho feito com os casais. O tratamento individual, na ausência da parceira, diminui a possibilidade de utilização de técnicas como, por exemplo, o "começa-pára" e o "pára-comprime".Estas técnicas, no entanto, podem ser adaptados para a masturbação. Mas a presença da parceira facilita significativamente o tratamento. Finalmente, é importante salientar, que a principal arma para o tratamento, é o reconhecimento do problema, pesquisa de suas causas e ajuda de um profissional capacitado, pois sabemos que a utilização de técnicas folclóricas e caseiras não trazem resultados e podem agravar o quadro. A ejaculação precoce é um problema comum e de grande repercussão na vida sexual do casal. 


Fonte: Copyright © Bibliomed, Inc. Publicado em 09 de Novembro de 2005. Revisado em 10 de junho de 2013.

CIRCULA NA INTERNET

UMA NOVA MODALIDADE DE DEPENDÊNCIA

IMAGEM DO DIA

Uma bela imagem na aconchegante João Pessoa - PB - Brasil.

PIADA DO BLOG

FREIRA MALDOSA
Em um posto de gasolina de uma estrada qualquer, uma freira queria arranjar uma carona, pediu pra um pediu pra outro, até que conseguiu a carona pra onde ela ia. Após mais ou menos 1 hora na boleia do caminhão a freira e o motorista nada tinham falado até aquele momento. Então ela disse:
- Já faz quase uma hora que estamos viajando e eu não sei nem o seu nome rapaz.
Ele respondeu seco:
- Meu nome é aquilo que a senhora pega toda a noite antes de dormir.
A freira ficou vermelha e não falou mais nada. Depois de mais hora e meia o motorista falou:
- Chegamos é aqui que a senhora desce.
Ela desceu e agradeceu:
- Obrigada Senhor PINTO.
Ele respondeu firme e grosso:
- Meu nome é ROSÁRIO.

TEXTO DO BLOG

A SALADA
por Luis Fernando Verissimo*

Vivemos na era da comunicação total. Basta ter um computador - ou melhor (ou pior), um telefone esperto - para ter à mão toda a informação que se precisa. Já existe a tecnologia para transmitir imagens holográficas de pessoas e coisas, que se materializam, em três dimensões, em qualquer lugar, a qualquer distância, como se estivessem lá. Nas campanhas eleitorais, já é teoricamente possível o candidato ter contato com o eleitorado sem sair de casa. O chamado "corpo a corpo" não tem mais sentido. Ou tem, mas sem os corpos presentes. O candidato pode estar no palanque de um comício em Maceió e num comício em Porto Alegre ao mesmo tempo, dizendo as mesmas coisas. É ele e não é ele, é sua imagem transmitida e multiplicada. O próprio comício torna-se uma coisa obsoleta. E diminuem as viagens dos candidatos em aviões que às vezes caem, um risco proporcionalmente maior num país deste tamanho. Tudo isto é fazível, mas ainda é ficção científica e vai demorar para ser realidade. Provavelmente, nunca será. A política vai sempre exigir a presença física do candidato, o aperto de mão, a pele contra pele e o beijo no bebê. Entre o que poderia ser e o que continuará a ser há um abismo, e foi nesse abismo que desapareceu o Eduardo Campos, como já tinham desaparecido outros antes dele e (bate na madeira) desaparecerão outros depois.
A morte de Campos e o alvoroço que causou no seu partido e nos partidos coligados, indecisos quanto à confirmação ou não da Marina Silva como candidata da aliança, mostra mais uma vez a salada ideológica e programática que é a política brasileira. Parte da aliança faz restrições a Marina, o que deve levar seus apoiadores a estranhar que as restrições não tenham aparecido quando ela foi escolhida como segunda da chapa. Qual é a posição da maioria da aliança quanto às posições da Marina, como sua crítica ao mega-agronegócio, por exemplo? Não se duvida do socialismo sincero da sigla PSB, mas que espécie de socialismo une o resto da aliança? A salada não exclui ninguém, nem o PT, com suas chamadas "alianças espúrias", epitomadas naquela visita à casa do Maluf, uma cena da qual o Lula poderia ter nos poupado.
Nenhum eleitor brasileiro sabe exatamente no que está votando, nessa mistura do pragmatismo dos grandes partidos com o oportunismo dos partidos caroneiros, que não representam nada a não ser a própria gula por um naco de poder. Uma salada decididamente indigesta.

(*) Luis Fernando Veríssimo é escritor.

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