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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

CITAÇÃO DO DIA

“Um por do sol pra iluminar o seu dia; Pra trazer alegria, pra deixar sua vida ainda mais bonita! O sol simboliza a força que você representa, a luz que entra pelos seus olhos, o calor que emana da sua presença tranquila… Um por do sol pra você pensar no seu amor, na paixão que te move, na noite enluarada que não demora, na sensação morna que te devora… Um por do sol pra você lembrar que o amanhã existe. E mesmo quando a tristeza insiste, nada pode ser triste quando se tem esperanças…” (Rivalcir Liberato)

CHARGE DO DIA

MAIS UMA DO ALFREDÃÃÃÃÃÃO.....

RAPIDINHAS DO BLOG...

PREVIDÊNCIA FECHA 2013 COM DÉFICIT DE R$ 51,2 BILHÕES
O Previdência Social terminou o ano de 2013 com um déficit de R$ 51,259 bilhões, o que representa uma alta de 14,8% sobre o rombo de R$ 44,646 bilhões registrado em 2012. Os números do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) foram divulgados nesta quarta-feira, 29. No ano passado, a arrecadação previdenciária somou R$ 313,731 bilhões e a despesa atingiu R$ 364,991 bilhões, considerando valores corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Em 2012, a arrecadação tinha sido de R$ 299,499 bilhões e os gastos alcançaram R$ 344,145 bilhões. Entre os principais fatores que contribuíram para o aumento da despesa estão os reajustes dos benefícios, o crescimento natural do estoque e, principalmente, o pagamento de passivos judiciais e revisões administrativas. Somente essas últimas somaram R$ 2,3 bilhões, explica o Ministério da Previdência Social (MPS), em nota sobre o resultado. O déficit da Previdência pesa diretamente sobre as contas do governo. Nesta quinta, inclusive, o Tesouro Nacional divulga o resultado primário do Governo Central ((Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência) referente ao mês de dezembro e ao ano de 2013 como um todo. A equipe econômica trabalha com a meta de obter, para 2013, um superávit primário de R$ 73 bilhões para o governo central, descontados abatimentos previstos em lei, como investimentos de estatais e desonerações. O Governo Central deve ter apresentado em dezembro um superávit primário de R$ 12,700 bilhões a R$ 16,000 bilhões, de acordo com levantamento finalizado hoje pela reportagem com 17 instituições do mercado financeiro. Considerando somente os dados da previdência urbana, houve superávit de R$ 24,621 bilhões em 2013, 6,9% menor que o saldo positivo de R$ 26,437 bilhões apurado em 2012. A arrecadação previdenciária no setor urbano alcançou R$ 307,439 bilhões no ano passado; enquanto as despesas alcançaram R$ 282,818 bilhões. Em 2012, o segmento urbano havia arrecadado R$ 293,234 bilhões e gastou R$ 266,796 bilhões com benefícios previdenciários. Exclusivamente em dezembro, a previdência urbana apurou superávit de R$ 11,657 bilhões, considerando uma arrecadação de R$ 41,101 bilhões e despesas de R$ 29,444 bilhões. A previdência rural, por sua vez, fechou 2013 com um déficit de R$ 75,880 bilhões, 6,7% maior que o rombo de R$ 71,083 bilhões de 2012. A arrecadação previdenciária rural somou R$ 6,292 bilhões no ano passado, enquanto as despesas atingiram a marca de R$ 82,172 bilhões. Em 2012, o segmento rural havia arrecadado R$ 6,265 bilhões e gastou R$ 77,349 bilhões com benefícios previdenciários. Considerando apenas os números de dezembro, a previdência rural apresentou déficit de R$ 6,204 bilhões, refletindo uma arrecadação de R$ 641 milhões e gastos de R$ 6,846 bilhões. "O aumento da despesa rural pode ser explicado pela política de valorização do salário mínimo, já que 99,4% dos benefícios pagos nesta clientela são de valor de até um salário mínimo", justifica o ministério.Em dezembro de 2013, a Previdência Social pagou 31,199 milhões de benefícios, sendo 27,009 milhões previdenciários e acidentários e, os demais, assistenciais. Houve elevação de 3,8% em comparação com o mesmo mês de 2012. As aposentadorias somaram 17,5 milhões de benefícios. O valor médio dos benefícios pagos pela Previdência de janeiro a dezembro de 2013 foi de R$ 1.001,73. Em relação ao mesmo período de 2006, houve crescimento de 16,6%, destaca MPS.

GRUPO FAZ MAPA 3D DO CÉREBRO DE PACIENTE CUJA MEMÓRIA PAROU NO TEMPO
O paciente de amnésia mais estudado na história da medicina morreu há seis anos, mas um mapa 3D de seu cérebro permitirá que cientistas continuem estudando a lesão que fez sua memória parar no tempo, anunciaram ontem pesquisadores que preservaram o órgão. Henry Molaison, conhecido na literatura médica apenas por suas iniciais, H.M., era portador de "amnésia anterógrada". Podia lembrar perfeitamente bem de sua vida antes até um determinado momento, mas totalmente incapaz de formar memórias permanentes depois daquilo. Sua capacidade de criar novas recordações foi eliminada depois de ele passar por uma cirurgia experimental para epilepsia, em 1953. No procedimento, H.M. teve removidos os dois lados de seu hipocampo, uma estrutura cerebral cuja função não era bem entendida na época. A operação fez com que o paciente passasse a viver o resto da vida como se estivesse acordando um dia depois da operação, em 1953. A situação infeliz, porém, foi o que permitiu a neurocientistas compreenderem melhor a função do hipocampo na formação de memórias. Até 2002, H.M. continuou se voluntariando para estudos de neurociência. Em 1992, assinou um termo doando seu cérebro ao MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) depois que morresse.

VIDA PÓS-MORTE - Cientistas que receberam o material, em parceria com a Universidade da Califórnia em San Diego, seccionaram-no em fatias de 70 micrômetros (espessura de um fio de cabelo) e fotografaram cada uma com uma câmera de resolução microscópica. As fotos foram então sobrepostas num modelo 3D virtual, apresentado hoje na revista "Nature Communications".  O novo mapeamento do cérebro de H.M. confirmou estudos anteriores feitos com ressonância magnética, técnica que vê o cérebro vivo, mas com menor precisão. Parte do hipocampo do paciente tinha ficado intacta, apesar de desconectada do resto do cérebro. O modelo 3D também confirma que houve dano ao córtex entorrinal, a "porta de entrada" de informações do hipocampo. Segundo Suzanne Corkin, do MIT, neurocientista que lidera o estudo e que examinou H.M. ainda em vida, o mapeamento permitirá a cientistas abordarem um mistério: o fato de ele ter mantido a capacidade de se emocionar após sua lesão cerebral. Junto com seu hipocampo, H.M. teve removidas suas amígdalas, estruturas importantes no processamento de emoções. "Mas ele podia ficar triste, bravo e tinha bom senso de humor", diz Corkin. "Será que estruturas residuais que dão suporte a emoção ainda estão intactas em seu cérebro? Agora a ciência pode abordar essa questão". Junto com seu hipocampo, H.M. teve removidas suas amígdalas, estruturas importantes no processamento de emoções. "Mas ele podia ficar triste, bravo e tinha bom senso de humor", diz Corkin. "Será que estruturas residuais que dão suporte a emoção ainda estão intactas em seu cérebro? Agora a ciência pode abordar essa questão".  Pode-se dizer que a lesão cerebral paciente H.M. atraiu a atenção de cientistas mais pelo que ela preservou do que pelo que ela danificou. Mesmo incapaz de formar novas memórias ele continuava sendo um bom papo e não deixou de fazer o que gostava. "Ele adorava jogar bingo, e seu passatempo favorito eram as palavras cruzadas", conta Suzanne Corkin. "Ele via filmes de faroeste na TV, lia poesia e gostava de assistir a missas". A lesão que afetou sua memória era "limpa", diz a cientista, pois preservou outras estruturas cerebrais, tornando H.M. um caso ímpar. Notavelmente ele próprio tinha consciência de seu problema. "Quando pedíamos que se submetesse a questionários e tarefas, ele acenava com sim e dizia que faria qualquer coisa que pudesse ajudar os outros", conta Corkin. "De certa forma, era um herói."

OPERADORAS DE CELULAR GUARDAM DADOS PESSOAIS E ATÉ LOCALIZAÇÃO DE CLIENTES
Um dia depois de participarem de um protesto contra o governo, em Kiev, na última semana, ucranianos receberam no celular uma mensagem amedrontadora: "Caro assinante, você foi registrado como participante de um tumulto", dizia. O episódio gerou receios de espionagem governamental nas redes de celular e pôs a telefonia móvel no centro dos debates sobre privacidade, sempre dominados pelas preocupações com empresas de internet como Google e Facebook. Afinal, clientes devem se preocupar com o que as operadoras de telefonia sabem?
Luiz Fernando Moncau, pesquisador da FGV-RJ, diz que sim. "Várias empresas têm informações sobre seus clientes, mas as de telefonia têm dados que permitem montar um perfil muito preciso do usuário", diz. Moncau ainda acredita que um episódio como o da Ucrânia poderia acontecer no Brasil. "O [governador do Rio de Janeiro] Sérgio Cabral tentou algo parecido durante as manifestações de junho", disse. Ele se refere a um decreto assinado por Cabral para investigar atos de vandalismo em manifestações que previa um prazo de 24 horas para que empresas de internet fornecessem informações para as autoridades, sem citar a necessidade de mandado judicial. Pressionado, o governador do Rio acabou mudando o texto do decreto. No Brasil, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) define que as operadoras são obrigadas a guardar informações detalhadas sobre as chamadas, dados cadastrais e registros da central de atendimento (ver acima) –informações sensíveis, com potencial tanto comercial quanto de vigilância, mas que também são necessárias para o gerenciar o serviço de telefonia. Registros de localização são armazenados, mas, segundo as operadoras, são usados para rastreamento de chamadas de emergência ou quando há mandado judicial, como prevê a Lei. Além disso, não permitem indicar a localização exata de um cliente. "Para fazer um rastreamento mais preciso, seriam necessárias plataformas que as empresas brasileiras não têm", diz Alexander Castro, diretor do SindiTeleBrasil, que reúne as teles. O problema para Moncau, entretanto, é a falta de legislação específica. "Temos regras esparsas sobre privacidade na Constituição, no Código de Defesa do Consumidor e em regulações, mas nada substancial", diz. Em preparação no Ministério da Justiça, o anteprojeto de Lei de Proteção de Dados Pessoais pode preencher a lacuna legal, mas não chegou ao Congresso para ser votado. Tentando descobrir o que seu celular fornecia de informação para empresas de telefonia, o jornalista do Financial Times Daniel Thomas conseguiu acesso, em dezembro de 2013, a todos os seus dados que eram guardados pela operadora. Teve um choque: além de informações detalhadas sobre suas chamadas e mensagens enviadas, eles mostravam seu histórico de localização. Compiladas, as informações "mostraram meus restaurantes favoritos, preferências esportivas e até as voltas de carro que dou para fazer meu filho dormir", escreveu. Em 2011, com a mesma preocupação em mente, Malte Spitz, parlamentar do Partido Verde alemão, processou sua operadora para saber quais dados seus eram armazenados. Descobriu que sua localização havia sido registrada mais de 35 mil vezes em um período de 6 meses. Em posse dos dados de Spitz, a revista alemã "Zeit" cruzou seus registros de localização com informações públicas tiradas da internet, como posts do Twitter e textos noticiosos. O resultado foi uma reconstrução detalhada dos seis meses da rotina do político. Veja aqui.

ARTE NO BLOG

A ARTE DE HENRICK TER BRUGGHEIN – PARTE 02 

Centraal Museum, Utrecht
1621 - The Calling of St Matthew 

Henrick Ter Brugghein foi um pintor holandês, um dos primeiros e melhores expoentes do Caravaggismo no norte da Europa. Nascido numa família Católica, ele foi criado em Utrecht e lá estudou com Bloemaert. Mais tarde despendeu cerca de uma década em Roma (c. 1604-1614) . No seu retorno à Holanda, Henrick tornou-se, junto com Honthorst, o líder do Caravaggismo, associado à Escola de Utrecht.  Ter Brugghein era principalmente um pintor de temas religiosos, mas ele também produziu algumas obras de gênero notáveis, notadamente a tela "Flute Players" (Staatliche Kunstsammlungen, Kassel, 1621), a qual em sua tonalidade sutil - com imagens escuras sobrepostas a um plano de fundo escuro - antecipou por uma geração os recursos de pintores da "Delft School", tais como Fabritius e Vermeer. Apesar de ter sido elogiado por Rubens, que visitou Utrecht em 1627, Ter Brugghen foi esquecido pelos colecionadores dos séculos 18 e 19 e pelos historiadores. A redescoberta da sua pintura sensitiva e poética tem feito parte da nova avaliação da Arte Caravaggistista ao longo do século 20.   

Fonte: Saber Cultural    

RECEITA DO BLOG

PESCADA NO FORNO 

INGREDIENTES:
- 2 Postas de Pescada
- 1 Cebola
- 2 dentes de Alho
- 1 Tomate picado
- 2 folhas de Louro
- Orégãos q.b.
- 1 copo Vinho Branco
- Sal q.b.
- Pimenta preta q.b.

PREPARAÇÃO:
Cubra o fundo de um tabuleiro com cebola cortada às meias-luas.
Junte o alho laminado, o tomate picado e as folhas de louro.
Salpique com oregãos e regue com vinho branco.
Coloque as postas de pescada por cima, tempere com sal e pimenta e leve ao forno.

CIRCULA NA INTERNET

ATENÇÃO: HOJE É SEXTA-FEIRA E  O “BLOG DO BORJÃO” FAZ UM COMUNICADO AOS AMIGOS DO PEITO

IMAGEM DO DIA

Uma belíssima imagem na amada Praia de Tibau - RN - Brasil

PIADA DO BLOG

ALFREDÃO E A SUA CHATA MULHER
A mulher tremendamente chata leva o seu marido, o famoso filósofo Alfredão, ao médico:
- O que o senhor está sentindo? - pergunta o médico, dirigindo-se ao Alfredão.
- Eu...
- Doutor - interrompe a mulher. - O meu marido não come direito, sente vertigens, dores de cabeça...
- Há quanto tempo, o senhor sente-se assim?
- Bem, deve...
- Já faz quase dois meses - torna a mulher. - É que ele não é de ficar reclamando muito e...
- Quantos anos o senhor tem?
- Oiten...
- Vai fazer oitenta e cinco mês que vem - completa a mulher.
Terminada a consulta, o médico escreve a receita, vira-separa a mulher e diz:
- O seu marido precisa de sossego absoluto. Estou lhe receitando uma caixa de soníferos!
- E ele tem que tomar quando, doutor?
- Não é para ele... é para a senhora!

TEXTO DO BLOG

A CONTA DE CHEGAR E A CONTA DE SAIR
por Gaudêncio Torquato*

Não é de hoje que o Brasil vive o dilema de administrar duas contas: a de chegar e a de sair. A primeira abriga repertório, programas e atos que impulsionam o País, garantindo uma escalada crescente na esfera das nações, o que lhe confere respeito, credibilidade para levar a cabo metas e aspirações. Exemplo, o avanço alcançado pela política de inserção social, que propiciou a ascensão de cerca de 30 milhões de brasileiros às classes médias. Um tento.
A segunda reúne o acervo de demandas e carências, erros, falhas e ausências do Estado no exercício de suas funções constitucionais, que mancham a imagem do País na paisagem internacional e, por consequência, o impedem de ostentar a marca de grandeza. Exemplo, os recentes episódios no presídio de Pedrinhas, no Maranhão, cujos detalhes – decapitação de corpos, enforcamentos – ganharam espaço na mídia mundial, projetando estes nossos trópicos no ranking da barbárie e fragilizando seu discurso nos palcos da diplomacia. Uma vergonha.
Afinal, a maior ambição brasileira na esfera da política internacional não é ter assento permanente no Conselho de Segurança da ONU? Mesmo que reunisse condições para tal, é irrefutável que uma nação democrática, caso queira emprestar colaboração à meta de manter a paz e a segurança internacionais, função que compete àquele conselho, precisa demonstrar compromisso com sólida política de segurança interna. Não é o nosso caso.
Um território inseguro, assolado pela violência, que registra 50 mil homicídios anuais, um déficit de 200 mil vagas no sistema carcerário e cerca de 20 pessoas desaparecidas diariamente sob alarmantes violações dos direitos humanos, estaria confortável numa cadeira do órgão que define diretrizes para a segurança mundial? Não seria o caso de inferir que, ali, o Brasil acabaria produzindo incongruente discurso, do tipo faça o que digo, mas não o que faço?
O grau de arrogância e autossuficiência que se vê em diversas frentes da vida institucional – expandido no rastro do bordão “pela primeira vez na História deste país” – funciona como viseira de governantes incapazes de enxergar desvios, corrigir rumos e aceitar sugestões.
Antes que o epíteto de “catastrófico” seja jogado nestas linhas, façamos o exercício de identificar alguns traços da grandeza nacional. Somos uma potência emergente, com elevado papel nos fóruns de decisão política e econômica graças ao desenvolvimento obtido nas últimas décadas. O Brasil encontrou o fio da meada, pagou a dívida ao FMI, exerce papel de liderança entre os países da América do Sul, tem razoável influência na América Central e ajuda países da África, com os quais mantém estreitas relações.
Nossa democracia dá sinais de vitalidade, com o funcionamento pleno dos Poderes, apesar de tensões frequentes, não havendo ameaças de rompimento nos dutos democráticos. A população, já ultrapassando 200 milhões de pessoas, anima-se na trilha da mobilização de grupos e comunidades, a denotar crescente interesse em participar do processo político.
Nosso sistema de consumo se expande sob o empuxo de políticas de redistribuição de renda. Dispomos de moderna estrutura de produção, com monumental seara plantada pelo agronegócio, um animado setor de serviços em expansão, um parque industrial arrojado (mesmo padecendo agruras) e promissoras perspectivas nos campos da exploração de petróleo (pré-sal). O País conquistou, mais recentemente, o comando da Organização Mundial do Comércio, tem a China como principal parceiro comercial, sinaliza expansão na política multilateral e vontade de fortalecer vínculos com os EUA e a Europa. Integra o G-20, o grupo que toca a orquestra da economia internacional. E participou de operações de imposição de paz e ajuda a governos em diversos territórios, como República Dominicana, Canal de Suez, Angola, Moçambique, Líbano, Timor Leste e Haiti.
Essa é a base de um portentoso edifício ou, em outros termos, a conta de chegar para disputar espaços de mando e influência na textura das nações.
O que falta, agora, é estreitar a conta de sair, ou seja, atenuar e mesmo eliminar as tintas que enfeiam a paisagem dos nossos campos e cidades, a começar por declives e despenhadeiros nos vãos da segurança pública. O País tem afundado nesse lamaçal. Desde os anos 1990 se fragmenta o cordão da segurança. Já existem mais de 500 mil adultos encarcerados, número que cresceu 30% nos últimos cinco anos, mas 43% dessa população excede a capacidade do sistema prisional. E há 200 mil presos aguardando julgamento. Somam-se a esse contingente 20 mil adolescentes que cumprem medida socioeducativas com privação de liberdade.
As projeções são sombrias. Frágeis índices de escolaridade, desigualdade, tortura em delegacias e centros de detenção, quadros policiais muito violentos, execuções extrajudiciais, superlotação das prisões, impunidade para abusos, salários vergonhosos de policiais, pobreza nas periferias, ausência de espaços de lazer, falta de treinamento, desaparelhamento de estruturas, a par das angústias urbanas – deficientes sistemas de mobilidade, atendimento precário dos centros de saúde – arrematam a descosturada malha da segurança e elevam às alturas os índices de violência.
O copo das águas destoantes transborda. Os direitos humanos são hasteados nos mastros da cidadania, a deixar ver o apurado gosto nacional por verborragia bombástica. Mas o vento das ruas rasga discursos. Não por acaso, o assessor de Direitos Humanos da Anistia Internacional no Brasil, Maurício Santoro, proclama: “Há por aqui um déficit de justiça muito grande. O Brasil é um país com ótimas leis, mas que não são cumpridas”. Ora, o velho barão de Montesquieu já lidava com esse mote, dizendo: “Quando vou a um país, não examino se há boas leis, mas se são executadas as que há, pois há boas leis por toda parte”.

(*) Gaudêncio Torquato, jornalista, professor titular da USP é consultor político e de comunicação. Twitter: @gaudtorquato

INDICADORES DO BLOG

BOVESPA
BOLSAS DO MUNDO
ÍNDICE
VARIAÇÃO (%)
VARIAÇÃO (PTS)
TOTAL (PTS)
Dow Jones - Estados Unidos
+0,70%
+109,82
15.848,61
S&P 500 - Estados Unidos
+1,13%
+19,99
1.794,19
NASDAQ COMPOSITE
+1,77%
+71,69
4.123,12
DAX Frankfurt - Alemanha
+0,39%
+36,75
9.373,48
CAC 40 - França
+0,55%
+23,04
4.180,02
Euro Stoxx 50 - Europa
+0,53%
+15,85
3.027,30
Merval - Argentina
+3,50%
+198,45
5.857,86
Nikkei 225 - Japão
-2,45%
-376,85
15.007,06
SSE Composite - China
-0,82%
-16,83
2.033,08
Hang Seng - China
-0,48%
-106,19
22.035,42
30/01/2014 21h12 | Thomson Reuters

MOEDAS
MOEDA
COMPRA (R$)
VENDA (R$)
VAR (%)
Dólar Comercial
2,4091
2,4098
-0,99%
Euro
3,2626
3,2653
-0,18%
Libra
3,9688
3,9722
-0,15%
Peso Argentino
0,3007
0,3010
-0,17%
30/01/2014 21h13 | Thomson Reuters

INFLAÇÃO
ÍNDICE
VALOR (%)
IBGE IPCA Month
0,92%
INPC IBGE (mês)
54,00%
BR IPC-FIPE infl
FIPE
IPC-DI FGV (mês)
0,24%
IGP-DI FGV (mês)
1,10%
IGP-M FGV (mês)
0,77%
IPA-DI FGV (ano)
-4,08%
ICV Dieese (mês)
0,93%
30/01/2014 21h15 | Thomson Reuters

JUROS E POUPANÇA
ÍNDICE
VARIAÇÃO (%)
Selic (ano)
10,50%
CDI (ano)
10,26%
TJLP - Taxa de juros de longo prazo (trimestre)
5,00%
TR - Taxa referencial (mês)
0,1228%
Poupança (mês)
0,632%
30/01/2014 21h13 | Thomson Reuters

COMMODITIES
ÍNDICE
VARIAÇÃO (%)
VARIAÇÃO (PTS)
COTAÇÃO (US$)
Prata
-
0,00
19,13
Platina
-
-1,65
1.376,10
Petróleo WTI
+1,07%
+1,01
95,25
Ouro
-
-0,20
1.243,00
Petróleo Brent
-0,06%
-0,06
107,79
Paládio
-
-1,25
703,50

30/01/2014 21h15 | Thomson Reuters 

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

CITAÇÃO DO DIA

“Um político divide os seres humanos em duas classes: instrumentos e inimigos.” (Friedrich Wilhelm Nietzsche)

CHARGE DO DIA


RAPIDINHAS DO BLOG...

ANP ESTIMA R$ 30 BI EM INVESTIMENTO EM PESQUISA NO PAÍS
O aumento da atividade de petróleo no Brasil fará com que sejam investidos nos próximos dez anos no País R$ 30 bilhões em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I), segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP). Anualizado, o número quase sextuplicaria a média de investimentos dos últimos 16 anos (R$ 8,4 bilhões). A agência acredita que o volume poderá tornar o Brasil exportador de tecnologia, içando o País no cenário mundial de inovação em óleo e gás. "Queremos mais recursos em inovação para desenvolver uma cadeia de fornecedores brasileiros", disse o superintendente de pesquisa e desenvolvimento da ANP, Elias Ramos de Souza. Os recursos vêm da exigência de investimentos em PD&I de até 1% da receita bruta de grandes campos. O cálculo ainda não inclui valores que virão da mega área de Libra, já que ainda não há plano de desenvolvimento previsto e a produção só deve começar na virada da década. "Ou seja, nossa expectativa é que este número de R$ 30 bilhões cresça bastante (com a inclusão de Libra)", disse Souza. Uma dificuldade enfrentada hoje pela ANP é não ter claros os resultados da aplicação dos recursos. As empresas declaram o destino dos recursos em relatórios acompanhados pela reguladora, mas há informação insuficiente sobre se os projetos deram frutos efetivos. A agência deve abrir consulta pública entre março e abril para endurecer as exigências. "Ainda não temos bem azeitado o resultado dos investimentos, estamos rediscutindo as regras", afirmou. A previsão de investimento divulgadas nesta terça-feira pela ANP é resultado das perspectivas de produção informadas pelas empresas operadoras à agência. O estudo inclui os campos que já estão produzindo, as áreas no contrato de cessão onerosa (usada na capitalização da Petrobras de 2010) e outras com previsão de produção pelo plano de avaliação. A obrigação de investimentos foi criada depois do fim do monopólio do petróleo, em 1998. Cobra-se 1% da receita bruta, com exceção da área da cessão onerosa, onde vale 0,5%. É uma exigência que só existe no Brasil, já que outros trabalham com incentivos, mas não determinação porcentual da receita. A Petrobras quase monopoliza os investimentos hoje. Foram mais de R$ 3 bilhões entre 2006 e 2013., ou 95% do total aplicado. Mas a intensificação da exploração deve elevar investimentos também de outras empresas. Uma das novidades é a chinesa Sinochem, que já destinou R$ 7 milhões a investimentos, mais do que a Chevron ou a BP, por exemplo. CNOOC e CNPC ainda não aparecem nos dados, mas entrarão em peso nos próximos anos por causa de suas participações na área de Libra. Um dos exemplos de tecnologia desenvolvida com esses recursos, segundo Souza, são os chamados "boiões", em fase final de desenvolvimento pela Petrobras. O equipamento permite uma adaptação para que conectores rígidos (risers) que ligam poço a plataforma funcionem também em águas profundas como as do pré-sal.

STEPHEN HAWKING: BURACOS NEGROS NÃO EXISTEM
Desde o fim dos anos 60, quando o físico americano John Wheeler popularizou o termo “buraco negro”, estes fenômenos astrofísicos entraram no imaginário popular como “monstros” cósmicos cuja gravidade é tão forte que nem a luz pode escapar. Mas poucos anos depois, em 1974, o britânico e também físico Stephen Hawking mostrou que o cenário não era bem assim. Ao aplicar os princípios da mecânica quântica aos buracos negros, Hawking revelou que eles “evaporam”, lentamente emitindo pequenas quantidades de energia na forma de uma radiação que acabou batizada com seu nome. Isso, no entanto, gerou um novo problema. Segundo a Teoria da Relatividade Geral de Einstein, um hipotético e desavisado astronauta que por acaso cruzasse o horizonte de eventos de um buraco negro, como é chamada a “fronteira” destes objetos com o espaço-tempo “normal”, não sentiria nada até que a gravidade ficasse tão poderosa que a força de atração em seus pés seria muito maior do que a sobre a cabeça, esticando-o como um espaguete, num tipo de morte que ficou conhecido como “espaguetificação”. Mas em artigo publicado em meados de 2012, um grupo de físicos - Joseph Polchinski, Ahmed Almheiri, Donald Marolf e James Sully – propôs que a interpretação quântica dos buracos negros implica que o infeliz astronauta encontraria uma muralha de fogo no horizonte de eventos, sendo “frito” antes de ser “espaguetificado”. Isso porque, de acordo com os fundamentos da mecânica quântica, a “informação” (matéria, energia etc) sugada por um buraco negro não se perde para sempre, e à medida que ela escapa do objeto transformada na radiação Hawking “constrói” a muralha de fogo em seu horizonte de eventos.Surgiu então o chamado “paradoxo da muralha de fogo”, pelo qual uma das teorias, ou a Relatividade ou a mecânica quântica, está errada. A conciliação entre estas duas teorias - conhecida como “teoria de tudo” ou “teoria da unificação” por unir a gravidade às outras forças fundamentais da natureza (eletromagnetismo, nuclear forte e nuclear fraca) - tem desafiado os cientistas há quase um século, mas enquanto ela não vem Hawking propôs uma nova solução para o paradoxo. E para isso ele resolveu simplesmente se livrar do conceito de que os buracos negros têm um horizonte de eventos, substituindo-o pela ideia de “horizontes aparentes” que podem capturar a luz mas também podem mudar de forma devido às flutuações quânticas, deixando aberta a possibilidade de que ela escape. “A ausência de um horizonte de eventos significa que não existem buracos negros no sentido de sistemas dos quais a luz não pode escapar para o infinito”, escreveu Hawking em artigo publicado na semana passada no repositório online de acesso aberto “ArXiv”. De acordo com a proposta de Hawking, o horizonte de eventos de um buraco negro pode se expandir para além do horizonte aparente quando ele consome matéria, mas, por outro lado, também pode encolher e ficar menor que o aparente à medida que o objeto “evapora” por meio da radiação Hawking. Por fim, a ideia do físico britânico implica que os buracos negros podem nem ter uma singularidade, isto é, a massa com densidade infinita que os formaria, em seu núcleo. No seu lugar, toda a matéria sugada pelo buraco negro ficaria “presa” logo atrás do horizonte aparente, sem nunca “cair” até um centro. Assim, os buracos negros seriam mais como uma prisão cósmica do que poços mortais, permitindo que a “informação” quântica continue a escapar deles na radiação Hawking, embora de forma tão caótica que seria praticamente impossível saber o que eles “engoliram”. “Seria algo como a previsão do tempo na Terra. Não podemos prever o clima corretamente com mais do que alguns dias de adiantamento”, conclui Hawking no curto artigo, que não passou por revisão de outros cientistas e nem contém cálculos que demonstrem a sua ideia.

BRASIL APARECE EM 84º LUGAR NO RANKING GLOBAL DE VELOCIDADE DA INTERNET
O Brasil ficou na 84ª posição no ranking global de velocidade de conexão de Internet no terceiro trimestre de 2013, tendo caído quatro posições em relação ao mesmo período do ano anterior, informou o estudo State of The Internet, da empresa de segurança online Akamai. O país apresentou velocidade média de 2,7 megabits por segundo (Mbps), um crescimento de 10% em relação ao segundo trimestre de 2013 e de 19% sobre o mesmo período do ano anterior. Mesmo assim, o país caiu do 80º lugar em que estava no trimestre anterior, com 2,4 Mbps. O ranking é formado por 140 países. No quesito, o Brasil ficou atrás de nações como Colômbia, Turquia, Equador, Iraque, Cazaquistão, Argentina e Irlanda. A Coreia do Sul tem a maior velocidade de internet no mundo: 22,1Mbps. A média global de velocidade de conexão foi de 3,6 Mbps no período de julho a setembro. O estudo, que considera países que tenham mais de 25 mil endereços de IP conectados à rede Akamai, identificou que na América Latina, a velocidade média de conexão variou de 3,9 Mbps, no México, a 1,1 Mbps, na Bolívia. No ranking global, os países estão na 57ª e 136ª colocação, respectivamente. Durante o período analisado, o relatório identificou tráfego de ataques a partir de 185 países ou regiões, dez a menos do que o verificado no trimestre anterior, e que traz a China como a fonte de ameaças de maior volume observado, com 35%. A Indonésia, que trocou de posição com a primeira colocada, aparece em segundo lugar, com 20%, e os Estados Unidos permaneceram na terceira colocação, com 11% dos ataques. O Brasil figura em 6º lugar, com 2,1%. 

RIVISTA DO MINO


SAÚDE NO BLOG

VOCÊ ESTÁ DEPENDENTE DE SEU TELEFONE CELULAR?

por Cristiano Nabuco*

A dependência de celular tem surgido como tema recorrente na mídia nos últimos anos e vem atraindo a atenção de clínicos e pesquisadores no mundo todo. Você já deve ter percebido que hoje um simples aparelho celular se aproxima muito mais de um computador pessoal do que o telefone propriamente dito na forma que originalmente o conhecíamos.
Veja que um simples aparelho pode servir como máquina fotográfica, filmadora, dar acesso a redes sociais, ser um despertador, calculadora, rádio, guardar as músicas preferidas, ser um GPS, mandar e receber e-mails, isso sem falar nos inúmeros jogos e aplicativos de diversão, ou seja, um verdadeiro portal pessoal.
Para se ter uma ideia de quanto esse aparelho entrou em nossa vida, segundo algumas pesquisas, ele é o objeto mais oferecido por pais a bebês (para que os mesmos possam se acalmar), vindo à frente, inclusive, da mamadeira e da própria chupeta. Hoje, estima-se que o número de assinantes de telefonia móvel tenha atingido a marca de 5.9 bilhões no mundo, com uma população atual de 7 bilhões de pessoas, ou seja, o telefone celular já se faz presente em lugares onde a água potável e o saneamento básico ainda não chegaram.
E se você ainda não sabe, isso já está criando sérios problemas.
O comportamento descrito pela dependência de celular foi recentemente nomeado de “nomofobia” (do inglês, “no mobile phone”). O termo refere-se ao desconforto apresentado por indivíduos quando estão fora de contato com seus aparelhos celulares, isto é, pelo medo de tornarem-se “tecnologicamente incomunicáveis”.
A força desta “ligação” é tão grande que algumas pessoas, quando longe de seus aparelhos, descrevem sentir muita ansiedade ou mal-estar enquanto outros, inclusive, chegam a apresentar um sintoma chamado “toque fantasma” (dizem que “ouviram” seu telefone tocar) ou ainda dizem ter “sentido” que o mesmo vibrou (por ter recebido alguma mensagem de texto) sem que isso tenha, de fato, ocorrido.
Embora a dependência de telefone celular ainda não seja uma doença oficialmente reconhecida, o uso excessivo já desperta muita preocupação de clínicos e pesquisadores. Para você ter uma noção, um estudo publicado na Tailândia, com 10.191 adolescentes com idade entre 12 e 19 anos, concluiu que quase metade desses indivíduos (48.9%) reportaram ter tido ao menos um dos sintomas relacionados ao uso problemático de telefone celular, tendo 16.7% reportado quatro ou mais sintomas. Destes, a incrível marca de 97.8% apresentaram alguma disfunção em razão da dependência de telefone móvel.
Bem, e no Brasil? Números indicando um alto uso podem ser também encontrados por aqui. O Estudo ‘Mobilidade Brasil 2008’ avaliou como o telefone celular mudou a vida e os costumes dos brasileiros. Mil indivíduos de todas as classes sociais e de ambos os sexos com ao menos 16 anos de idade foram entrevistados em 70 cidades brasileiras, incluindo nove regiões metropolitanas.
O resultado revela que 18% dos entrevistados reportam serem viciados em seus aparelhos celulares. As representantes do sexo feminino (21%) e os jovens com idade entre 16 e 24 anos (23%) se revelam os mais viciados em seus celulares.
Critérios Diagnósticos
E se você ficou curioso para saber se é dependente, veja alguns critérios que usamos para diagnosticar um possível problema:
1)     Saliência cognitiva: Quando o uso do telefone celular domina os pensamentos e comportamentos de uma pessoa, ou seja, quando ela pensa e faz coisas  sempre com a possibilidade de usar o celular;
2)  Alteração do humor: Quando o indivíduo utiliza o celular, experimenta uma       sensação de prazer, euforia ou alívio;
3)  Tolerância: A pessoa necessita passar cada vez mais tempo usando o celular para obter o mesmo prazer obtido anteriormente com o uso;
4)  Sintomas de abstinência: Quando o sujeito se encontra impossibilitado de  usar seu telefone celular, experimenta um grande desconforto emocional;
5) Conflito: O uso do celular criando conflitos com outras pessoas (em geral pessoas mais próximas, como cônjuge e/ou familiares), como também gerando problemas com outras atividades do cotidiano e, finalmente:
6) Recaída: Ocorrendo quando o sujeito apresenta tentativas mal sucedidas de diminuir o uso do celular, voltando a usar o telefone celular com a mesma frequência ou, por vezes,  aumentando ainda mais o tempo de uso.
Conclusão
Entendo que ainda estamos totalmente despreparados para lidar com a inclusão maciça da telefonia celular em nosso cotidiano. E não precisamos ir longe. Nas escolas, apenas para dar um exemplo, são inúmeros os problemas vivenciados por professores e diretores em suas tentativas de controlar ou regular o uso inadequado por parte dos alunos.
Grande parcela da população (jovens, principalmente) dorme acompanhada de seus celulares e acorda despertada pelos mesmos equipamentos (ah, e não saem da cama até que sua rede social seja acessada).
Enfim, a tecnologia é ótima desde que usada de maneira razoável. É bom ficarmos atentos.
Resumo da ópera: Desconecte-se. 

(*) Cristiano Nabuco é psicólogo. Tem Pós-doutorado pelo Departamento de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Atualmente trabalha junto ao PRO-AMITI do Instituto de Psiquiatria do HC/FMUSP. 

CIRCULA NA INTERNET

A “IMPOSTOLÂNDIA” JÁ COMEÇOU...

IMAGEM DO DIA

Um belo flagrante de uma noite de luar na região do Rio São Francisco clicada pela digital do Borjão exposta na telinha da série "Amores Roubados" recentemente exibida pela Rede Globo.

PIADA DO BLOG

AS VELHINHAS AMIGAS
Duas velhinhas bem velhinhas estão jogando sua canastra semanal. 
Uma delas olha para a outra e diz: 
- Por favor, não me leve a mal. Nós somos amigas há tanto tempo e agora eu não consigo me lembrar do seu nome, veja só a minha cabeça. Qual é o seu nome, querida? 
A outra olha fixamente para amiga, por uns dois minutos, coça a testa e diz: 
- Você precisa dessa informação para quando?

TEXTO DO BLOG

XÓPIS
por Luis Fernando Veríssimo*

Não foram os americanos que inventaram o shopping center. Seus antecedentes diretos são as galerias de comércio de Leeds, na Inglaterra, e as passagens de Paris pelas quais flanava, encantado, o Walter Benjamin.
Ou, se você quiser ir mais longe, os bazares do Oriente. Mas foram os americanos que aperfeiçoaram a ideia de cidades fechadas e controladas, à prova de poluição, pedintes, automóveis, variações climáticas e todos os outros inconvenientes da rua.
Cidades só de calçadas, onde nunca chove, neva ou venta, dedicadas exclusivamente às compras e ao lazer — enfim, pequenos (ou enormes) templos de consumo e conforto. Os xópis são civilizações à parte, cuja existência e o sucesso dependem, acima de tudo, de não serem invadidas pelos males da rua.
Dentro dos xópis você pode lamentar a padronização de lojas e grifes, que são as mesmas em todos, e a sensação de estar num ambiente artificial, longe do mundo real, mas não pode deixar de reconhecer que, se a americanização do planeta teve seu lado bom, foi a criação desses bazares modernos, estes centros de conveniências com que o Primeiro Mundo — ou pelo menos uma ilusão de Primeiro Mundo — se espraia pelo mundo todo.
Os xópis não são exclusivos, qualquer um pode entrar num xópi nem que seja só para fugir do calor ou flanar entre as suas vitrines, mas a apreensão causada por essas manifestações de massa nas suas calçadas protegidas, os rolezinhos, soa como privilégio ameaçado.
De um jeito ou de outro, a invasão planejada de xópis tem algo de dessacralização. É a rua se infiltrando no falso Primeiro Mundo. A perigosa rua, que vai acabar estragando a ilusão.
As invasões podem ser passageiras ou podem descambar para violência e saques. Você pode considerar que elas são contra tudo que os templos de consumo representam ou pode vê-las como o ataque de outra civilização à parte, a da irmandade da internet, à civilização dos xópis.
No caso seria o choque de duas potências parecidas, na medida em que as duas pertencem a um primeiro mundo de mentira que não tem muito a ver com a nossa realidade. O difícil seria escolher para qual das duas torcer. Eu ficaria com a mentira dos xópis.

(*) Luis Fernando Verissimo romancista e cronista brasileiro nasceu em 26-09-1936 em Porto Alegre - RS, é filho do grande escritor Érico Veríssimo.

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29/01/2014 19h12 | Thomson Reuters

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29/01/2014 19h12 | Thomson Reuters

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29/01/2014 19h24 | Thomson Reuters

JUROS E POUPANÇA
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Selic (ano)
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TJLP - Taxa de juros de longo prazo (trimestre)
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TR - Taxa referencial (mês)
0,1314%
Poupança (mês)
0,632%
29/01/2014 19h25 | Thomson Reuters

COMMODITIES
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Petróleo Brent
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Paládio
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29/01/2014 19h24 | Thomson Reuters