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sexta-feira, 31 de maio de 2013

CITAÇÃO DO DIA

“Saia de casa para dar um passeio e sorria para as pessoas. Reveja um álbum de família, conte estrelas, telefone aos amigos e diga a quem quiser o seguinte: “Gosto de você”. Converse com Deus, volte a ser criança, apague totalmente a palavra “rancor” do seu coração. Diga muitas vezes “sim”, dê uma boa risada, leia um bom livro, peça ajuda, cumpra uma promessa, cante uma canção. Mude sua aparência, ajude alguém doente, retribua um favor, deixe seu pensamento viajar, quebre a rotina. Escute os sons da natureza, aceite um elogio, perdoe,  principalmente a si mesmo, e demonstre que é feliz. Enfim, viva o simples prazer de… viver.” (Rivalcir Liberato é publicitário, jornalista, escritor, poeta, webdesign gráfico, blogueiro, twiteiro, cozinheiro, pescador e contador de história) 

CHARGE DO DIA


RAPIDINHAS DO BLOG...

INFLAÇÃO E CRÉDITO MAIS RESTRITO DERRUBAM CONSUMO DAS FAMÍLIAS
O ritmo do consumo das famílias esfriou no primeiro trimestre do ano, em relação ao trimestre anterior. A retração nos gastos reflete o impacto da inflação, o crédito mais seletivo por parte dos bancos e a volta do IPI sobre carros. O gasto menor das famílias foi um dos motivos do crescimento de apenas 0,6% no primeiro trimestre, em comparação ao trimestre anterior. O aumento da inflação está provocando a corrosão da massa salarial, a soma total dos salários recebidos pelos brasileiros ocupados, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o que explica a estagnação em 0,1% no consumo das famílias em comparação ao trimestre anterior. Em comparação ao primeiro trimestr do ano passado, a alta do PIB foi de 1,9%. Os números do IBGE indicam que o País está crescendo a um ritmo de 2,4% ao ano. Depois de um crescimento de apenas 0,9% no ano passado, o governo já lançou 18 pacotes de incentivo à economia para rentar fazer o país voltar a crescer, e a meta do governo é de alcançar uma expansão de pelo menos 2,7% este ano. A coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, afirmou durante a coletiva desta quarta-feira, 29, que não é possível o País ter um programa contínuo de incentivo ao consumo. "Tem que ter uma estabilidade", afirmou a coordenadora, ao comentar o ritmo menor de consumo. No primeiro trimestre, a massa salarial cresceu 3,2% sobre o mesmo período do ano passado, também em ritmo mais lento. Refletindo o consumo menor e também a queda das exportações, de 6,4%, a indústria apresentou resultados negativos, com retração de 0,3%.

FÓSSIL ACHADO NA CHINA É CANDIDATO A MAIS ANTIGO ANCESTRAL DAS AVES
A descoberta de um esqueleto intacto e bem preservado do que pode ser o mais antigo ancestral das aves, batizado de Aurornis xui e cuja idade está em torno de 160 milhões de anos, é relatada por pesquisadores belgas na revista "Nature".  Os autores do estudo, liderados por Pascal Godefroit, do Instituto Real de Ciências Naturais da Bélgica, defendem no mesmo artigo uma reclassificação do Archaeopteryx, criatura pré-histórica de 150 milhões de anos descoberta no século 19 e por muito tempo vista como a mais antiga ave.  Recentemente, novos fósseis descobertos por cientistas chineses levaram a um questionamento dessa classificação. A ave primitiva foi, então, colocada entre os dinossauros com penas.  Agora, a nova pesquisa propõe retornar o Archaeopteryx ao grupo dos ancestrais das aves. O fóssil, descoberto na Alemanha, tinha asas e penas como as das aves, mas patas, dentes e cauda longa e ossuda como os de um dinossauro.

MUNDO TEM 2,4 BILHÕES DE INTERNAUTAS
O número de internautas no mundo cresceu 8% em 2012 em relação ao ano anterior, chegando a 2,4 bilhões de pessoas, aponta levantamento realizado pela consultoria Kleiner Perkins Caulfield & Byers. Porém, a rede alcança apenas 34% da população. A China, o país mais populoso do planeta, também é o que possui o maior número de internautas: 564 milhões. A pesquisa dá destaque ao papel das plataformas móveis. No mundo, já existem 1,5 bilhões de assinaturas de serviços de smartphone, crescimento ano a ano de 31%. O aumento no número de dispositivos se reflete no tráfego de dados. Em 2009, as plataformas móveis respondiam por apenas 0,9% do fluxo total de informações. Em 2010, o percentual era de 2,4%. Em maio deste ano, tablets e smartphones respondiam por 15% do tráfego e, até o fim do ano, o percentual deve subir para 30%. Entretanto, os anunciantes ainda não perceberam o valor das plataforma móveis. Em média, uma pessoa passa 12% do seu tempo no smartphone, mas, nos EUA, apenas 3% da verba publicitária foi direcionada a tablets e smartphones.

ARTE NO BLOG

A ARTE DE FRANS KRÜGER


Parade at the Opernplatz - Schloss Charlottenburg, Berlin

Franz Krüger nasceu em 10 de setembro de 1797 em Großbadegast, Köthen, Anhalt,  e morreu em 21 de janeiro de 1857 em Berlim.  Conhecido como Pferde-Krüger, foi um pintor e litógrafo alemão (prussiano). Krüger, a princípio, era mais conhecido por seus retratos e pinturas de cavalos, o que o fez o mais procurado pintor de retratos militares em Berlim. Suas obras de paradas militares e centenas de retratos, o levaram a pintar também muitos quadros para as pessoas de destaque da cidade. Krüger era filho de um fidalgo e sua amizade com o ornitólogo Johann Friedrich Naumann, da cidade lindeira de Ziebigk, o levou a pintar animais. Durante sua vida escolar em Dessau, ele entrou em contato com o pintor de paisagens Karl Kolbe I.  Krüger estudou de 1812 a 1813 na "Art Academy of Berlin" e mais tarde firmou-se como autodidata. Em 1818, suas pinturas com motivos militares foram exibidas na "Art Academy" pela primeira vez. Seu retrato do Príncipe "August of Prussia" (filho do "Príncipe Augustus Ferdinand of Prussia") e "Lord Neidhardt von Gneisenau" fizeram o lastro para sua fama como pintor de retratos, e também o levaram para posteriores trabalhos junto à família real. Em 1825, Krüger foi nomeado "Royal Professor", e membro da "Art Academy". Muitas viagens ao "Russian Tsar Palace" em São Petersburgo e aos castelos em "Hannover" e "Schwerin" se seguiram. Durante uma viagem de estudos a Paris em 1846, ele conheceu Eugène Delacroix. Depois das revoluções de 1848  retornou a Dessau, mas em 1855 tomou parte no "World Exhibition" em Paris. Em 1825 Krüger casou-se com a artista Johanna Eunicke, que morreu em 1856, o que aconteceu também com Krüger um ano mais tarde, tendo sido sepultado em "Dorotheenstädtisch-Friedrichswerderscher Friedhof" em Berlim. 

Fonte: Saber Cultural

RECEITA DO BLOG

ACÉM NA PANELA DE BARRO AO PURÊ 

INGREDIENTES PARA 4 PORÇÕES:
6 tomates médios sem pele e sementes picados, 2 cebolas médias picadas, 1 xíc. de cheiro-verde, 2 col. (chá) de chá verde (de preferência Genmaicha), 2 col. (chá) de sal, 2 col. (chá) de feno-grego, 1 col. (chá) de pimenta-do-reino de preferência moída na hora de usar, 800 g de acém limpo e picado, 4 col. (sopa) de azeite, purê de bananada-terra, ervas frescas lavadas.

MODO DE PREPARO:
Misture numa tigela o tomate com a cebola, o cheiro-verde, o chá verde, o sal, o feno-grego e a pimenta-do-reino. Reserve. Numa panela de barro de 2 litros com tampa, alterne camadas de carne e de tempero. Regue com o azeite de oliva extravirgem e junte 250 ml de água. Tampe a panela e cozinhe em fogo baixo por 3 horas, ou até que a carne fique macia. Tire do fogo. Sirva com o purê. Ervas frescas decoram. 

CIRCULA NA INTERNET

A FOTO DA DISCÓRDIA

IMAGEM DO DIA

A beleza de um dia de maré cheia e de um sol bem "quentinho" na amada Praia de Tibau - RN - Brasil.

PIADA DO BLOG



A NOIVA MENSTRUADA
Ao fazer as suas contas, a noiva percebe que no dia do seu casamento vai ficar menstruada.  desesperada, sem saber como contornar a situação e sem coragem para dizer isso ao noivo, pede que a mãe tente adiar a cerimônia.
- Impossível, dona Izildinha - diz o noivo, ao saber da notícia. - Já está tudo arranjado, igreja, padre, festa... Mas, que ideia mais maluca!
- Sabe o que é... - hesitou a mãe da moça. - É que a Anabel vai estar menstruada durante a Lua de Mel...
- Ora... é só por causa disso! Pois diga para ela que ela pode ficar tranquila, o amor que eu sinto por ela é platônico. Assim que a mãe desliga o telefone, vira-se para a filha:
- Ele quer casar na data marcada mesmo... disse que o que sente por você é Amor Platônico.
- Amor Platônico? O que é isso?
- Eu também não sei... Em todo caso, acho melhor você lavar bem o seu rabo e levar uma lata de vaselina!

TEXTO DO BLOG

MENTIRINHAS, PAVONADA E MEIAS VERDADES
por Gaudêncio Torquato*

Balões de ensaio, versões polêmicas, verdades (meias verdades) e boatos costumam compor a locução rotineira dos centros e das margens sociais, que se expande nas tubas de ressonância das mídias impressa e eletrônica e, agora, nas céleres redes sociais da internet.
Balões de ensaio são geralmente produtos manipulados em laboratórios político-partidários e visam, sobretudo, testar o grau de aceitação/rejeição social a atores ou ideias; versões de conteúdo polêmico são criadas por grupos ou pessoas para contradizer pontos de vista oficiais; verdades ou meias verdades, quando expressas em linguagem que destoa do porte litúrgico da autoridade que as emite, acabam criando embaraços para as instituições; e, fechando as comunicações que causam sensação, estão os boatos que, ao abarcarem temas sensíveis à grupamentos e setores, chegam a provocar ondas de pânico, contribuindo para a desorganização de estruturas e ameaçando a credibilidade de governantes.
Numa cultura como a nossa, pontilhada por padrões que ferem a boa conduta, como oportunismo, má fé, ausência de compromissos, não causam surpresa coisas como factóides, perorações messiânicas, troca recíproca de verbos ferinos que adensam a tensão entre os Poderes da República. A pavonada - a ostentação dos galiformes - dá o tom maior dos discursos desbocados.
É o que se tem visto. Comecemos pela fala que ganha o carimbo de “politicamente incorreta”, da lavra do presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa. Disse ele em palestra numa Faculdade de Direito: os partidos políticos são de “mentirinha” e o Congresso é “inteiramente dominado pelo Poder Executivo”.
Examinemos a fala. É evidente que os partidos são entes legais, legítimos e enquadrados nos estatutos da vida partidária. Se Sua Excelência pretendeu se referir à pasteurização, à perda da densidade ideológica, ao arrefecimento das bases, ao declínio das oposições, fenômenos que os tornam amorfos e assemelhados, na esteira da crise da democracia representativa, tem lá sua razão.
Partidos representam parcelas do pensamento social e devem clarificar seu ideário. Mas a politicagem acaba tomando o lugar da política, entendendo-se aquela como a competição entre partidos para ocupar espaços nas estruturas governativas e aumentar seu poder. A expressão “mentirinha” soa mal no dicionário do comandante da mais corte de justiça. Denota o deboche.
É sabido que o Poder Legislativo frequentemente é refém do Poder Executivo, tanto pelo fluxo legisferante que patrocina (projetos de sua lavra, excesso de Medidas Provisórias), quanto pela condição do parlamentar que se vê obrigado a suplicar para que recursos do Orçamento para suas bases sejam liberados pela presidente da República.
Essa é a costumeira avaliação que se faz da força do Executivo sobre o Legislativo, motivo que ensejará, em breve, debate sobre o orçamento impositivo, que extinguiria a exigência de liberação de verbas pela presidente.
Dizer, porém, que o Congresso é dominado plenamente pelo Poder Executivo também é exagero, posto que o embate entre os dois Poderes tem se acirrado.
Derrotas do governo são frequentes, apesar do rolo compressor da base governista, como se viu na votação do Código Florestal.
O ministro Barbosa, extrapolando os limites da linguagem formal, comete uma ba(r)boseira, aqui entendida não como asneira, bobagem( como podem supor leitores influenciados pela fonética), mas pela já afamada mania de rasgar a fantasia litúrgica que veste o altar do Judiciário.
Entremos, agora, nas versões polêmicas. A de maior impacto, nos últimos dias, foi o editorial do jornal Financial Times, dizendo que a sensação de que tudo corre bem no Brasil é apenas uma “fachada”, ou seja, um verniz para encobrir as rachaduras da parede.
A base de argumentação é a de que o crescimento da economia foi de menos de 1% e, este ano, o país cresce menos do que o Japão. De certa forma, a observação do FT assemelha-se à “mentirinha” proclamada pelo presidente do STF, a corroborar a tese de que nossos trópicos são, por excelência, o habitat da cultura da relatividade, caracterizada por equações que escapam ao rigor aritmético.
Por aqui, o mais pode ser menos e vice-versa e até os contrários mudam de posição, como descreve o poema do saudoso Millôr sobre o Referendo do Desarmamento (2005): “Pedem-me um Não, eu digo “Pois sim”/ Exigem um Sim, digo “Pois não”/ E entre o sim e o não/ Eu me mantenho na contramão”. Por que a opinião do jornal inglês é polêmica? Porque a sensação de bem estar social é um fenômeno captado por pesquisas.
O assistencialismo do programa de Bolsas mantém as margens sob certo conforto, mostrando, ainda, que o pibinho (pífio crescimento da economia) não chega a alterar o ânimo das margens sociais. O dado usado pelo ciclo lulista/dilmista funciona ainda como anteparo às baterias críticas: 30 milhões ingressos na classe média.
Os balões de ensaio enfeitam os céus. Basta ver os nomes do PT que Lula vai enfileirando na direção do Palácio dos Bandeirantes. Ou o balão chamado Eduardo Campos.
Por fim, os boatos, as mentiras, geralmente de origem desconhecida, transportadas por uma rede sociológica de grupinhos.
Alguém arquiteta uma situação, com impacto sobre os instintos de sobrevivência (bolso, barriga), conta o caso para um grupo, e dali, por vias diferentes, as pessoas vão passando a história para a frente, multiplicando indefinidamente o boato.
Batendo nas redes sociais, o boato corre como rastilho de pólvora, como se viu com a onda de extinção do Bolsa Família. O corre-corre superlotou as agências da Caixa Econômica. Politicagem? Pouco provável.
Na primeira hora, os bolsistas se revoltam contra o governo, mas na hora da verdade, os rumores, como um bumerangue, batem nas fontes por acaso identificadas. Brincadeira de mau gosto? Provável. A pilhéria, a piada, a gozação, a zorra frequentam, até, nossas tragédias cotidianas.

(*) Gaudêncio Torquato, jornalista, professor titular da USP, consultor político e de comunicação. Twitter: @gaudtorquato

INDICADORES DO BLOG

BOVESPA

BOLSAS DO MUNDO
ÍNDICE
VARIAÇÃO (%)
VARIAÇÃO (PTS)
TOTAL (PTS)
Dow Jones - Estados Unidos
+0,14%
+21,73
15.324,53
S&P 500 - Estados Unidos
+0,37%
+6,05
1.654,41
Nasdaq - Estados Unidos
-0,72%
-21,65
2.992,16
DAX Frankfurt - Alemanha
+0,76%
+63,62
8.400,20
CAC 40 - França
+0,56%
+22,19
3.996,31
Euro Stoxx 50 - Europa
+0,45%
+12,66
2.799,20
Merval - Argentina
+1,16%
+40,54
3.514,60
Nikkei 225 - Japão
-5,15%
-737,43
13.589,03
SSE Composite - China
-0,27%
-6,27
2.317,75
Hang Seng - China
-0,31%
-70,62
22.484,31
30/05/2013 18h09 | Thomson Reuters

MOEDAS
MOEDA
COMPRA (R$)
VENDA (R$)
VAR (%)
Dólar Comercial
2,1101
2,1111
-0,12%
Euro
2,7516
2,7540
+0,79%
Libra
3,2130
3,2163
+0,64%
Peso Argentino
0,3995
0,3998
-0,10%
30/05/2013 18h16 | Thomson Reuters

INFLAÇÃO
ÍNDICE
VALOR (%)
IBGE IPCA Month
0,55%
INPC IBGE (mês)
59,00%
BR IPC-FIPE infl
FIPE
IPC-DI FGV (mês)
0,08%
IGP-DI FGV (mês)
1,10%
IGP-M FGV (mês)
0,77%
IPA-DI FGV (ano)
0,00%
ICV Dieese (mês)
0,93%
30/05/2013 18h15 | Thomson Reuters

JUROS E POUPANÇA
ÍNDICE
VARIAÇÃO (%)
Selic (ano)
8,00%
CDI (ano)
7,21%
TJLP - Taxa de juros de longo prazo (trimestre)
5,00%
TR - Taxa referencial (mês)
0,0000%
Poupança (mês)
0,500%
30/05/2013 18h16 | Thomson Reuters

COMMODITIES
ÍNDICE
VARIAÇÃO (%)
VARIAÇÃO (PTS)
COTAÇÃO (US$)
Prata
-
+0,26
22,74
Platina
-
+29,50
1.482,00
Petróleo WTI
+1,07%
+1,01
95,25
Ouro
-
+20,76
1.413,21
Petróleo Brent
-0,25%
-0,26
102,17
Paládio
-
+8,29
755,00
30/05/2013 18h21 | Thomson Reuters

quinta-feira, 30 de maio de 2013

CITAÇÃO DO DIA

“Talvez haja apenas um pecado capital: a impaciência. Devido à impaciência, fomos expulsos do Paraíso; devido à impaciência, não podemos voltar.” (Franz Kafka (1884-1924), escritor checo)

CHARGE DO DIA


RAPIDINHAS DO BLOG...

ECONOMIA BRASILEIRA CRESCE 0,6% NO PRIMEIRO TRIMESTRE DO ANO
Depois do "pibinho" de 2012, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre deste ano foi de 0,6% na comparação com o último trimestre de 2012. O dado foi divulgado nesta quarta-feira, 29, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou abaixo da mediana das projeções do mercado (AE Projeções), de 0,90%, e dentro das estimativas dos analistas, que iam de alta de 0,55% a 1,20%. O desempenho foi puxado pelo setor de agropecuária, que avançou 9,7% na comparação com o último trimestre de 2012. No mesmo período, o setor de serviços cresceu 0,5% e a indústria caiu 0,3%. Em valores correntes, o PIB do primeiro trimestre deste ano somou R$ 1,110 trilhão. No acumulado dos quatro últimos trimestres, o PIB registrou crescimento de 1,2%, segundo o IBGE. O PIB brasileiro cresceu 1,9% no primeiro trimestre deste ano ante igual período de 2012, segundo o IBGE. A agropecuária cresceu 17% no primeiro trimestre na comparação com o mesmo período de 2012. Já o PIB da indústria caiu 1,4% no primeiro trimestre deste ano na comparação anual. O setor de serviços teve crescimento de 1,9% na mesma base de comparação. O investimento, dado pela Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), subiu 4,6% no primeiro trimestre contra o quarto trimestre de 2012. Foi o maior número desde o primeiro trimestre de 2010, quando foi 4,7%. Na comparação anual, a FBCF cresceu 3% - foi o maior crescimento desde o segundo trimestre de 2010, quando foi de 6,2%, na mesma base de comparação. Segundo o IBGE, a taxa de investimento (FBCF/PIB) no primeiro trimestre de 2013 foi de 18,4%. As Contas Nacionais Trimestrais revelaram que as exportações caíram 6,4% na comparação com os últimos três meses de 2012. Já ante igual período do ano passado, a queda foi de 5,7%. Já as importações subiram 6,3% na comparação trimestral e 7,4% na anual. No primeiro trimestre ante o quarto trimestre de 2012, houve alta de 0,1% no consumo das famílias. A alta foi de 2,1% no primeiro trimestre deste ano ante igual período de 2012. O consumo do governo, por sua vez, ficou estável no primeiro trimestre ante o quarto trimestre de 2012 e teve alta de 1,6% no primeiro trimestre ante igual período de 2012. O IBGE revisou a variação do PIB do terceiro trimestre de 2012 ante o segundo trimestre do mesmo ano, de 0,4% para 0,3%. Após a divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado a prévia do PIB, no dia 16 de maio, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi cauteloso e evitou fazer previsões. Na ocasião, Mantega comentou que era melhor "esperar o dado concreto. Então, não vamos nos antecipar. Vamos esperar o final do mês para ver o dado concreto". O IBC-Br subiu 1,05% no primeiro trimestre de 2013 em relação aos três últimos meses de 2012, no dado com ajuste sazonal. A postura mais cautelosa do ministro da Fazenda neste ano difere do ano passado. Em junho de 2012, depois que o banco Credit Suisse cortou a projeção de crescimento do PIB brasileiro de 2012 para 1,5%, Mantega chegou a comentar: "É uma piada. Vai ser muito mais que isso". O resultado final veio abaixo - o chamado "pibinho" - e o Brasil cresceu 0,9% em 2012, o pior desempenho desde o pico da crise, em 2009, quando encolheu 0,3%. A expectativa é que a economia brasileira volte a crescer com mais força neste ano, impulsionada por uma safra recorde de grãos e pela retomada da indústria e dos investimentos. A maioria dos economistas projeta avanço de 3% do PIB, embora existam apostas de até 4%. Nesta semana, fontes da equipe econômica de Dilma Rousseff disseram que circula internamente no governo a meta de que o País precisa crescer pelo menos 2,7% neste ano. O número representa o melhor desempenho do crescimento do Brasil no governo Dilma, em 2011. Na pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central nesta segunda-feira, o mercado financeiro revisou o número para baixo mais uma vez, de 2,98% para 2,93%. Já na semana passada, a Organização das Nações Unidas (ONU) rebaixou a projeção de crescimento para o Brasil em 2013 para 3%. Em janeiro, quando a ONU divulgou as estimativas iniciais para o ano, esse número era 4%. O Brasil foi o país com a maior revisão para baixo nas projeções, de acordo com o relatório "Situação Econômica Mundial e Perspectivas".

CAÇADOR DE PLANETAS DA NASA PIFA, MAS ESTUDOS CONTINUAM
A mais ambiciosa e poderosa missão de caça a planetas pode ter um fim prematuro. Mas ainda haverá novas descobertas vindas do satélite Kepler durante anos. O telescópio da Nasa, agência espacial americana, parou de colher dados científicos em 11 de maio, após a pane de um de seus giroscópios. São quatro ao todo, e sua função é permitir o direcionamento preciso do telescópio para a região do céu escolhida para a pesquisa, onde ele monitora cerca de 150 mil estrelas em busca de sinais de planetas ao seu redor. A precisão oferecida pelos giroscópios é de um milionésimo de grau, e o Kepler poderia operar com só três deles. Só que um já havia pifado no ano passado e, agora, outro encalhou. O satélite entrou em "modo de segurança" (como um computador doméstico quando tem um problema) e sua orientação é mantida por propulsores. Os engenheiros do projeto elaboram um plano que tentará recuperar um dos dois dispositivos pifados. "Qualquer ação de recuperação levará tempo", diz Roger Hunter, gerente da missão. "Possivelmente meses."
Embora a interrupção da missão --sem falar no possível término-- seja desanimadora, é importante lembrar que o satélite, lançado em 2009, cumpriu sua meta primária de operar por 3,5 anos. Durante esse período, o sucesso foi grande. Além de 132 planetas comprovadamente descobertos, a análise inicial aponta que ainda há 2.608 candidatos a verificar, além de outros que podem estar escondidos nos dados brutos. Com isso, pela primeira vez os astrônomos puderam estimar de forma realista o número de planetas na Via Láctea --na casa dos 100 bilhões. Mas o grande prêmio da caça aos planetas ainda não foi conquistado: a localização de um mundo do exato tamanho da Terra e na mesma posição com relação a uma estrela similar ao Sol. Para isso, novos projetos devem pegar o bastão de onde o Kepler deixou. Entre eles está seu sucessor direto, batizado pela Nasa de Tess (sigla para Satélite de Pesquisa de Exoplanetas em Trânsito). "O Tess vai fazer a primeira pesquisa de trânsitos no céu inteiro, cobrindo 400 vezes mais céu do que qualquer missão anterior", diz George Ricker, do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), que lidera a missão. A ESA (agência espacial europeia) também trabalha num sucessor para seu próprio satélite caçador de planetas, o Corot. Batizado de Plato, ele ainda não tem data de lançamento, mas deve sair depois do americano, programado para 2017. Já o Telescópio Espacial James Webb, da Nasa, será capaz de sondar até a composição atmosférica de alguns exoplanetas rochosos. Pode até pintar o primeiro sinal concreto de um planeta que tenha vida. Mas isso só após o lançamento, em 2018. Em solo, os instrumentos preferenciais para caçar planetas são os espectrógrafos, que detectam a assinatura de luz do bamboleio gravitacional de uma estrela, conforme planetas giram ao seu redor. Uma nova geração desses instrumentos está sendo preparada para os grandes telescópios já operacionais, como os do Observatório Europeu do Sul, no Chile.

TWITTER DEVE SE POSICIONAR COMO PRINCIPAL MÍDIA SOCIAL DE DIVULGAÇÃO DE NOTÍCIAS
O Twitter, que começou como uma ferramenta para compartilhar postagens de blogs abreviadas, agora chegou também a grande parte da imprensa. Esse pode ser o avanço mais significativo para a divulgação de informações desde, se não o linotipo e o telégrafo, ao menos, a transmissão de TV via cabo. A cada nova notícia, a presença e a influência do Twitter avançam. Ele é um "termômetro" em tempo real e, para cada vez mais consumidores, é um local de notícias passivas ou de bastidores, como as rádios locais foram um dia, mas em uma escala internacional. Isso representa um mar de mudanças para a mídia tradicional, o levante de uma plataforma nova e central, mas talvez não seja essa evolução que o Twitter esperava. entretanto, a imprensa como um todo está analisando o caso. Os anunciantes se tornam cada vez mais resistentes não só aos jornais, mas também ao mercado de notícias em geral. O Twitter poderia ter uma proposta mais atraente se tivesse se tornado uma ferramenta de microblog para interesses especializados e um setor de nicho para escritores, que chamam mais a atenção de anunciantes devido ao público segmentado. Mas o Twitter acabou no setor de compartilhamento de conteúdos jornalísticos. E o mercado midiático pode ser muito bom para quem se posiciona como líder, como um canal necessário e confiável --senão o único. A direção do Twitter está clara: embora ainda incipiente, ele é um ponto focal para a distribuição de notícias. O site vem se tornando o primeiro local em que as pessoas procuram informações. Quase todos os profissionais de imprensa buscam dados no Twitter --tanto os funcionários, quanto as próprias empresas jornalísticas, percebem a funcionalidade da ferramenta. Agora, o microblog precisa ganhar dinheiro com isso. Entretanto, o caminho não é criar conteúdos próprios. A companhia fará isso aumentando sua dominância e influência como redistribuidor de notícias. Aqui encontramos pontos de inflexão entre a antiga e a nova mídia. A imprensa antiga --seja em se tratando de músicas, livros ou programas de TV--, desesperada para seguir sua audiência, se alinha com os novos distribuidores digitais, como iTunes, Amazon e Netflix. Mas a questão é que, diferentemente da mídia de outros tempos, um distribuidor em pouco tempo chega a uma posição singular, sem competidores reais. Ser um distribuidor primário significa ter um controle extraordinário. Quer dizer que não há opções. Não há outra forma de atingir o mercado. O futuro financeiro do Twitter não está nos tuítes isolados de internautas, mas no relacionamento com os principais veículos de imprensa e produtores de conteúdo. É dessas organizações que o site quer se tornar uma ligação necessária ou até mesmo um "parceiro". Na semana passada, o microblog anunciou uma série de acordos com produtores de conteúdos, como Time Inc, Bloomberg, Discovery, Vevo, Vice Media, Condé Nast Entertainment e Warner Music Group, em um programa chamado Twitter Amplify, que, basicamente, junta anunciantes e empresas sobre o guarda-chuva do Twitter. O Twitter avança em participação, alcance e velocidade de notícias, transformando a forma de divulgação de conteúdos. Mas, nesse cenário, a empresa tentará usar essa nova realidade a seu favor. Esse não é um curso conspiratório ou antinatural: todas as principais plataformas digitais devem exercer uma dominância desproporcional sobre as indústrias que mais necessitam --esse é o objetivo. Com a web repleta de investidores e membros de conselhos compartilhados (investidores-chave do Facebook são também do Twitter; Jeff Bezos, da loja virtual Amazon, pessoalmente investe no microblog há muito tempo), a indústria da tecnologia em si não é propícia para oferecer um competidor para o Twitter e uma alternativa para o mercado editorial. O Google Reader, que tem função parecida com a do Twitter atualmente, será descontinuado no dia 1º de julho. O confundador da rede de microblogs, Ev Willians, deixou a gerência ativa da empresa em 2010 e desde então desenvolve o Medium, uma plataforma com o mesmo estilo do Twitter, mas que oferece postagens mais longas, como um sistema de blogs. Esse é um potencial competidor ao menos para o Twitter, que pode futuramente até mesmo comprá-lo. Portanto, fica a cargo das companhias de comunicação a produção de uma alternativa para sua própria obsolescência, subordinação e perda de controle da ferramenta de divulgação. O motivo pelo qual grandes veículos de imprensa, como o "New York Times", estariam pensando em algo diferente disso desafia a lógica. Mas, indubitavelmente, as companhias produtoras de conteúdos não têm nem a vontade, nem a fórmula alternativa para o Twitter. De certa forma, o microblog lembra muito uma impressora: oferece uma função necessária. Uma impressora cheia de poderes que está unicamente posicionada para influenciar o que você diz, como você dirá e tendo seu próprio nível de participação de lucros. Mas há muitas impressoras e nenhuma delas é superpoderosa. Haverá apenas um Twitter.