Seja bem vindo ao "Blog do Borjão"

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

MENSAGEM DO BLOG




NOTA DO BLOG: 
COMUNICAMOS QUE EM VIRTUDE DAS FESTAS DE NATAL E ANO NOVO, O BLOG DO BORJÃO NÃO TERÁ ATUALIZAÇÕES NO PERÍODO DE 25-12-2012 A 01-01-2013.

CITAÇÃO DO DIA


“Existem presentes que vêm do amor, e que geram amor; esses são os presentes próprios para o dia de Natal.”  (Harriet Beecher Stowe 1811-1896), escritora americana)

CHARGE DO DIA


RAPIDINHAS DO BLOG...


TV PAGA ALCANÇOU 15,9 MI DE DOMICÍLIOS EM NOVEMBRO
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) divulgou que o Brasil fechou novembro com mais de 15,9 milhões de domicílios com TV por Assinatura. No mês passado, houve acréscimo de 266.860 assinantes. Os números representam um crescimento de 1,7% em relação a outubro de 2012 e de 28,3% em relação a novembro de 2011. De acordo com os cálculos da Anatel, considerando a média de 3,3 pessoas por residência conforme critério do IBGE, atualmente os serviços de TV paga estão distribuídos para aproximadamente 52,7 milhões de brasileiros e presentes em quase 27% dos domicílios do País. A agência destaca que o Sudeste ainda lidera o número de residências que possuem TV paga, com a presença desse serviço em 38,2% dos domicílios. Em novembro, o Sudeste registrou um total de 9.962.643 de assinantes. O Sul, em segundo lugar, registrou no mês passado 2.362.423 de assinantes. Depois vêm Nordeste (1.901.802), Centro-Oeste (1.057.761) e Norte (682.321). Entre as Unidades da Federação, destacam-se o Distrito Federal e os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Amazonas, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, por terem registrado desempenho acima da média nacional, quanto à densidade dos serviços de TV por Assinatura, que hoje é de 26,9%. O Distrito Federal tem a maior densidade do País (49,1%) e o Piauí a menor (7,3%). Hoje a maior fatia desse mercado é da NET/Embratel, com 8.412.460 de assinantes, seguida pela SKY/Directv (4.958.984), Oi (705.448), Telefônica (598.837), GVT (410.392), Algar (111.008) e ViaCabo (106.171).

CANNABIS NÃO ALIVIA DOR MAS A TORNA MAIS TOLERÁVEL, SEGUNDO ESTUDO BRITÂNICO
A cannabis não serve para aliviar a dor mas a torna mais tolerável para algumas pessoas, segundo um estudo divulgado da universidade britânica de Oxford. Os autores do estudo, publicado no último número da revista Pain, descobriram que a substância psicoativa da cannabis reduz a atividade em regiões do cérebro associadas à parte emocional da dor. Por outro lado, essas mudanças não foram detectadas na região do cérebro associada diretamente à sensação de dor. Os especialistas afirmaram que a cannabis pode tornar a dor mais tolerável, embora não em todos os casos, já que algumas pessoas não são sensíveis aos seus efeitos. A equipe de pesquisadores do centro de ressonância magnética do cérebro da universidade de Oxford, dirigido por Michael Lee, baseou suas conclusões em um pequeno experimento com doze pessoas saudáveis. A atividade cerebral delas foi acompanhada após a ingestão de uma pastilha com 15 miligramas de THC, substância psicoativa da cannabis e responsável por seus efeitos. Depois, os pesquisadores provocaram dor nas 12 pessoas ao passar em suas pernas um creme com o componente que causa a ardência da pimenta-malagueta. Também foi feito um teste com a aplicação de placebo ao invés do THC. Os cientistas observaram que com o THC os voluntários avaliavam que a dor era mais tolerável. Além disso, notaram que seu consumo ativava a região do cérebro que determina "a reação emocional à dor", e não a que codifica "a sensação" de dor. Para corroborar estas conclusões, Lee disse que serão precisos mais estudos, realizados por mais tempo e com pacientes com dor crônica.

TABLET POPULAR DOMINA MERCADO NO PAÍS
Nada de iPad ou tablet que exige muito do bolso. O que atraiu os brasileiros neste ano foram as pranchetas eletrônicas com custo abaixo de R$ 1.000. De janeiro a outubro de 2012, a participação dessa categoria no mercado de tablets subiu de 25,3% para 57,7%, segundo levantamento da empresa de pesquisa Nielsen. Não são aparelhos extremamente sofisticados, mas têm as características suficientes para o usuário de nível básico: preço acessível, plataforma Android, conexão Wi-Fi à internet e sete polegadas, tamanho que torna fácil a tarefa de carregar o dispositivo numa bolsa ou num casaco. "O iPad e o Galaxy Tab são os tops de linha, mas o mercado está concentrado nos tablets mais simples", disse Thiago Moreira, diretor de Telecom da Nielsen. "No ranking dos tablets mais vendidos do Brasil, os quatro primeiros custam menos do que R$ 1.000". Uma empresa importante nesse setor é a DL, que tem dez modelos de tablets em linha de produção a preços que variam entre R$ 350 e R$ 1.300. Se analisados os números fornecidos pela empresa e o último levantamento da IDC, é possível dizer que a DL tem cerca de um terço do mercado - a consultoria prevê que 2,9 milhões de tablets sejam vendidos no Brasil neste ano, e a DL espera encerrar 2012 com 1 milhão de tablets produzidos. A fábrica da empresa fica em Santa Rita do Sapucaí, em Minas Gerais. Lá são feitas tabuletas pretas, brancas, cor-de-rosa, com suporte para Wi-Fi e/ou 3G, com tela 3D (para ser usado com óculos), com plataforma configurada para crianças, de 7, 8 e 10 polegadas. É uma variedade que destoa de grandes empresas, como a Apple, que deu início a esse mercado em 2010 e está agora no seu quinto modelo - o iPad mini, de 7,9 polegadas. Os anteriores têm 9,7 polegadas e estão disponíveis em preto e branco. "Eles são multinacionais e não conseguem lançar produtos para nichos específicos", disse o chinês Paulo Xu, fundador da DL. "Nós estudamos o mercado e sabemos que o rosa que agrada à brasileira é o mais forte, não o mais claro". Apesar de não ter nascido no País e ainda ter um sotaque forte, ele sabe das necessidades da classe média. Quando se mudou da China para o Brasil, seu primeiro emprego foi como cozinheiro de um restaurante. O salário era de R$ 450 por mês e ele vivia em cima do restaurante, num quarto de três metros quadrados. Até se tornar uma potência no mercado das pranchetas, ele abriu o próprio restaurante e depois passou a importar panelas elétricas para arroz sob o nome Doce Lar (DL). O negócio evoluiu para a produção local de eletrônicos e fez a sigla DL virar Digital Life, como revelam os sites dos revendedores da marca. Hoje a empresa fatura R$ 200 milhões. Outra companhia que aposta na variedade das pranchetas é a brasileira Multilaser. A empresa, que chegou ao mercado há 25 anos com cartuchos para impressoras, tem sete modelos de tablets (cores e tamanhos variados). O de maior sucesso é o Diamond, de R$ 439, que deve representar até o fim do ano metade das vendas de 500 mil tablets. AOC e Positivo também são marcas importantes no mercado nacional. Em comum, têm a variedade de modelos e o preço ao alcance do bolso do brasileiro. 

COLÍRIO DO BLOG


NATHALIA COSTA – UM COLÍRIO EM 05 GOTAS PARA A FESTA DOS NOSSOS OLHOS





  
PERFIL DO COLÍRIO

NATAL 2012: NATHALIA COSTAO COLÍRIO ESPECIAL DE NATAL. Nas fotos, uma morena espetacular: Nathalia Costa! Aos 26 anos, ela já havia fotografado para o site Bella da Semana e agora volta – ainda mais charmosa - para comemorar a data com vocês! As fotos que vocês estão prestes a ver foram todas dedicadas a ela, que adora passar o Natal com a família e faz coleção de lingeries. Já imaginou as peças que a moça tem em casa?
Data e local de nascimento: 06 de março de 1985, em Blumenau (SC).
Cidade onde mora: Ilhota (SC).


MEDIDAS 
Altura: 1.62m. 
Quadril: 92cm. 
Cintura: 65cm. 
Busto: 87cm. 
Pés: 35.


EFEITOS COLATERAIS DO COLÍRIO DO BLOG
Aumento da freqüência cardíaca, endurecimento dos membros, falta de ar e insônia.

PRECAUÇÕES
O uso prolongado pode causar dependência

CAUSOS DO BLOG


NÓIS TAMO É LASCADO!

por Severino Nunes de Melo

Dois matutos de Monteiro no Cariri paraibano, cansados da seca e das promessas dos políticos, decidiram tentar a vida em uma cidade grande. Venderam o burro, o jumento e o cavalo e na esperança de um dia voltar, rumaram para o Rio de Janeiro.
Chegando lá, por sorte, arranjaram empregos de serventes em uma pequena construção, o salário era pequeno mal dava para sobreviver e raramente sobravam alguns trocados para enviarem para aos familiares na Paraíba.
Durante o período do carnaval dois árabes, fazendo turismo no Rio, passaram em frente à obra e viram os paraibanos de enxadas nas mãos, mexendo areia e cimento. O sol estava escaldante e os nordestinos suavam até pela ponta do nariz. Os turistas se aproximaram e admirados de tanta bravura, perguntaram quais os salários dos dois. Eles informaram que ganhavam o salário mínimo e que era muito pouco.
Os turistas, perguntaram se eles não aceitavam ir morar na Arábia Saudita e trabalhar lá recebendo salários mais justos. Os paraibanos esclareceram que não seria possível viajar para um lugar tão longe, pois faltava o dinheiro das passagens. Os árabes afirmaram que isto não seria um problema já que os mesmos estavam de avião particular e daria para levar os dois.
Depois do carnaval e após uma prece ao Padim Pade Ciço, os nossos irmãos embarcaram para mais uma aventura. Quando o avião estava sobrevoando o deserto do Saara, apresentou uma pane, sendo necessário um pouso não programado.
Um dos paraibanos desceu do avião, olhou em frente só viu areia, do lado direito areia, do lado esquerdo e na parte de trás também só se via areia e ai ele com ar de preocupação virou-se para o companheiro e falou: SEVERINO, NÓIS TAMO É LASCADO QUANDO CHEGAR O CIMENTO!


SUA CIDADE NO PASSADO


NATAL – RN NOS ANOS 50
Av. Duque de Caxias com Av. Tavares de Lyra - Ribeira — em Natal – RN, entre os anos 50 e 60.

CIRCULA NA INTERNET


IGREJA PROÍBE CD NATALINO “GAIOLA DAS NOELZUDAS” E PROVOCA POLÊMICA
 
A igreja conseguiu uma liminar na Justiça proibindo o CD de Funk “A gaiola das Noelzudas”. Na ação, os advogados da cúria afirmam que o CD “denigre o espírito do Natal, ao usar símbolos infantis em contexto sexual”. A 23 Vara Cível do Rio de Janeiro acolheu o pedido e mandou suspender as vendas do CD.  O CD contém a faixa “O Saco do Papai Noel”, que cita partes íntimas do Bom Velhinho. Outra faixa polêmica é o hit “Ho ho ho ordinária”. “É inadmissível que isso aconteça. Papai Noel é um símbolo das crianças. Não podem se apoderar disso e fazer uma letra com uma mulher dizendo que vai pegar no saco do papai noel e que o saco do noel é muito grande”, disse o advogado Alexandre Santana, que defendeu a igreja. O CD tem ainda uma faixa que conta a história de uma lésbica que fica na janela mexendo com mulheres que passam na porta na noite de Natal. O nome da música é “Sapatinha na Janela”.


IMAGEM DO DIA

Uma belíssima imagem na região da Praia Barra Nova - Cascavel - CE - Brasil, clicada por Adjacir Cidrão.

PIADA DO BLOG


MEU PRESENTE DE NATAL
Duas garotinhas de oito anos conversam no quarto.
- O que você vai pedir para o Papai Noel de Natal?
- Eu vou pedir uma Barbie, e você?
- Eu vou pedir um O.B..
- OB?! O que que é isso?!
- Nem imagino, mas na televisão dizem que com OB a gente pode ir na praia, andar de bicicleta, montar a cavalo…

TEXTO DO BLOG


COMO TORNAR ESTE O MELHOR NATAL DA VIDA DE UM CASAL E DE SUA FAMÍLIA

O que realmente gostaríamos de ganhar de nosso amor no Natal? O que nossos filhos ou pais poderiam nos dar que não implique em gastar dinheiro? Ao pensar nisso, os parceiros e seus filhos fazem uma espécie de balanço da vida em comum e em família e descobrem meios de melhorar a convivência, a harmonia, o companheirismo. Haveria presente melhor para se pedir ao Papai Noel?
por Leniza Castello Branco*

Em entrevista à edição de 21 de novembro da revista Veja, o filósofo norte-americano Michel Sandel (59), autor do livro O que o Dinheiro não Compra, falou sobre a lógica do mercado nos dias de hoje, quando pessoas colocam à venda seu sangue, seus órgãos e até a sua virgindade. Deixando de lado a importantíssima questão dos limites morais que deveriam ter as relações mercantis, abordada pelo estudioso, sua fala me fez lembrar do Natal e da ansiedade com que todos correm às lojas nesta época, comprando furiosamente e gastando inutilmente — sim, porque não é incomum que os presentes sejam deixados de lado, sem merecer qualquer atenção e sem deixar nenhuma marca no presenteado. Será que esta é realmente uma boa forma de demonstrar o seu amor?
Eu acho que não. Por isso pensei em propor para este ano um Natal diferente, no qual parceiros, parceiras e seus filhos, quando houver, pudessem se presentear com algo diferente, algo que não se possa comprar em lojas. Presentes que teriam de ser procurados dentro de cada um e seriam feitos de valores morais, carinho, amor, companheirismo, ternura, preocupação com o próximo, amizade, fidelidade, lealdade. Nada que esteja à venda. Nada que tenha preço, mas apenas valor. Assim acho que seria possível resgatar o verdadeiro espírito de Natal, a paz na Terra aos homens de boa vontade.
Para se realizar essa troca, imaginei uma reunião da família em que cada um escrevesse em um pedaço de papel o que gostaria de ganhar e de quem. O marido poderia pedir à mulher “carinho, compreensão e o prazer de relaxar ao chegar em casa, sem precisar ouvir cobranças e reclamações”, ou ainda “que façamos muito amor, com muitos beijos e muita vontade”. Ela pediria ao marido “que não se exalte quando eu não for tão racional quanto você” ou “que tenha paciência com as crianças”. Os filhos, tão acostumados a comprar e comprar, não iam entender muito bem a proposta, mas só no começo, porque logo saberiam o que pedir ao pai: “que me ouça, converse comigo e entenda que adolescentes têm altos e baixos, e que precisamos que você seja nosso herói”; ou à mãe: “que seja carinhosa, não grite e entenda que criança dá trabalho, mas também dá prazer, e que lembre que não sabemos tudo, respeite nossa alegria, nossa bagunça, e nos ensine com bons exemplos”; ou aos dois, pai e mãe, juntos: “que não briguem tanto”. A mãe pediria ao filho adolescente “que avise quando sair, me ajude nos serviços da casa, não jogue as roupas no chão.” E assim por diante, expondo uma série de desejos muito simples, mas que dizem respeito à convivência em paz, ao amor, ao prazer de se estar junto de quem se ama.
E então? Qual seria o seu pedido, caro leitor ou leitora? O que faria você realmente feliz na vida a dois ou na vida em família? O que anseia de verdade e acredita que seu amor poderia lhe dar? Depois dos pedidos, na minha ceia imaginária, nada precisaria ser prometido. Todos se comprometeriam apenas a receber suas demandas e considerá-las. Se quisesse, a família poderia então trocar presentes comprados ou feitos em casa, porém simples e simbólicos. Tenho certeza de que um Natal assim jamais seria esquecido e que no futuro, quando se falasse nele, todos diriam que foi “o melhor Natal de nossas vidas”.

(*) Leniza é psicóloga e analista junguiana na capital paulista, é membro da Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica (SBPA). leniza.castello@terra.com.br

domingo, 23 de dezembro de 2012

DICA DO BORJÃO


A “Dica do Borjão” de hoje, 23 de dezembro de 2012, disponibiliza o romantismo da música portuguesa na bela voz de “Paulo de Carvalho” interpretando o fado LISBOA MENINA E MOÇA (Ary dos Santos / Paulo de Carvalho). Um excelente domingo para todos vocês e até a próxima “Dica do Borjão”.


LISBOA MENINA E MOÇA
Canta: Paulo de Carvalho
Composição: Ary dos Santos / Paulo de Carvalho

No castelo, ponho um cotovelo
Em Alfama, descanso o olhar
E assim desfaz-se o novelo
De azul e mar
À ribeira encosto a cabeça
A almofada, na cama do Tejo
Com lençóis bordados à pressa
Na cambraia de um beijo

Lisboa menina e moça, menina
Da luz que meus olhos vêem tão pura
Teus seios são as colinas, varina
Pregão que me traz à porta, ternura
Cidade a ponto luz bordada
Toalha à beira mar estendida
Lisboa menina e moça, amada
Cidade mulher da minha vida

No terreiro eu passo por ti
Mas da graça eu vejo-te nua
Quando um pombo te olha, sorri
És mulher da rua
E no bairro mais alto do sonho
Ponho o fado que soube inventar
Aguardente de vida e medronho
Que me faz cantar

Lisboa menina e moça, menina
Da luz que meus olhos vêem tão pura
Teus seios são as colinas, varina
Pregão que me traz à porta, ternura
Cidade a ponto luz bordada
Toalha à beira mar estendida
Lisboa menina e moça, amada
Cidade mulher da minha vida

Lisboa no meu amor, deitada
Cidade por minhas mãos despida
Lisboa menina e moça, amada
Cidade mulher da minha vida

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

CITAÇÃO DO DIA


“A globalização é a invasão do capitalismo moderno e mais privatista. Isso gera modificações na economia, nas administrações pública e privada e na ética das negociações. Essa é uma das grandes conquistas desse modelo.” (Arnaldo Jabor (12 -12-1940) é um cineasta, crítico e escritor brasileiro)

CHARGE DO DIA


RAPIDINHAS DO BLOG...


PRESIDENTE SANCIONA LEI QUE CRIA A EPL
A presidente Dilma Rousseff sancionou, sem vetos, a lei que modificou a denominação da Empresa de Transporte Ferroviário de Alta Velocidade (Etav) para Empresa de Planejamento e Logística (EPL). Originada da Medida Provisória 576, a Lei 12.743 foi publicada no Diário Oficial da União de quinta-feira, 20. Vinculada ao Ministério dos Transportes, a EPL tem prazo de duração indeterminado e terá como objetivo "planejar e promover o desenvolvimento do serviço de transporte ferroviário de alta velocidade de forma integrada com as demais modalidades de transporte, por meio de estudos, pesquisas, construção de infraestrutura, operação e exploração do serviço, administração e gestão de patrimônio, desenvolvimento tecnológico e atividades destinadas à absorção e transferência de tecnologias". Além disso, diz a lei, deverá prestar serviços na área de projetos, estudos e pesquisas destinados a subsidiar o planejamento da logística e dos transportes no País.

NICOLELIS USA TRABALHOS ANTIGOS PARA MOSTRAR NOVA PRODUÇÃO DE INSTITUTO
O neurocientista Miguel Nicolelis divulgou uma lista de sete trabalhos científicos publicados desde 2011 por cientistas ligados ao Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lily Safra (IINN-ELS). A relação, divulgada no site da instituição em resposta à reportagem publicada no domingo pelo Estado, teria como objetivo demonstrar a produtividade científica do IINN-ELS no último um ano e meio, desde o rompimento que ocorreu entre Nicolelis e a antiga equipe de pesquisadores do instituto, entre julho e agosto de 2011. Nicolelis foi procurado via e-mail e telefone para comentar os dados, mas não respondeu. Desde domingo, o cientista tem se manifestado intensamente, mas apenas pelo seu Twitter. A reportagem de domingo do Estado revelou um "apagão científico" do IINN-ELS após o "racha" e trouxe à tona uma série de críticas e questionamentos da comunidade científica sobre os projetos de Nicolelis no Rio Grande do Norte. Entre elas, a crítica de que Nicolelis produz pouca ciência no Brasil, apesar de receber, individualmente, recursos públicos em valores muito acima dos padrões para a ciência nacional. Ao comentar o "racha" em agosto de 2011, Nicolelis disse que a saída da equipe anterior não representaria nenhum prejuízo à produção científica do IINN-ELS e o novo time do instituto teria a participação de 31 cientistas estrangeiros. A equipe que consta hoje no site do IINN-ELS é composta de seis pesquisadores brasileiros. Uma análise criteriosa dos sete trabalhos listados ontem por Nicolelis indica que todos são resultados de pesquisas anteriores ao "racha", produzidas em sua maior parte pelos cientistas que deixaram o IINN-ELS e migraram para o Instituto do Cérebro (ICE) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Cinco dos sete artigos foram publicados ou submetidos para publicação antes de agosto de 2011, segundo as informações bibliográficas disponíveis nos próprios trabalhos. Os outros dois, publicados em março e agosto de 2012 na revista Neuroscience, tem dez autores no total, representando cinco instituições. Desses, apenas um faz parte da equipe atual de pesquisadores do IINN-ELS, o biólogo Marco Freire, que assina os trabalhos em nome do IINN-ELS e da Universidade Federal do Pará (UFPA), onde fez seu mestrado e doutorado. Todos os outros autores são pesquisadores de outras instituições ou que deixaram o IINN-ELS, sugerindo que os trabalhos, apesar de terem sido publicados em 2012, representam linhas de pesquisa mais antigas, desenvolvidas em sua maior parte no período anterior ao esvaziamento do instituto. Nicolelis divulgou ontem também uma lista de 18 trabalhos publicados por ele em 2011 e 2012. Uma análise dos dados bibliográficos indica que, em 17 deles, Nicolelis é o único autor afiliado ao IINN-ELS. Todos os outros são pesquisadores de instituições estrangeiras - a maioria da Universidade Duke, nos EUA, onde ele é professor titular e chefia um grande laboratório de neurociências. Várias fontes ouvidas pelo Estado na comunidade científica brasileira questionam o crédito dado ao IINN-ELS nesses trabalhos, com o argumento de que Nicolelis raramente está presente no instituto e, portanto, é improvável que tenha feito experimentos ele mesmo em Natal. O único trabalho entre os 18 que têm outro autor afiliado ao IINN-ELS é um artigo publicado em novembro de 2010 na revista Journal of Neuroscience Methods, em parceria com o atual diretor científico do instituto, Rômulo Fuentes. E um dos trabalhos é um artigo na revista Scientific American, que não conta como produção científica. Nicolelis divulgou ainda uma lista com 16 resumos de trabalhos apresentados em congressos pela equipe do IINN-ELS em 2012. Eles servem como um indicador da produção científica que está em curso no instituto, mas não trazem, necessariamente, dados científicos novos nem são garantia de publicações científicas no futuro.  O rompimento da equipe anterior com o IINN-ELS teria sido motivado pela personalidade difícil de Nicolelis, que, mesmo sem estar presente a maior parte do tempo no instituto, controlava rigorosamente todas as atividades a distância. Mais de 90 cientistas, técnicos e alunos deixaram o IINN-ELS entre julho e agosto de 2011. A maioria migrou para o Instituto do Cérebro da UFRN, onde continua a trabalhar. Desde então, a equipe de pesquisadores residentes do IINN-ELS foi reduzida a seis pessoas, uma pós-doutoranda e dois alunos de doutorado, ocupando uma infraestrutura de 12 laboratórios e biotérios, em dois prédios (um em Natal e outro, em Macaíba), financiada com milhões de reais em recursos públicos federais e estaduais. O custo para montar e equipar os dois prédios teria sido da ordem de R$ 12,5 milhões. Além disso, o Ministério da Educação (MEC) está financiando um projeto de R$ 48,1 milhões para construção de mais uma estrutura de pesquisa e ensino da UFRN na região rural de Macaíba. O projeto, conhecido como Câmpus do Cérebro, foi concebido e é coordenado por Nicolelis. O MEC prevê a inauguração para 2015. (by  Jornal O Estadão)

PROJETO DE IMPRESSORA 3D DE TECIDOS E ÓRGÃOS HUMANOS USA SOFTWARE DA AUTODESK
Boa notícia: as pessoas talvez não sejam assim tão diferentes das máquinas. Nesta semana uma pequena companhia de San Diego chamada Organovo Holdings, que já produz tecidos humanos em pequena escala, anunciou parceria com a produtora de software Autodesk para projetar uma plataforma bioimpressora. A ideia é utilizar parte do software da Autodesk hoje empregado para o projeto e fabricação de objetos inanimados, tais como luminárias ou eletrodomésticos, a fim de construir tecidos vivos e, no futuro, órgãos humanos. Caso órgãos vivos possam ser produzidos da mesma maneira que hoje fabricamos, por exemplo, floreiras e componentes de aviões, com o uso de impressoras tridimensionais, o custo da medicina talvez caia, e a capacidade dos serviços médicos aumentará. "No momento, podemos criar uma fatia tridimensional de fígado instruindo uma 'impressora' quanto ao posicionamento de células", disse Keith Murphy, presidente-executivo da Organovo. "Podemos criar algo com menos de um milímetro de espessura, que colocamos em um banco de testes para estudos de medicamentos. A questão de longo prazo é se poderemos produzir um fígado inteiro".  Esse seria um processo mais complexo, envolvendo colocação precisa de células para a confecção do material do órgão e de complementos como veias e capilares, e ao mesmo tempo manter todo o complexo vivo. Murphy declarou que provavelmente serão necessários muitos anos de trabalho antes que isso aconteça. A tarefa também seria muito mais ambiciosa do que os demais esforços de produção de órgãos, a exemplo da criação de uma traqueia adulta usando células-tronco em um tubo de plástico esterilizado, empreendida por uma equipe de cirurgiões de Baltimore. Um projeto de prazo mais curto envolveria a produção de fatias de fígado para testes de medicamentos, o que permitiria que cientistas testassem facilmente coisas como dosagens variáveis de medicamentos, e a criação de tecidos para testes cirúrgicos. A Organovo teria de produzir quantidade significativa de material em suas impressoras, nesses dois casos. Murphy disse que trabalhar com a Autodesk, que já trabalhou extensamente no segmento de impressoras 3D, oferecerá à sua empresa melhor compreensão de como desenvolver software 3D, o que ajudará a Organovo e outras companhias a projetar tecidos tridimensionais melhores. A Autodesk, por sua vez, quer simular de que forma objetos tridimensionais não vivos são criados, para que possa melhorar suas operações básicas. "Se você projeta um chassi de automóvel, o projeto não se altera", diz Carlos Olguin, que comanda o grupo de software biológico, nanodimensional e programável da Autodesk. "A impressão biológica envolve a montagem autônoma de coisas como células-tronco. É um paradigma de design diferente que pode ter grande efeito sobre coisas como protótipos em escala maciça".  "Porque que a biologia está se tornando uma disciplina mais madura em termos de engenharia, queremos encontrar muito mais parceiros", ele disse. As empresas não estão pagando uma à outra pela colaboração, e duas equipes de cerca de quatro pessoas, uma de cada companhia, trabalharão juntas em no que Olguin definiu como "primeira fase" do projeto.

ARTE NO BLOG


JOHANN VERMEER: A ALCOVITEIRA (1656)
por Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa

Como acontecia com todos os pintores holandeses, Vermeer teve que seguir um curso de aprendizado com um mestre que fosse registrado na poderosa Guilda de São Lucas. Essa organização regulava a vida profissional e comercial dos pintores, artesãos e marchands. O curso era rigoroso e o jovem aprendiz recebia ensinamentos abrangentes sobre a arte e a técnica da pintura e só depois do curso completo podia se filiar à guilda. Como membro registrado lhe era permitido assinar e vender suas pinturas, assim como as de seus colegas. Vermeer pagou como taxa de admissão seis florins, em dezembro de 1653. Normalmente, os recém admitidos cujos pais fossem ou tivessem sido membros da guilda pagavam três florins, desde que tivessem seguido o curso regulamentar com um mestre da Guilda, por pelo menos dois anos. A única explicação encontrada pelos estudiosos da vida de Vermeer para o fato dele ter pago o dobro dos outros filhos de membros da Guilda é a possibilidade de que seu curso não tivesse sido feito em Delft. Muitos historiadores afirmam que Vermeer se converteu ao catolicismo após o casamento ou pelo menos que participou ativamente da instrução religiosa de seus filhos na religião da mãe. O fato inconteste é que foi um casamento feliz. Tiveram 15 filhos, dos quais somente 11 sobreviveram. Viveram em harmonia e alegria durante muitos anos, até o colapso financeiro do pintor, já no fim de sua vida.
 A Alcoviteira, óleo sobre tela, mede 143 x130 cm.

A Alcoviteira: as cenas de prostituição quase sempre retratam jovens atraentes, elegantemente trajados em sedas e cetins. Ocupam geralmente toda a tela e o ambiente não é reconhecível. Na verdade esses quadros não podem ser interpretados como descrições precisas da prostituição na Holanda no século XVII, pois pesquisadores importantes comprovaram que o ambiente da prostituição era insalubre e violento, com mulheres pobres e desesperadas, geralmente migrantes. Na tela de Vermeer a cortesã e o jovem rapaz que solicita seus favores, provavelmente um soldado devido ao seu casaco vermelho, formam o motivo principal da pintura. A mão esquerda o soldado usa para pagar a moça e a direita ele coloca em cima do seio dela. Há muito pouco tempo esse quadro passou por uma análise profunda e consequente restauração e ficou constatado que originalmente o rapaz não usava um chapéu e seu rosto recebia tanta luz quanto o da moça. Também que ele olhava para o rosto dela e não para a moeda que deposita em sua mão. O chapéu pode ter ensombrecido o rosto dele, mas destacou ainda mais a importância que Vermeer pretendia dar à unidade das duas figuras, dando à moça um destaque maior. Outros detalhes que chamam a atenção:  a jarra de vinho, considerada um verdadeiro tesouro na obra de Vermeer. Em nenhum outro de seus quadros – nem mesmo em A Leiteira – veremos um objeto pintado tão minuciosamente. Pelas cores, a base cinza claro e as riscas em puro lápis lazuli, os especialistas acham que é muito provável que a louça fosse importada da Alemanha, de Westerwald, uma área coberta por densa floresta que fica em Colônia sobre o Reno, famosa por suas cerâmicas desde o século XVI.  Também o fato, sem comprovação, mas aceito por muitos especialistas e estudiosos, que o rapaz à esquerda, todo sorridente, é um autorretrato do pintor. E a beleza do tapete que cobre as pernas da alcoviteira. Como mencionado ontem, Delft era famosa pelas belíssimas tapeçarias. Em nove de suas telas, Vermeer usa tapetes talvez com a alegria de usar tantas cores. Nesse quadro, infelizmente, ficou constatado que o azul desmaiou com o tempo. O desenho do tapete é um Ushak, cidade da Turquia Ocidental famosa pelos tapetes com a trama em medalhões. A Alcoviteira é uma das poucas telas cuja assinatura foi aposta pelo próprio Vermeer. Pode ser vista bem em baixo, no canto à direita, em tinta marron escuro.

Fonte: Acervo Gemäldegalerie (Museu de Arte Antiga), Dresden

RECEITA DO BLOG


MACARRÃO ALHO E ÓLEO

INGREDIENTES PARA 04 PORÇÕES
1 pacote de macarrão de macarrão 500 g (tipo do macarrão, a gosto)
1 saquinho de alho granulado
1/2 tablete de manteiga (não margarina)
1 colher de sopa de óleo de azeite extra virgem
Ervas (manjericão, orégano, salsa, cebolinha, tomilho, vai do gosto)
Sal (Sosal Light da Cimsal)
1 dente de alho
Gengibre em pó a gosto
1 folha de louro

MODO DE PREPARO
Quando faltar mais ou menos 5 minutos para ficar no ponto de escorrer o macarrão, comece o preparo da receita;
O dente de alho, serve para você untar os pratos onde serão servido o macarrão,
coloque as porções nos pratos já com o cheiro do alho, e enfeite com algumas ervas;
Na frigideira quente coloque a manteiga, o azeite, a folha de louro, e o alho granulado;
Nesta hora um pouco de agilidade, pois o macarrão escorrido vai para a frigideira, sendo mexido e dosado com sal a gosto, as ervas, o gengibre em pó a gosto também;

INFORMAÇÃES ADICIONAIS
Não lave o macarrão nem passe óleo ou gordura nele depois de escorrê-lo. Coloque direto na frigideira. 

CIRCULA NA INTERNET


PREVENIR ESCÂNDALOS É DEVER DE TODOS

Mensalão, ministros, Cachoeira, Rose… Queremos férias.


IMAGEM DO DIA

Uma aprazível imagem na região da Lagoa do Mato - Aracati - CE - Brasil

PIADA DO BLOG


UM “PUM” ECOLÓGICO
Uma Revendedora Avon foi entregar seus produtos a uma cliente num apartamento.
No elevador, entre um andar e outro, sentiu uma necessidade irreprimível de soltar um PUM. Como estava sozinha, ela soltou um pum (muito fedido):   ... p f f f f f f f ...  (Que alívio!!!)
Mal terminou, o elevador diminuiu a velocidade, e parou num andar...Rapidamente, ela pegou na bolsa o spray da Avon (Aroma de Pinho) e borrifou todo o elevador. A porta se abriu e entrou um sujeito que logo fez uma cara feia e perguntou: 
- Que diabo de cheiro é esse?
A mulher, com cara de inocência, disse:
- Não sei, senhor, não sinto cheiro algum.
- Que cheiro o senhor está sentindo?
E ele:
- Não sei bem, não... Mas é como se alguém tivesse cagado numa floresta!

TEXTO DO BLOG

DÂNDIS E MALABARISTAS DA POLÍTICA

por Gaudêncio Torquato*

O convívio intenso e longo com o poder tem um poderoso efeito narcotizante. Transforma pessoas simples e humildes, gente com histórias iguais a de seus semelhantes, em “deuses” de um Olimpo.
A figura dos “olimpianos”, vale lembrar, foi emoldurada pelo sociólogo francês, Edgar Morin (Cultura de Massas no Século XX). Agrupa as celebridades das esferas das artes, do lazer, da cultura e da política, como artistas, músicos, reis, rainhas e princesas.
Nas últimas décadas, o habitat das celebridades se expandiu na esteira do Estado circense, onde os atores políticos se engalfinham na luta por maior visibilidade. Ao verem holofotes midiáticos correm em sua direção, na perspectiva de ganhar espaço e adornar a imagem.
E assim, os palcos da representação política se transformam em espelhos de Narciso, jogando os seus participantes na armadilha do falso retrato, da autocontemplação. Os homens públicos, daqui e d’alhures, acabam afixados à moldura narcisista.
Como conta a lenda, Narciso foi condenado pelos deuses a se apaixonar pela própria imagem. Tomou-se de amores pela imagem quando se contemplava nas águas transparentes de uma fonte. Obcecado pelo reflexo, Narciso não mais se afastava da fonte, definhando ali até a morte.
Hoje, ele se refestela na fosforescência do Estado-Midiático. Como lembra Roger-Gérard Schwartzenberg, em seu clássico O Estado-Espetáculo, os profissionais do espetáculo e da política compartilham frequentemente as mesmas atitudes e os mesmos vezos, como se, diante de problemas de representação comparáveis, “reagissem recorrendo a procedimentos análogos.”
O Brasil está recheado de narcisistas, pessoas fascinadas pelo seu próprio brilho, um brilho ilusório, porque muitas perderam o poder, mas não o orgulho.
Que tipo de mal os narcisistas cometem contra si mesmos e contra a sociedade? O maior dos males é o da inação, o da inércia, o da perda do sentido de realidade. Presos no simulacro do poder, exibem um prestígio falso, que frequentemente conduz ao ócio.
Aliás, praestigium, do latim, significa nada mais nada menos que artifício, ilusão, malabarismo. Os malabaristas da política promovem a mistificação das massas, fazendo-as crer que o discurso é a ação, o verbo é a obra, a palavra é sinônimo de verdade.
Muitos se transformam em dândis, com seu prazer em surpreender, espantar. O mestre Baudelaire dizia: “creio que existe na ação política certa dose de provocação, por ser preciso suscitar uma reação”.
O dândi quer chamar a atenção, provocar, criar impacto. E, não raro, cai no exagero, fazendo da estética sua ação política mais forte. É useiro e vezeiro na arte do exagero. O dandismo é chegado à verborragia. Por isso, seus cultores são também conhecidos por exagerar na expressão.
Ademais, a cultura oral é uma das tradições mais ricas de nosso país, como demonstra a mais fecunda e abrangente obra sobre a cultura popular brasileira, do incomparável Luís da Câmara Cascudo, um patrimônio do Rio Grande do Norte.
A tradição de oralidade penetrou profundamente nas veias, mentes e corações da representação política, a ponto de se atribuir, por muito tempo, a grandeza dos homens públicos não aos projetos e feitos empreendidos, mas ao domínio do verbo no palanque ou na tribuna parlamentar.
Duas historinhas mostram os polos do discurso tradicional da política. A primeira é a do baiano, embevecido com a retórica complicada de seu candidato em comício numa pequena cidade interiorana. Não se cansou de bater palmas, concluindo categórico: “não entendi nada do que o homem falou, mas falou bonito; vai levar meu voto”.
A segunda historinha é a do candidato, que, arrebatado, enérgico, espumando de civismo, discorria sobre o sentido da liberdade. Argumentava que um povo livre sabe escolher os seus caminhos, seus governantes, eleger os seus vereadores, prefeitos e deputados. Para entusiasmar a multidão, levou um passarinho numa gaiola, que deveria ser solto no clímax do discurso.
No momento certo, tirou o passarinho da gaiola, e com ele na mão direita, jogou o verbo: “a liberdade é o sonho do homem, o desejo de construir seu espaço, sua vida, com orgulho, sem subserviência, sem opressão; Deus (citar Deus é sempre bom) nos deu a liberdade para fazermos dela o instrumento de nossa dignidade; quero que todos vocês, hoje, aqui e agora, comprometam-se com o ideal do homem livre. Para simbolizar esse compromisso, vamos aplaudir soltar esse passarinho, que vai ganhar o céu da liberdade”.
Ao abrir a mão, esmagara o passarinho. A frustração por ter matado o bichinho acabou com a euforia e as vaias substituíram os aplausos. Foi um desastre. É sempre assim quando não se controla a emoção. Em se tratando do discurso político, a emoção mata frequentemente a razão.
Juntando-se, então, o narcisista e o demagogo, o verborrágico e o reizinho cheio de empáfia, chega-se à receita do perfil que ainda teima em se apresentar às massas nacionais.
É o encontro do ruim com o pior, de Narciso com aquela figura canhestra – Justo Veríssimo - tão bem caracterizada pelo inesquecível Chico Anísio.
E quando isso ocorre, a política volta a ser aquilo que Paul Valéry mais temia: “a arte de impedir que as pessoas cuidem do que lhes dizem respeito”. Nesses tempos de grande influência da mídia, é bom ter cuidado, porque a espetacularização da política pode significar a ruína dos atores.
Não enganam mais como antigamente; são pegos quando escondem o lixo debaixo do tapete; e flagrados quando a maquiagem procura disfarçar a deficiência do pensamento. Como mostram esses tempos de denúncias e escândalos.
Neste apagar de luzes de 2012, reflitamos sobre o exercício da representação coletiva. Muito cuidado com os efeitos mágicos do Estado-Espetáculo. Luis XIV costumava lembrar que “os povos gostam do espetáculo; através dele, dominamos seu espírito e seu coração”.
Mas há um limite para tudo. Um dia, mais cedo ou mais tarde, o povo, cansado de ver tanto malabarismo, fará a mágica que nenhum representante gostaria de ver: mandá-lo de volta para sua casa sem o passaporte do mandato popular.

(*) Gaudêncio Torquato, jornalista, professor titular da USP, consultor político e de comunicação Twitter@gaudtorquato

INDICADORES DO BLOG


BOVESPA
BOLSAS DO MUNDO
ÍNDICE
VARIAÇÃO (%)
VARIAÇÃO (PTS)
TOTAL (PTS)
Dow Jones - Estados Unidos
+0,45%
+59,75
13.311,72
S&P 500 - Estados Unidos
+0,55%
+7,88
1.443,69
Nasdaq - Estados Unidos
-0,72%
-21,65
2.992,16
DAX Frankfurt - Alemanha
+0,05%
+3,60
7.672,10
CAC 40 - França
+0,06%
+2,14
3.666,73
Euro Stoxx 50 - Europa
+0,14%
+3,61
2.658,30
Merval - Argentina
+0,56%
+16,12
2.860,08
Nikkei 225 - Japão
-1,19%
-121,07
10.039,33
SSE Composite - China
+0,28%
+6,11
2.168,35
Hang Seng - China
+0,16%
+36,41
22.659,78
20/12/2012 22h03 | Thomson Reuters

MOEDAS
MOEDA
COMPRA (R$)
VENDA (R$)
VAR (%)
Dólar Comercial
2,0690
2,0701
-0,02%
Euro
2,7436
2,7462
+0,14%
Libra
3,3715
3,3748
+0,10%
Peso Argentino
0,4231
0,4235
+0,14%
20/12/2012 22h04 | Thomson Reuters

INFLAÇÃO
ÍNDICE
VALOR (%)
IBGE IPCA Month
0,60%
INPC IBGE (mês)
54,00%
BR IPC-FIPE infl
0,68%
IPC-DI FGV (mês)
0,08%
IGP-DI FGV (mês)
0,25%
IGP-M FGV (mês)
0,77%
IPA-DI FGV (ano)
0,00%
ICV Dieese (mês)
0,93%
20/12/2012 22h09 | Thomson Reuters

JUROS E POUPANÇA
ÍNDICE
VARIAÇÃO (%)
Selic (ano)
7,25%
CDI (ano)
6,81%
TJLP - Taxa de juros de longo prazo (trimestre)
5,50%
TR - Taxa referencial (mês)
0,0000%
Poupança (mês)
0,500%
20/12/2012 22h10 | Thomson Reuters

RISCO PAÍS
ÍNDICE
VALOR (PTS)
Risco país Brasil
136,00
Risco país México
117,00
Risco país Argentina
991,00
20/12/2012 22h12 | Thomson Reuters

COMMODITIES
ÍNDICE
VARIAÇÃO (%)
VARIAÇÃO (PTS)
COTAÇÃO (US$)
Prata
-
+0,03
29,97
Platina
-
+2,25
1.547,50
Petróleo WTI
-0,11%
-0,10
90,03
Ouro
-
+0,85
1.647,99
Petróleo Brent
-0,10%
-0,11
110,25
Paládio
-
-0,25
677,00
20/12/2012 22h12 | Thomson Reuters

ATIVIDADE ECONÔMICA
ÍNDICE
VALOR (%)
BR Unemployment
5,30%
BR GDP qq
0,40%
BR GDP yy
0,50%
Dívida pública como proporção do PIB
35,20%
BR Industrial ou
0,90%
BR Industrial ou
2,30%
BR Retail sales
0,30%
20/12/2012 22h18 | Thomson Reuters